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23 outubro 2006
ODF Alliance com 320 membros
A ODF Alliance, que promove a implementação do formato aberto de documentos ODF, já tem 320 membros, 5 dos quais em Portugal:
22 outubro 2006
O Millennium BCP e a segurança
Recebi a hoje Newletter de Segurança de Outubro do Millennium BCP.
Indica que está disponível o Internet Explorer 7, com novas características de segurança, como o anti-phishing.
Se o Millennium BCP se preocupasse realmente com a segurança, já tinha promovido junto dos seus clientes a utilização do browser Mozilla Firefox, que tem bem melhores características de segurança há meses:
CNET Security Watch - Why you should switch to Firefox now:
Wall Street Jounal - Security, Cool Features Of Firefox Web Browser Beat Microsoft's IE
Concluo portante que a segurança é menos importante para o Millenium BCP do que a promoção à empresa Microsoft, e começo a estar realmente a pensar se estou no Banco certo, pois a segurança num Banco devia estar em primeiro lugar.
Começo seriamente a pensar mudar de banco..
PS: Enviei esta mesma mensagem ao Banco citado, do qual ainda sou cliente
Indica que está disponível o Internet Explorer 7, com novas características de segurança, como o anti-phishing.
Se o Millennium BCP se preocupasse realmente com a segurança, já tinha promovido junto dos seus clientes a utilização do browser Mozilla Firefox, que tem bem melhores características de segurança há meses:
CNET Security Watch - Why you should switch to Firefox now:
Wall Street Jounal - Security, Cool Features Of Firefox Web Browser Beat Microsoft's IE
Concluo portante que a segurança é menos importante para o Millenium BCP do que a promoção à empresa Microsoft, e começo a estar realmente a pensar se estou no Banco certo, pois a segurança num Banco devia estar em primeiro lugar.
Começo seriamente a pensar mudar de banco..
PS: Enviei esta mesma mensagem ao Banco citado, do qual ainda sou cliente
18 outubro 2006
MS quer transformar bug em standard ..
Quando surgiu o Excel, vinha com um bug na função DATE(), e considerava 1900 como um ano bissexto. As regras dos anos bissextos são algo curiosas; de quatro em quatro anos Fevereiro tem mais um dia. Exceptuam-se os anos múltiplos de 100. E a esta excepção exceptuam-se os anos múltiplos de 400. Segundo a Microsoft o dia 29 de Fevereiro de 1900 existiu. E na proposta de standard do novo formato do MS Office 2007 à ECMA, também deverá "existir", por questões de "compatibilidade" ..Ver, e sorrir, aqui
11 outubro 2006
Calendários versão 0.3
Já está disponível a versão 0.3 da aplicação de calendário Mozilla, quer na versão independente Sunbird, quer na versão extensão do correio-electrónico Thunderbird, Lightning.
Quer uma quer outra permitem acesso a calendários online através dos protocolos iCalendar e CalDAV.
Têm uma interface mais intuitiva, melhor desempenho, e estão mais fiáveis.
Para alem de continuarem como produtos autónomos, o Thunderbird/Lightning vão ser incorporados numa futura versão do OpenOffice.org e do StarOffice
Quer uma quer outra permitem acesso a calendários online através dos protocolos iCalendar e CalDAV.
Têm uma interface mais intuitiva, melhor desempenho, e estão mais fiáveis.
Para alem de continuarem como produtos autónomos, o Thunderbird/Lightning vão ser incorporados numa futura versão do OpenOffice.org e do StarOffice
08 outubro 2006
Tim Bray: Atom, WS-*, XBRL e lucidez
Tim Bray foi uma dos redactores do XML, conjuntamente com Jon Bosak, e é actualmente . Director de Tecnologias Web na Sun Microsystems.
Recomendo vivamente a entrevista que deu ao Linux Journal, onde fala lucidamente de como o Atom se irá tornar ubíquo, do seu cepticismo nas normas WS-* e de REST, da adopção de PHP e Ruby, Perl e Python na plataforma Java e de Interactive Data (um nome sexy para XBRL, uma especificação de XML para o mercado financeiro)
É uma entrevista cheia de opiniões fortes (é possível que não gostem da sua comparação de código PHP com esparguete) e que abre muitos caminhos.
Recomendo vivamente a entrevista que deu ao Linux Journal, onde fala lucidamente de como o Atom se irá tornar ubíquo, do seu cepticismo nas normas WS-* e de REST, da adopção de PHP e Ruby, Perl e Python na plataforma Java e de Interactive Data (um nome sexy para XBRL, uma especificação de XML para o mercado financeiro)
É uma entrevista cheia de opiniões fortes (é possível que não gostem da sua comparação de código PHP com esparguete) e que abre muitos caminhos.
04 outubro 2006
Blogs como meio oficial de comunicação
Os meus parceiros de blog no Planeta Asterisco devem achar interessante o pedido feito oficialmente por carta registada e fax por Johnatan Schwartz, CEO da Sun Microsystem, para que a Internet em geral e os Blogs em particular sejam considerados pela SEC como um meio oficial de informação de mercado.
A SEC -Securities and Exchange Commission - é o equivalente à nossa CVMV - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Simplex nos mercados financeiros? A oficialização dos blogs ?
A SEC -Securities and Exchange Commission - é o equivalente à nossa CVMV - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Simplex nos mercados financeiros? A oficialização dos blogs ?
28 setembro 2006
Firefox 2 RC1
Já está disponível para download a Release Candidate 1 do Firefox 2.
A equipa portuguesa na ANSOL está a manter a tradução actualizada, parabéns
A equipa portuguesa na ANSOL está a manter a tradução actualizada, parabéns
27 setembro 2006
UNESCO promove FOSS
A UNESCO tem um Wiki designado por "FOSS solutions for Open Educational Resources".
Nele estão a ser debatidos os temas lançados no início do ano por Joyce Kasman Valenza no Philadelfia Inquirer como as principais tendências afectando a educação, e que são:
1 -Aplicações baseadas em browser, como o Writely e o Odeo (para partilha de Podcasts)
2- Firefox
3- Wikipedia
4- O OLPC (portátil para crianças a 100 dólares)
5- Podcasting/webcasting
6- Wikis e Blogs na sala de aula ( ver eLGG.net )
7- OpenOffice.org 2 e o formato ODF
8- Web 2.0
9- Moodle
10- A compra da WebCT pela Blackboard (os principais LMS comerciais)
A maior parte destes assuntos estão na agenda do nosso Ministério da Educação, mesmo que isso ainda não seja muito visível
Nele estão a ser debatidos os temas lançados no início do ano por Joyce Kasman Valenza no Philadelfia Inquirer como as principais tendências afectando a educação, e que são:
1 -Aplicações baseadas em browser, como o Writely e o Odeo (para partilha de Podcasts)
2- Firefox
3- Wikipedia
4- O OLPC (portátil para crianças a 100 dólares)
5- Podcasting/webcasting
6- Wikis e Blogs na sala de aula ( ver eLGG.net )
7- OpenOffice.org 2 e o formato ODF
8- Web 2.0
9- Moodle
10- A compra da WebCT pela Blackboard (os principais LMS comerciais)
A maior parte destes assuntos estão na agenda do nosso Ministério da Educação, mesmo que isso ainda não seja muito visível
09 setembro 2006
European Open Source Convencion
Vai-se realizar em Bruxelas de 18 a 21 de Setembro a EuroOSCON 2006. A lista dos oradores é muito boa. Aqui estão alguns nomes:
Jeff Waugh (Canonical/Ubuntu)
Tim O'Reilly (O'Reilly Media)
Mårten Mickos (MySQL AB)
Peter Saint-Andre (Jabber Software Foundation)
Greg Stein (Google)
Rasmus Lerdorf (PHP)
Louis Suarez-Potts (CollabNet/OpenOffice.org)
Scott Dietzen (Zimbra)
Sam Hiser, Open Document Foundation
Vejam o resto, e se forem lá, contem.
Jeff Waugh (Canonical/Ubuntu)
Tim O'Reilly (O'Reilly Media)
Mårten Mickos (MySQL AB)
Peter Saint-Andre (Jabber Software Foundation)
Greg Stein (Google)
Rasmus Lerdorf (PHP)
Louis Suarez-Potts (CollabNet/OpenOffice.org)
Scott Dietzen (Zimbra)
Sam Hiser, Open Document Foundation
Vejam o resto, e se forem lá, contem.
Regresso
O luxo de 3 semanas de férias a descansar mesmo, contando com uma estadia em Itália. Um portátil e um Palm a avariarem ao mesmo tempo. O trabalho acumulado. O casamento da minha filha, a Inês.
As razões desta grande ausência. Mas pronto, estou de volta.
As razões desta grande ausência. Mas pronto, estou de volta.
28 julho 2006
Gestão danosa dos dinheiros públicos
O IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional foi autorizado no passado dia 13 de Julho a estabelecer um contrato de software Microsoft no valor de 2,25 Milhões de Euros, acrescidos de IVA, por ajuste directo. Este acordo foi avalizado por portaria conjunta dos ministérios das Finanças e do Trabalho e Solidariedade Social (Portaria n.o 1093/2006 )
Neste momento já existem alternativas viáveis e adoptadas internacionalmente ao sofware Microsoft. Apenas o mais recente exemplo : "Croatian government adopts free software policy"
Não há razões objectivas para que não tenha sido feita uma consulta ao mercado, através do mecanismo de concurso público, existindo neste momento alternativas comerciais muito mais económicas ( http://www.novell.com/solutions/desktop ), e outras completamente gratuitas (www.openoffice.org) .
A enorme factura da preservação desta situação de não funcionamento do mercado de software, é ainda agravado pelo facto de que em 2007 o software de Office da Microsoft ir sofrer um alteração radical:
- alteração completa do formato de ficheiros
- grande alteração da interface com o utilizador
- requisitos de hardware enormemente acrescidos
Para além dos enormes custos de licenciamento demonstrados pelo exemplo do IEFP, esta mudança radical do software Microsoft Office irá ter as seguintes implicações para os serviços da Administração Pública que optarem por manter esse software:
- necessidade de projectos de migração de ficheiros
- necessidade de re-formação dos utilizadores
- necessidade de renovação do parque de PCs
Está na hora de os dirigentes da Administração Pública tomarem consciência destes factos, e de que poderão estar a ocorrer em situações de gestão danosa dos dinheiros públicos.
Neste momento já existem alternativas viáveis e adoptadas internacionalmente ao sofware Microsoft. Apenas o mais recente exemplo : "Croatian government adopts free software policy"
Não há razões objectivas para que não tenha sido feita uma consulta ao mercado, através do mecanismo de concurso público, existindo neste momento alternativas comerciais muito mais económicas ( http://www.novell.com/solutions
A enorme factura da preservação desta situação de não funcionamento do mercado de software, é ainda agravado pelo facto de que em 2007 o software de Office da Microsoft ir sofrer um alteração radical:
- alteração completa do formato de ficheiros
- grande alteração da interface com o utilizador
- requisitos de hardware enormemente acrescidos
Para além dos enormes custos de licenciamento demonstrados pelo exemplo do IEFP, esta mudança radical do software Microsoft Office irá ter as seguintes implicações para os serviços da Administração Pública que optarem por manter esse software:
- necessidade de projectos de migração de ficheiros
- necessidade de re-formação dos utilizadores
- necessidade de renovação do parque de PCs
Está na hora de os dirigentes da Administração Pública tomarem consciência destes factos, e de que poderão estar a ocorrer em situações de gestão danosa dos dinheiros públicos.
09 julho 2006
Microsoft lança projecto para suportar ODF
A Microsoft acaba de lançar um projecto open-source denominado Open XML Translator, que poderá ser utilizado no futuro Microsoft Office 12 para conversão de e para o Open Document Format. É um passo tímido em relação ao crescentemente adoptado ODF. Em vez de o adoptarem no produto lançam um projecto no SourceForge. Mas é um passo, que resultou da crescente adopção do Open Document Format, que assim continua na sua senda ascendente.
Comentários de paul Robertson e Jean Paoli da Microsoft aqui.
Comentários de paul Robertson e Jean Paoli da Microsoft aqui.
05 julho 2006
European Open Source News
Já saiu a Edição de Junho das notícias do Open Source Observatory do IDABC. O IDABC ( Interoperable Delivery of European eGovernment Services to public Administrations, Businesses and Citizens) é um departamento da Comissão Europeia.
O Open Source Observatory publica notícias constantemente, e depois reune-as num boletim mensal, que pode ser subscrito.
Notícias de Junho:
GL: One-stop support for Open Source Software in businesses [23 June 2006]
GL: Open Source diversity brings better security [23 June 2006]
GL: Linux on the move, Linux on your mobile [23 June 2006]
GL: Linux gets the global view at last [23 June 2006]
GL: Open Source plays a key role in software development, says report [21 June 2006]
GL: Java for all [16 June 2006]
DK: Danish parliament reaches 11th hour deal on Open Standards [16 June 2006]
EU: SELF-made educational Software [16 June 2006]
DE: Lower Saxony's tax authority switches to Linux [13 June 2006]
EU: Commission confirms unpatentability of software [13 June 2006]
EU: Free Software proponents condemn Microsoft's intransigence over patents [13 June 2006]
BR: Brazilian Government's Migration to Open Source takes further steps forward [13 June 2006]
BE: CommunesPlone project - Walloon Communes jointly opt for Open Source Software [13 June 2006]
EU: Shift to Open Source Software possible but there are obstacles, say EU researchers [12 June 2006]
IT: Campaign to promote wider use of Open Source Software in Italy [12 June 2006]
DE: German Federal IT agency presents new Open Source applications [12 June 2006]
O Open Source Observatory publica notícias constantemente, e depois reune-as num boletim mensal, que pode ser subscrito.
Notícias de Junho:
GL: One-stop support for Open Source Software in businesses [23 June 2006]
GL: Open Source diversity brings better security [23 June 2006]
GL: Linux on the move, Linux on your mobile [23 June 2006]
GL: Linux gets the global view at last [23 June 2006]
GL: Open Source plays a key role in software development, says report [21 June 2006]
GL: Java for all [16 June 2006]
DK: Danish parliament reaches 11th hour deal on Open Standards [16 June 2006]
EU: SELF-made educational Software [16 June 2006]
DE: Lower Saxony's tax authority switches to Linux [13 June 2006]
EU: Commission confirms unpatentability of software [13 June 2006]
EU: Free Software proponents condemn Microsoft's intransigence over patents [13 June 2006]
BR: Brazilian Government's Migration to Open Source takes further steps forward [13 June 2006]
BE: CommunesPlone project - Walloon Communes jointly opt for Open Source Software [13 June 2006]
EU: Shift to Open Source Software possible but there are obstacles, say EU researchers [12 June 2006]
IT: Campaign to promote wider use of Open Source Software in Italy [12 June 2006]
DE: German Federal IT agency presents new Open Source applications [12 June 2006]
30 junho 2006
Open Documemt Format cresce na Europa
A Administração Pública francesa terá 400.000 estações de trabalho com OpenOffice.org em 2007.
Os ministros dinamarqueses vão começar a utilizar o Open Document Format em Setembro.
Todos os serviços públicos belgas terão de utilizar o Open Document Format a partir de Setermbro de 2008.
Espero que saibam ler francês. Poupei-os à versão dinamarquesa da segunda notícia :-)
Por cá também estão a haver progressos.
Os ministros dinamarqueses vão começar a utilizar o Open Document Format em Setembro.
Todos os serviços públicos belgas terão de utilizar o Open Document Format a partir de Setermbro de 2008.
Espero que saibam ler francês. Poupei-os à versão dinamarquesa da segunda notícia :-)
Por cá também estão a haver progressos.
OpenOffice.org 2.0.3
Já está disponível o OpenOffice.org 2.0.3. De acordo com a nova filosofia, estas versões intermédias não contêm apenas correcções de bugs, mas também melhorias de funcionalidade.
Entre as principais listadas nas Releases Notes estão:
- Enviar e-mail com documento em anexo em formato MS - sem ter que passar por gravar/converter ( fazer isto como PDF já era possível anteriormente)
-Importação de variáveis customizadas de documentos MS Office
- Online update ( no menu Help, uma novidade no OOo !)
- E para rematar, é suportado o latim (versão vaticano :-) )
Entre as principais listadas nas Releases Notes estão:
- Enviar e-mail com documento em anexo em formato MS - sem ter que passar por gravar/converter ( fazer isto como PDF já era possível anteriormente)
-Importação de variáveis customizadas de documentos MS Office
- Online update ( no menu Help, uma novidade no OOo !)
- E para rematar, é suportado o latim (versão vaticano :-) )
14 junho 2006
12 junho 2006
Normas de interoperabilidade francesas recomendam Open Document
Em França, a Direcção Geral da Modernização do Estado publicou a nova versão das Normas de Interoperabilidade, algo que o estado português continua sem fazer. Esta versão está aberta a comentário público até Setembro de 2006.
Entre as várias normas inclui-se o seguinte:
4.1.4 - Normas e Standards de toca de documentos de escritório
RIT0024 É RECOMENDADO que para as trocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações) sejam utilizados e formatos de documentos assentes na utilização de XML e cujas especificações sejam públicas e isentas de direitos
RIT0025 É RECOMENDADA a utilização do formato Open Document para as trocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações)
RIT0026 É OBRIGATÓRIO aceitar todo o documento com formato Open Document para astrocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações)
RIT0027 É PROIBIDO fazer uma migração do formato de documentos de escritório utilizado correntemente por uma organização para um formato distinto do formato aberto Open Document.
Entre as várias normas inclui-se o seguinte:
4.1.4 - Normas e Standards de toca de documentos de escritório
RIT0024 É RECOMENDADO que para as trocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações) sejam utilizados e formatos de documentos assentes na utilização de XML e cujas especificações sejam públicas e isentas de direitos
RIT0025 É RECOMENDADA a utilização do formato Open Document para as trocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações)
RIT0026 É OBRIGATÓRIO aceitar todo o documento com formato Open Document para astrocas de documentos de escritório semi-estruturados (tratamento de texto, folhas de cálculo, apresentações)
RIT0027 É PROIBIDO fazer uma migração do formato de documentos de escritório utilizado correntemente por uma organização para um formato distinto do formato aberto Open Document.
Migrações
O wiki do OpenOffice.org inclui descrições de muitas migrações para OpenOffice.org.
Para quem quer saber como correram ou estão a correr.
Para quem quer saber como correram ou estão a correr.
17 maio 2006
Open-Source na Motorola
A Motorola está a apostar em força em telemóveis com Linux e Java. Existe uma página com os projectos open-source da Motorola, em que estão por exemplo publicado o código de vários telemóveis - A1200, A780 e E680, e do driver para as cartas SD-MMC
16 maio 2006
Java One 2006
Começou hoje o Java One 2006, "o evento" da plataforma Java .
Os anúncios relacionados com novos projectos open-source sucedem-se :
- o código do servidor de portal da Sun vai ser aberto, e criado um projecto: "Enterprise-class Portal Server Open Source project"
- o motor BPEL ( Business Process Execution Language) do Java Enterprise System, um componente básico das arquitecturas SOA, vai ser disponibilidado em open-source dentro do projecto OpenESB (Enterprise Service Bus)
- o projecto open-source Netbeans vai incluir uma componente empresarial dirigida a SOA, com ferramentas de Modelização UML, BPEL designer e gestão de identidade
- a ferramenta de desenvolvimento visual Java Studio Creator vai ter o seu código aberto dentro do projecto Netbeans
- o Java Messaging System abre-se no projecto Open Message Queue
- o código de interoperabilidade em web services entre Java e a Windows Communication Foundation (Indigo) está aberto no projecto Tango
Foi alterado o licenciamento do Java Runtime e do Java Development Kit de forma a poder ser incorporado em projectos open-source. Esta nova licença foi já aceite pela Novell, e pelos projectos Gentoo, Debian e Ubuntu. Vai ser possível fazer "apt-get install sun-java5-jre" :-)
Mais informações no JDK Distro Project.
E finalmente, embora sem press-release, o novo CEO da Sun Microsystems anuncia que colocar a própria plataforma Java em código aberto já deixou de ser uma questão de "se vai acontecer", e é neste momento uma questão de "como vai acontecer".
Os anúncios relacionados com novos projectos open-source sucedem-se :
- o código do servidor de portal da Sun vai ser aberto, e criado um projecto: "Enterprise-class Portal Server Open Source project"
- o motor BPEL ( Business Process Execution Language) do Java Enterprise System, um componente básico das arquitecturas SOA, vai ser disponibilidado em open-source dentro do projecto OpenESB (Enterprise Service Bus)
- o projecto open-source Netbeans vai incluir uma componente empresarial dirigida a SOA, com ferramentas de Modelização UML, BPEL designer e gestão de identidade
- a ferramenta de desenvolvimento visual Java Studio Creator vai ter o seu código aberto dentro do projecto Netbeans
- o Java Messaging System abre-se no projecto Open Message Queue
- o código de interoperabilidade em web services entre Java e a Windows Communication Foundation (Indigo) está aberto no projecto Tango
Foi alterado o licenciamento do Java Runtime e do Java Development Kit de forma a poder ser incorporado em projectos open-source. Esta nova licença foi já aceite pela Novell, e pelos projectos Gentoo, Debian e Ubuntu. Vai ser possível fazer "apt-get install sun-java5-jre" :-)
Mais informações no JDK Distro Project.
E finalmente, embora sem press-release, o novo CEO da Sun Microsystems anuncia que colocar a própria plataforma Java em código aberto já deixou de ser uma questão de "se vai acontecer", e é neste momento uma questão de "como vai acontecer".
11 maio 2006
10 maio 2006
ISO 26300

O formato DOC está morto.
O formato PPT está morto.
O formato XLS está morto.
Todos os documentos , apresentações e folhas de cálculo feitas nestes formatos estão obsoletos.
Todos os documentos, apresentações e folhas de cálculo que ainda se fizerem com os formatos DOC. PPT e XLS são nados-mortos.
A 23 de Maio de 2005 o consórcio OASIS aprovou o Open Document Format, o primeiro formato de documento de Office editável normalizado.
A 8 de Maio de 2006 o Open Document Format tornou-se uma norma internacional, o ISO/IEC 26300.
O OpenOffice.org e o StarOffice, os primeiros produtos a implementar o ODF, já tinham um formato baseado em XML desde o ano 2000. Em 25 de Maio de 2004 , a União Europeia tinha-se pronunciado contra os formatos proprietários de documentos, e apelado à sua normalização em XML. Em 2005 a Microsoft cedeu, e anunciou que o formato nativo do seu próximo Office (o agora denominado Office 2007) seria baseado em XML - o Microsoft Office Open XML Format.
Seja com Open Document Format, seja com MS Office Open XML Format, qualquer futuro documento de texto editável, qualquer futura apresentação, qualquer folha de cálculo terá um formato diferente da maioria dos documentos editáveis que têm vindo a ser produzidos nos últimos 10 anos.
Todas as organizações terão de pagar o preço de terem estado anos a utilizar um formato de documento proprietário, e terão de começar a planear as custosas migrações que se avizinham.
Podem persistir no erro e adoptar um formato que apesar de provavelmente também vir a ser normalizado, continuará a ser vinculado a uma única empresa. Ou poderão escolher o formato Open Document Format, que para além dos StarOffice e OpenOffice.org, também já é utilizado pelo KOffice, IBM Workplace Managed Client, e suportado pelas emergentes aplicações web Writely e Ajaxwrite.
Os formatos proprietários de documentos estão mortos. Parem de os utilizar
26 abril 2006
Unix, Linux e Scott McNealy
A mudança de guarda na Sun Microsystems - a substituição de Scott McNealy por Jonathan Schwartz produziu muitas retrospectivas da Sun nos últimos 24 anos. Uma das mais interessantes foi a de Steven J. Vaughan-Nichols entitulada Goodbye Mr. McNealy. Fala ela de como a Sun pegou no Unix, na sua versão universitária, o BSD, e com ele construiu o Sun OS e as workstations que levaram o TCP/IP e um sistema operativo de código aberto para as Universidades e depois para as empresas. De como a ideia da computação em rede e da liberdade de criar e modificar software cresceram.
"I was there in the early days. When the Internet moved from college computer rooms into every home, when open source moved from being an academic curiosity to being a driving engine of software, and as I think of those days, I see Sun workstations and servers—pizza boxes we called them—running SunOS and Solaris, knitting the Net together. I see programmers tinkering with Unix on SPARCstations and wondering what they could do if only they had the source code. I see, in short, our modern computing world as an infant.Thank you, Mr. McNealy, thank you."
PS: Quem quiser verificar a história do Unix e do Linux, desde 1969 até agora, pode fazê-lo aqui, graças a Éric Lévénez.
"I was there in the early days. When the Internet moved from college computer rooms into every home, when open source moved from being an academic curiosity to being a driving engine of software, and as I think of those days, I see Sun workstations and servers—pizza boxes we called them—running SunOS and Solaris, knitting the Net together. I see programmers tinkering with Unix on SPARCstations and wondering what they could do if only they had the source code. I see, in short, our modern computing world as an infant.Thank you, Mr. McNealy, thank you."
PS: Quem quiser verificar a história do Unix e do Linux, desde 1969 até agora, pode fazê-lo aqui, graças a Éric Lévénez.
25 abril 2006
Info-excluído
Ontem senti-me info-excluído. Normalmente leio notícias internacionais no site da BBC, um hábito muito antigo, mas onterm lembrei-me de ir ver uma notícia no site da CNN. A certa altura carrego na opção de vídeo, e em vez da escolha que a BBC me dá entre dois players, um dos quais funciona em Linux, aparece-me a seguinte mensagem:
"The CNN.com video experience is optimized for Windows Media Player 9 or above
No Windows Media Player detected
GET THE PLAYER"
Assim, EM MAÍUSCULAS
Perante esta assertividade, carreguei no botão "GET THE PLAYER", que me conduziu para um site da Microsoft onde recebi a seguinte mensagem:
"We’re sorry, but we were unable to service your request. You may wish to choose from the links below for information about Microsoft products and services."
Deve ser porque que uso Linux no meu portátil..
Depois de ouvir em debates recentes o delegado da Microsoft defender a liberdade de escolha, tive vontade de rir. Não há Windows Media Player para Linux. Não há opção de escolha para a CNN. O Windows Media Player não tem o seu formato publicado e normalizado. Não existe aparentemente uma norma de vídeo aberta aceitável para as grandes empresas de Media.
Isto é mais preocupante que parece. Eu posso ler as notícias. Mas acontece que li também recentemente outra notícia preocupante, a de que os portugueses são dos povos que menos lê. E cada vez se informa mais por imagens (TV). Se a tendência continua, daqui a uns anos não há notícias escritas, este blog é um anacronismo porque não é um video blog, e só nos poderemos informar se tivermos Windows com o Windows Media Player 99. Aaargh...
Como não gosto de ficar só a queixar-me , enviei uma mensagem para a CNN. Quem necessitar de o fazer também, pode utilizar o link de feedback da CNN
"The CNN.com video experience is optimized for Windows Media Player 9 or above
No Windows Media Player detected
GET THE PLAYER"
Assim, EM MAÍUSCULAS
Perante esta assertividade, carreguei no botão "GET THE PLAYER", que me conduziu para um site da Microsoft onde recebi a seguinte mensagem:
"We’re sorry, but we were unable to service your request. You may wish to choose from the links below for information about Microsoft products and services."
Deve ser porque que uso Linux no meu portátil..
Depois de ouvir em debates recentes o delegado da Microsoft defender a liberdade de escolha, tive vontade de rir. Não há Windows Media Player para Linux. Não há opção de escolha para a CNN. O Windows Media Player não tem o seu formato publicado e normalizado. Não existe aparentemente uma norma de vídeo aberta aceitável para as grandes empresas de Media.
Isto é mais preocupante que parece. Eu posso ler as notícias. Mas acontece que li também recentemente outra notícia preocupante, a de que os portugueses são dos povos que menos lê. E cada vez se informa mais por imagens (TV). Se a tendência continua, daqui a uns anos não há notícias escritas, este blog é um anacronismo porque não é um video blog, e só nos poderemos informar se tivermos Windows com o Windows Media Player 99. Aaargh...
Como não gosto de ficar só a queixar-me , enviei uma mensagem para a CNN. Quem necessitar de o fazer também, pode utilizar o link de feedback da CNN
21 abril 2006
Novo site da ANSOL
Temos em http://ansol.org um site renovado da ANSOL, a Associação Nacional para o Software Livre. O site estava parado há demasiado tempo, pelo que é uma óptima notícia o seu renascimento.
Há uma secção de notícias que se deve manter actualizada, porque qualquer pessoa pode dar sugestões de conteúdos, e uma lista de empresas fornecedoras de serviços em Software Livre à espera de inscrições.
E aceitam-se inscrições de novos sócios. Sou da opinião que se deve fazer crescer a ANSOL, quer em termo de número de sócios, quer no alargamento da sua actividade para além do que já fazem habitualmente, o lobby político. É necessária em Portugal uma associação dos que querem promover o software livre bem mais ramificada e bem mais interventiva. Este novo site é um bom passo nesse sentido. Novos sócios também.
Há uma secção de notícias que se deve manter actualizada, porque qualquer pessoa pode dar sugestões de conteúdos, e uma lista de empresas fornecedoras de serviços em Software Livre à espera de inscrições.
E aceitam-se inscrições de novos sócios. Sou da opinião que se deve fazer crescer a ANSOL, quer em termo de número de sócios, quer no alargamento da sua actividade para além do que já fazem habitualmente, o lobby político. É necessária em Portugal uma associação dos que querem promover o software livre bem mais ramificada e bem mais interventiva. Este novo site é um bom passo nesse sentido. Novos sócios também.
10 abril 2006
A importâncias das normas abertas
Li no NewsForge um excelente artigo sobre a importância da normas abertas. Tina Gasperson escreve sobre uma sessão no Governement Day que ocorreu durante o Linux World em Boston, e sobre como foi levantada a questão.
Foi usada uma parábola. Uma hipotética "comida mágica" alimentaria qualquer pessoa durante um ano, e a primeira dose custaria 1 apenas dólar. Milagre ! A resolução da forme no mundo! Tinha um efeito secundário - tornar qualquer outro alimento venenoso - mas isso era realmente secundário, não?
Até chegar o preço da "comida mágica" no segundo ano....Aí a dependência do fornecedor já estava criada, e o preço passou a a ser o que ele quisesse.
O problema é criar a dependência.
A criação e utilização de normas abertas evita a dependência. Convém no entanto explicar o que se entende por normas abertas. São aquelas que são:
Foi usada uma parábola. Uma hipotética "comida mágica" alimentaria qualquer pessoa durante um ano, e a primeira dose custaria 1 apenas dólar. Milagre ! A resolução da forme no mundo! Tinha um efeito secundário - tornar qualquer outro alimento venenoso - mas isso era realmente secundário, não?
Até chegar o preço da "comida mágica" no segundo ano....Aí a dependência do fornecedor já estava criada, e o preço passou a a ser o que ele quisesse.
O problema é criar a dependência.
A criação e utilização de normas abertas evita a dependência. Convém no entanto explicar o que se entende por normas abertas. São aquelas que são:
- independentes da plataforma - hardware e software
- desenvolvidas em cooperação
- neutrais em relação aos fornecedores
- independentes de propriedade intelectual
06 abril 2006
LinuxWorld
Acabou hoje o LinuxWorld que decorreu em Boston de 3 a 6 de Abril. 4 dias dedicados ao Linux e a outro software open-source, que luxo. Muitos anúncios, muitas apresentações. Os pontos principais podem ser encontrados no "suplemento" do news.com sobre o assunto. Aqui ficam alguns:
Microsoft to 'open the doors' of Linux labs
The software giant will launch a Web site to communicate with customers who use Microsoft and open-source software.
The company has other ideas for open-source patent protections and governance of its hobbyist Linux product.
Hardware makers should do more to make their devices compatible with the open-source operating system, experts say.
Red Hat, Intel plan 17 development center
The two companies will open centers where customers and partners can ensure their software and hardware hum along on Linux.
Project Portland is designed to sidestep differences between the two competing graphical interfaces most widely used with Linux.
Oracle touts announcement that Cluster File System 2 for Linux will be distributed with the Linux kernel.
Novell CTO starts blogging
blog Jeffrey Jaffe, Novell's new chief technology officer, has become the latest Linux executive to try his hand at blogging.
Microsoft to 'open the doors' of Linux labs
The software giant will launch a Web site to communicate with customers who use Microsoft and open-source software.
Red Hat cancels Fedora Foundation
The company has other ideas for open-source patent protections and governance of its hobbyist Linux product.
Device support 'key' to desktop Linux
Hardware makers should do more to make their devices compatible with the open-source operating system, experts say.
Red Hat, Intel plan 17 development center
The two companies will open centers where customers and partners can ensure their software and hardware hum along on Linux.
Linux lab looks to bridge dueling interfaces
Project Portland is designed to sidestep differences between the two competing graphical interfaces most widely used with Linux.
Linux kernel adopts Oracle cluster file system
Oracle touts announcement that Cluster File System 2 for Linux will be distributed with the Linux kernel.
Novell CTO starts blogging
blog Jeffrey Jaffe, Novell's new chief technology officer, has become the latest Linux executive to try his hand at blogging.
02 abril 2006
Certified Open
A pouco e pouco empresas e organismos do estado começam-se a aperceber da armadilha em que cairam normalizando o seu software em Microsoft. Estando dependentes de um único fornecedor, não conseguem negociar baixas de preços, nem retirando um componente da "famiglia" de produtos ( o Office, por exemplo). Nem sequer conseguem controlar os gastos, pois não têm como resistir à subida de preços do seu software, em contra ciclo com a contínua baixa de preços do hardware.
Esta dependência pode ser diminuida de várias formas. A principal é a adopção de software que possa ser executado a partir de qualquer browser. O qualquer é importante, há por aí muito "software web" que apenas funciona com Internet Explorer.
Para aconselhar quem tem de fazer aquisições a evitar este tipo de dependências a Open Source Academy desenvolveu uma metodologia de aquisições denominada "Certified Open".
Esta metodologia permite que serviços públicos possam cumprir os seus objectivos de melhorar os serviços aos cidadãos sem incorrerem no risco de mais tarde se aperceberem que ficaram irremediavelmente presos a uma determinada solução.
O programa "Open Ceritified" está descrito aqui, com uma brochura disponível em PDF.
Há uma artigo sobre o programa aqui
Esta dependência pode ser diminuida de várias formas. A principal é a adopção de software que possa ser executado a partir de qualquer browser. O qualquer é importante, há por aí muito "software web" que apenas funciona com Internet Explorer.
Para aconselhar quem tem de fazer aquisições a evitar este tipo de dependências a Open Source Academy desenvolveu uma metodologia de aquisições denominada "Certified Open".
Esta metodologia permite que serviços públicos possam cumprir os seus objectivos de melhorar os serviços aos cidadãos sem incorrerem no risco de mais tarde se aperceberem que ficaram irremediavelmente presos a uma determinada solução.
O programa "Open Ceritified" está descrito aqui, com uma brochura disponível em PDF.
Há uma artigo sobre o programa aqui
31 março 2006
Liberdade de escolha ou abuso de posição dominante
Em Novembro escrevia neste Blog sobre "Os acorrentados", descrevendo a estratégia da Microsoft de interligar os seus produtos uns aos outros de tal forma que é difícil para um seu cliente seu mudar para outros produtos. Mas soube de um caso que eleva esta estratégia a um outro nível. Um cliente grande da Microsoft pediu-lhes uma proposta de renovação de contrato excluindo o Office. Recebeu a seguinte resposta: o preço dos nossos produtos sem o MS Office é MAIS 15 % do que o bundle completo...
Se isto não é abuso de posição dominante, o que é?
Entretanto, em debates públicos como o que ocorreu durante o Linux 2006 a Microsoft afirma que defende a Liberdade de Escolha...
Se isto não é abuso de posição dominante, o que é?
Entretanto, em debates públicos como o que ocorreu durante o Linux 2006 a Microsoft afirma que defende a Liberdade de Escolha...
30 março 2006
Valor e Valores
Porque se deve escolher software livre em vez de software proprietário ? Pergunta errada. A pergunta certa para um gestor deve ser qual o valor do software que se está a implementar na empresa ou no organismo público e da sua adequação para resolver qualquer necessidade.
Comecemos por aí. Quantas vezes as especificações de empresas privadas ou públicas não são "quero o software da empresa X", ou o "software Y"? Muitas, demasiadas. Espero ver cada vez mais o que já vejo com alguma frequência, as especificação das necessidades e uma abertura franca às respostas diferente do habitual. E que essas respostas sejam avaliadas pelo seu valor - quer monetário, quer em termo de corresponderem às necessidades.
Estas necessidades não devem ser apenas as necessidades funcionais - se o software serve para o que se quer - mas também as não funcionais: O software é fiável? Há suporte real e indemnizações em casa de falhas graves? Há liberdade de mudar de fornecedor? Há suporte em várias plataformas? Tudo isto faz parte do valor do software.
A minha convicção é que a ponderação isenta de todos estes factores - preço, resposta à necessidades funcionais e não funcionais - levaria à adopção de software open-source mais frequentemente do que acontece hoje. Mas não sempre. É difícil ultrapassar com honestidade as ideias pré-formadas. O que importa é antes das escolhas definir critérios de valor. E depois ser coerente. E aqui entramos nos valores.
Para ser honesto tenho que poder avaliar o software independentemente das minhas ideias pré-concebidas. E vou ser claro - tenho uma ideia pré-concebida de que o software desenvolvido segundo uma metodologia open-source tem uma vantagem inerente sobre o software proprietário - pode evoluir muito mais rapidamente no sentido da satisfação dos utilizadores. Da minha satisfação, para colocar a questão de uma forma egoísta. Quer isso dizer que já é superior, hoje? Depende. O Firefox é superior, hoje, ao Internet Explorer. O OpenOffice.org é nalgumas coisas superior e noutras inferior ao MS Office. O Dia é inferior ao Visio. Estou a falar das características funcionais. Se me pagam para fazer a melhor escolha para a minha empresa ou organismo tenho de ter em conta os factores que já referi. E portanto devo estar preparado para escolher software pelas suas qualidades quer seja aberto quer seja fechado.
Mas nas minhas escolhas individuais posso escolher um produto mesmo que considere que ainda não está à altura das alternativas, precisamente para poder ajudar quem me ajuda, para poder contribuir para que um software que me é oferecido gratuitamente possa vir a ser melhor. Estes são os meus valores. Os da entreajuda, e do prazer de fazer cada vez melhor. Não o consigo fazer da mesma maneira com software proprietário e fechado. Os meus valores levam-me ao software aberto. Para mim. E para os que me ouvem.
Comecemos por aí. Quantas vezes as especificações de empresas privadas ou públicas não são "quero o software da empresa X", ou o "software Y"? Muitas, demasiadas. Espero ver cada vez mais o que já vejo com alguma frequência, as especificação das necessidades e uma abertura franca às respostas diferente do habitual. E que essas respostas sejam avaliadas pelo seu valor - quer monetário, quer em termo de corresponderem às necessidades.
Estas necessidades não devem ser apenas as necessidades funcionais - se o software serve para o que se quer - mas também as não funcionais: O software é fiável? Há suporte real e indemnizações em casa de falhas graves? Há liberdade de mudar de fornecedor? Há suporte em várias plataformas? Tudo isto faz parte do valor do software.
A minha convicção é que a ponderação isenta de todos estes factores - preço, resposta à necessidades funcionais e não funcionais - levaria à adopção de software open-source mais frequentemente do que acontece hoje. Mas não sempre. É difícil ultrapassar com honestidade as ideias pré-formadas. O que importa é antes das escolhas definir critérios de valor. E depois ser coerente. E aqui entramos nos valores.
Para ser honesto tenho que poder avaliar o software independentemente das minhas ideias pré-concebidas. E vou ser claro - tenho uma ideia pré-concebida de que o software desenvolvido segundo uma metodologia open-source tem uma vantagem inerente sobre o software proprietário - pode evoluir muito mais rapidamente no sentido da satisfação dos utilizadores. Da minha satisfação, para colocar a questão de uma forma egoísta. Quer isso dizer que já é superior, hoje? Depende. O Firefox é superior, hoje, ao Internet Explorer. O OpenOffice.org é nalgumas coisas superior e noutras inferior ao MS Office. O Dia é inferior ao Visio. Estou a falar das características funcionais. Se me pagam para fazer a melhor escolha para a minha empresa ou organismo tenho de ter em conta os factores que já referi. E portanto devo estar preparado para escolher software pelas suas qualidades quer seja aberto quer seja fechado.
Mas nas minhas escolhas individuais posso escolher um produto mesmo que considere que ainda não está à altura das alternativas, precisamente para poder ajudar quem me ajuda, para poder contribuir para que um software que me é oferecido gratuitamente possa vir a ser melhor. Estes são os meus valores. Os da entreajuda, e do prazer de fazer cada vez melhor. Não o consigo fazer da mesma maneira com software proprietário e fechado. Os meus valores levam-me ao software aberto. Para mim. E para os que me ouvem.
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