28 abril 2007
Obrigado
Obrigado por induzirem os fabricantes de PCs a fornecer apenas um sistema operativo, e a inclui-lo no preço da máquina - assim parece mesmo que é de graça
Obrigado por cobrarem tanto pelos vossos outros produtos - assim não se gasta tanto dinheiro noutras coisas inúteis
Obrigado por tornarem os portugueses em "piratas" - que fariamos sem esta emoção de podermos ser apanhados
Obrigado por nos tirarem o embaraço da escolha no software - já basta ter de escolher entre telenovelas
Obrigado pelas empresas de software que ainda deixam existir - é sempre elogioso ser a próxima a ser eliminada
Obrigado pelo beija-mão dos nossos ministros ao vosso fundador - devem-se ter sentido tão orgulhosos..
Obrigado por falarem de Linux e open-source nas vossas campanhas de publicidade e em artigos como este, e descobrirem que há cada vez mais entusiastas dos mesmos - não fossemos nós pensar que estamos sózinhos
Obrigado por nos quererem fazer "começar de novo" e nos incitarem a ter a autoconfiança para o fazer - é tão estimulante
Obrigado por acharem que é necessária uma revolução para tornar a haver escolha - torna a vida tão mais interessante
Inspirado num artigo da PC Mais
27 abril 2007
IDABC Open Source News menciona Portugal
Menciona também o efeito positivo de Associações ligadas ao software livre/aberto no combate a situações anti-concorrenciais e de favorecimento de empresas em Italia e na Alemanha.
Uma lista completa dos artigos:
DE: Open Source companies protest Parliament's Exchange pilot
FR: Candidate Sarkozy: Open Source and proprietary are complementary
DE: Open Source provides useful public city maps
ES: Congress commission forces public IT to accept Open Source
BG: Lack of support hampers governmental use of Open Source
FR: Candidate Bayrou: encourage authorities to use open source
CZ: Open Source training draws 600 students
FR: Candidate Royal: Open Source vital for public IT
PT: Open Source software communicates referendum results
FR: Ministry of Defence prefers Open Source software, open standards
IT: Ministry withdraws tender, omitted Open Source alternatives
DE: GNU/Linux used for satellite and air traffic control
EU: IT workers using Open Source face negative attitudes
25 abril 2007
Recomendações europeias sobre formatos abertos de documentos
Recomendações para as administrações públicas europeias
- Fazer o máximo uso das normas internacionais de troca e armazenamento de documentos
- Utilizar apenas formatos implementados por vários produtos, de modo a evitar a utilização forçada de produtos específicos
- Considerar a definição de requisitos mínimos relativos a funcionalidade de formatos de troca de documentos de forma a obter a procurarr obter a compatibilidade entre aplicações
Recomendações para a indústria
- Trabalhar juntos com rumo a uma única norma internacional de documentos abertos, aceitável por todos, para documentos editáveis ou não editáveis
- Desenvolver aplicações que trabalhem com todas as normas internacionais
- Abster-se de oferecer extensões às normas internacionais relevantes
- Fazer propostas para testes de conformidade
Lentamente caminhamos para a liberdade de criar novos produtos e para a sua interoperabilidade..
É pena, mas natural, que ao contrário do que afirma o Marcos Santos, isto aconteça através de todos os obstáculos levantados pela empresa em que ele trabalha.
24 abril 2007
Microsoft paga milhoes de dólares por prejuízos aos utilizadores
Esta decisão põe fim a um processo judicial, e contempla todos os utilizadores de produtos Microsoft de 1994 a 2006, que terão sido lesados pelo preço excessivo dos produtos monopolizados pela Microsoft.
OS clientes da Microsoft podem exigir de volta $16 por cópia de MS-DOS ou Windows, $25 por cada Excel, $10 por cada Word, e $29 por cada Office.
Creio que os custos artificialmente altos dos produtos Microsoft justificava uma ainda maior indemnização. Ao longo dos anos o preço do hardware desce contínuamente, e o mesmo deveria estar a acontecer no software.
Para já em Portugal ficaria satisfeito se a Autoridade da Concorrência obrigasse os fornecedores de PCs a oferecerem sempre dois sistemas operativos em alternativa nos seus produtos.
Quem quer organizar uma petição?
Creio que a Apple também não gostaria disto..
22 abril 2007
Linux 2007: o melhor
A qualidade anunciada dos oradores não desapontou, antes excedeu as minhas expectativas. Saber em primeira mão da adopção de Linux e OpenOffice.org em Munique, ouvir de viva voz os co-fundadores dos projectos PHP e SugarCRM, ter o privilégio de ouvir a a paixão de Sérgio Amadeu, ouvir a evolução dos projectos nos Ministério da Justiça..dei 5 na maior parte da avaliações das várias intervenções. Felicito vivamente Sybase, a Caixa Magica e a Adetti, o Eduardo Taborda, o Rui Ribeiro, a Sofia Luz, o Paulo Trezentos, e os demais envolvidos na organização. Espero que as apresentações estejam disponíveis na net em breve. Só tenho duas sugestões adicionais:
- sei que é uma decisão complicada, por causa dos gastos, mas o evento já merece um espaço maior
- o debate estava muito muito orientado para a Microsoft. Que tal algo mais positivo, como obter um comunidade mais interventiva, ou discutir o que é possível fazer em Portugal para aumentar a adopção do software livre?
06 abril 2007
Caro senhor
Acho é que é chegada a altura de acabarmos com mais uma das tradições retrógradas do nosso país, o elitista tratamento por senhor doutor, senhor engenheiro ou senhor professor. Sempre achei uma pretensa forma de respeito que mais não pretende senão manter uma distância entre classes sociais que é incompatível com uma democracia e uma sociedade assente na competência.
Caros senhores leitores, deixo aqui a minha provocação: vamos acabar com os senhores doutores e os senhores engenheiros. Vamos todos ser senhores ou senhoras. Ou Paulos, Manuelas, Josés, Carlas, Joaquins. Vamos ser mais competentes, e menos pretenciosos.
30 março 2007
Encontro Linux 2007 - 19 de Abril
A agenda é de facto riquíssima, e transcrevo-a aqui
Florian Schießl, Director de Informática do Munich Council, com o maior projecto de Tecnologia Aberta na Europa.
- Dan Kohn, Chief Operating Officer da Linux Foundation, a maior organização mundial na área do software Livre que resulta da fusão da OSDL (Open Software Development Labs) e do Free Standards Group. É o local de trabalho de Linus Torvalds, o criador do Linux.
- Zeev Suraski, Co-Fundador e Chief Technology Officer da Zend Technologies e Criador do PHP, uma das linguagens gratuitas mais utilizadas no mundo para a construção de websites.
- Clint Oram, Co-Fundador e Director da SugarCRM, que vai expor o papel e a contribuição efectiva das comunidades Linux para o desenvolvimento dos seus produtos.
- Sérgio Amadeu, que vai integrar o debate e efectuar uma apresentação sobre o futuro das Tecnologias Abertas. Professor da Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, no Brasil. Autor de várias publicações.Militante do Software Livre. Fez parte do governo de Lula da Silva como responsável pela implementação do software livre no Brasil. Consulte aqui o seu blog.
- Casos de Sucesso de implementações em Portugal e no Estrangeiro: UZO, SAPO, ICEP, Ministério da Justiça, Gás Natural de Espanha, BBVA/Bancomer México.
28 março 2007
Desapontado com a Deco
"Sou sócio da Deco há muitos e muitos anos. A Deco e a Protestes sempre me habituaram a uma defesa dos consumidores, e a uma ajuda aos mesmos através de uma análise comparativa cuidada dos produtos disponíveis para o consumidor.
Tive um grande desapontamento com a edição 279 da Proteste, de Abril de 2007.
Nesta edição a Proteste optou por um artigo sobre o (MS) Office 2007 que mais parece uma Press Release.
- Refere apenas a versão mais barata, a "Office Home e Estudante 2007" (nome correcto: Office Home & Student) por 189,90 euros, remetendo para a o site da Microsoft para se saber quais são os outros pacotes. Contudo no sítio indicado só existem descrições, faltando a indicação dos preços. Faz lembrar os célebres "a partir de x Euros", próprios de um anúncio ou press-release, mas descabidos na Deco.
- Não refere qualquer produto alternativo, antes no título refere "Office 2007", como se fosse o único, em vez de o referenciar correctamente como "Microsoft Office 2007".
Esta omissão de produtos alternativos reforça a pior praga que pode assolar os consumidores: um monopólio, em que a ausência (ou fraca presença) de concorrência permite que o fornecedor do produto possa impor os seus preços quaisquer que eles sejam.
Como sócio da Deco, perturba-me muito esta atitude.
Espero um breve um artigo comparativo das várias opções ao dispor dos consumidores.
Aproveito para vos dar uma ajuda sobre os pontos que referi:
Preço das várias versões do MS Office 2007 (via FNAC)
Microsoft Office Home/Student 2007 : 189,99€
Microsoft Office Professional 2007 (Upgrade) : 454,99 €
Microsoft Office Small Business 2007 : 599,99 €
Microsoft Office Ultimate 2007 (Upgrade) : 849,99
Alternativas ao MS Office 2007
A) Também disponíveis na FNAC
Ability Office Standard : 49,99 €
Ability Office Professional : 74,99 €
B) Disponíveis via Internet
StarOffice : 64,12 €
Openoffice.org : gratuito
Google Docs and Spreadsheets : gratuito"
21 março 2007
Fundador do Debian na Sun
Vai ser muito interessante saber o que irá acontecer.....
(Curiosidade: donde vem o nome Debian ? )
05 março 2007
Editar documentos Visio com OpenOffice.org/StarOffice
Em primeiro lugar é necessário ter a versão 2.1 do OpenOffice.org , ou o StarOffice update 5
Depois é necessário instalar a extensão que permite importar ficheiros tipo SVG (Scalable Vector Graphics). Isso faz-se com o download de svg-import-r2185.uno.zip, e instalando esta extensão neste mesmo formato zip através do menu Tools- -Package Manager-My Packages-Add (Ferramentas-Gestor de extensões-As minhas extensões-Adicionar)
Depois da próxima vez que precisarem de um diagrama Visio, peçam que ele vos seja enviado em formato SVG, e o OprenOffice.org/StarOffice vai conseguir abri-lo com o Draw.
Se o quiserem editar têm de fazer o seguinte: seleccionar o gráfico, clicar com o botão direito do rato, e escolher Ungroup
11 fevereiro 2007
Vista: o investimento errado no momento errado
Cada novo upgrade da banda larga, de 512 kbits/s para 1 Mbits/s, para 4Mbit/s e por aí fora traz mais perto as aplicações online.
Cada nova geração de processadores multicore, cada incremento na capacidade dos servidores, torna mais barato manter aplicações online.
Cada nova inovação no modo de desenhar aplicações, como o AJAX , o Ruby on Rails ou o java Server Faces, facilita a criação de aplicações online.
O custo acrescido de gerir um parque crescente de PCs encarece cada vez mais as aplicações cliente servidor, com componentes instaladas nos clientes.
Tudo indica que o futuro é das aplicações online.
Nem seria necessário falar das Google Applications. A própria Microsoft já o percebeu, e está a começar a fazer a transição para o novo modelo de software como um serviço web ("SaaS -Software as a Service") com os novos Windows Live.
É nesta altura que é lançado o mais gordo dos sistemas operativos clientes, em que para se correr decentemente o sistema operativo mais uma aplicação básica como o Microsoft Office o indicado será um Core Duo ou equivalente e 2 GB de memória. Segundo a Softchoice Corporation na América do Norte metade dos PCs não estão preparados para o Vista. Essa percentagem sobe para 94 % em relação ao suporte para a interface gráfica 3D , o Aero.
E em Portugal? Não acredito que os números variem muito.
Vão as empresas, vai a administração pública portuguesa enveredar por um investimento imenso numa tecnologia desnecessária, quando deveriam apostar em aumentar a largura de banda, em criar aplicações web, em fazer migrações para software livre?
Estes investimentos pouparão dinheiro às empresas e ao estado, e criarão uma infra-estrutura mais racional e preparada para o futuro.
Pagar o Vista e fazer upgrades de PCs será um enorme desperdício.
Programas Livres, Tux Vermelho
Continuem.
07 fevereiro 2007
Os adolescentes portugueses usam Linux
Tudo num artigo da Information Week sobre projectos perdedores e ganhadores de open source.
02 fevereiro 2007
City Desx
Parabéns à Universidade de Évora e à City Desk.
26 janeiro 2007
7 a 9 de Fevereiro: 3º Encontro Internacional do Software Livre em Badajoz
A lista dos patrocinadores é impressionante...Movistar, Vodafone, El Corte Inglês, BBVA, Intel, Sun, IBM, Indra, Bull, Fundo Social Europeu, Ministério da Educação e Ciência...
É outra dinâmica.
Fiquei muito sensibilizado pelo site também em português. Merecem uma visita..
Como podem ter reparado pela entrada anterior, há no dia 8 um Evento em paralelo do Observatório de Open Source da Comissão Europeia.
Open Source News - Janeiro de 2007
NL: Growing support for council manifesto for open cities [19 January 2007]
FI: Ministry of Justice migrates to OpenOffice [19 January 2007]
DE-EU: Open Source migration German district Friesland on track [19 January 2007]
EU: Third of EU's IT services related to Open Source in 2010 [17 January 2007]
ES: Congress urges government to promote Free Software [16 January 2007]
FR-EU: Airbus' develops open source toolkit for mission critical applications [16 January 2007]
IT: Support for public administrations using Open Source [15 January 2007]
NL: Amsterdam installs Open Source on the desktop [15 January 2007]
FR: France to create a ‘Competitiveness Pole for Open Source’ to reinforce its growth [11 January 2007]
EVENTS – Free/Open Source Software events
DE: Workshop on Open Document Exchange Formats (ODEF) [28 February 2007]
BE: FOSDEM 2007 – Free and Open source Software Developers' European Meeting [24 February 2007]
ES: IDABC OSS event 2007 in Badajoz [08 February 2007]
ES: W3C Symposium on eGovernment [01 February 2007]
DE: 'Open Source Meets Business' conference [23 January 2007]
17 janeiro 2007
Manifesto das Cidades Abertas
- Independência dos vendedores: Todo o software deverá funcionar igualmente bem em diferentes plataformas. Deverá ser possível a opção de fornecedores diferentes para a manutenção e suporte do software.
- Interoperabilidade: O software deverá ter interfaces independentes das aplicações e suportar normas abertas segunda as definições do OSOSS (ver abaixo) nomeadamente para a edição de texto, correio electrónico, middleware e sistemas de informação geográfica.
- Transparência, acesso e controlo: O mecanismo de processamento de dados pessoais deve ser transparente de acordo com as leis e o regulamentos em vigor, e deve proporcionar o acesso para auditorias e verificações de segurança.
- Sustentabilidade digital: Todo o software deve poder ser suportado por vários fornecedores, e não apenas pelo fornecedor responsável pela implementação, permitindo inovações posteriores. Os dados devem ser armazenados em formatos abertos e bem documentados.
- O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
- O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
- A propriedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
- Não existem impedimentos à reutilização do standard.
Notíciado pelo Trouw (em holandês) e pelo NewsForge(em inglês). Versão do manifesto em holandês aqui. ImTranslator disponível aqui. Agradece-se a quem conhecer um ainda melhor tradutor online. Podem usar este caso como teste...
14 janeiro 2007
Fortress - uma nova linguagem para HPC
Fortress é uma linguagem open-source, e está numa fase avançada de desenvolvimento.
Podem consultar as especificações da linguagem, ver o artigo na news.com ou consultar a página do projecto na Sun
Existe uma boa apresentação do Fortress por Guy Steele, o chefe do projecto,
A Xunta de Galícia aposta na normalização e no software livre
Para evitar dúvidas é reafirmada a definição de normas (standards) abertos:
- O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
- O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
- A propiedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
- Não existem impedimentos à reutilização do standard.
Plataformas e aplicações da Xunta: 3 % actual - 12 a 26 % em 2010
Portais da Xunta: 40 % actual - 70 a 94 % em 2010
Plataformas empresariais galegas - 8 % actual- 12 a 22 % em 2010
Plataformas nas Câmaras(concellos) - 27 % actual - 32 a 42 % em 2010
Agradecimentos ao PSL Brasil
12 janeiro 2007
Novo relatório sobre o impacto de OSS na Europa
Surgiu um novo relatório sobre o impacto do software open-source na Europa:"Study on the: Economic impact of open source software on innovation and the competitiveness of the Information and Communication Technologies (ICT) sector in the EU"
Está publicado no site da Comissão Europeia.
Algumas conclusões
- A base existente de aplicações de software livre (FLOSS) custaria 12.000 milhões de Euros para ser desenvolvida comercialmente, com um contributo estimado por baixo de 131.000 pessoas-ano
- Os serviços baseados em software livre (FLOSSS) poderão atingir uma quota de 32 % do total de serviços IT em 2010
- O software livre poupa potencialmente 26 % no investimento de pesquisa e desenvolvimento na indústria de software, permitindo o aumento de lucros ou a canalização de recursos para mais investigação
- A Europa lidera em termos de participação em projectos de software livre (FLOSS)
- O software livre (FLOSS) pode encorajar a criação de empregos e PMEs através de um ambiente propício ao desenvolvimento de conhecimentos e à retenção de uma maior quota de valor. Dado a histórica menor capacidade da Europa de criar novos negócios no software quando comparada com os Estados Unidos, a maior quota de contribuidores de software livre existente na Europa dá-lhe uma oportunidade única de criar novos novas empresas de software e aproximar-se dos objectivos da Agenda de Lisboa de tornar a Europa a mais competitiva economia do conhecimento .
Recomendações
- Evitar penalizar o software livre (FLOSS) nos incentivos e financiamento à inovação, pesquisa e desenvolvimento
- Suportar o software livre (FLOSS) nos modelos pré-competitivos e na normalização
- Evitar a prisão a fornecedores nos sistemas educacionais através do ensino de funcionalidades e não de aplicações específicas; encorajar a participação em comunidades do tipo do software livre (FLOSS)
- Encorajar parcerias entre grandes empresas e PMEs e a comunidade do software livre (FLOSS)
- Tratar as contribuições de software livre como donativos a instituições de solidariedade social para efeitos fiscais
- Explorar de que modo o desacoplamento entre o hardware e o software pode conduzir a um mercado mais competitivo e facilitar formas de inovação não permitidas pelo modelo de integração vertical
06 janeiro 2007
Quanto vale um fita?
A Microsoft deveria ser a última empresa a sentir-se com autoridade para tentar limitar a replicação de uma interface com o utilizador, depois de todos os problemas judiciais com a Apple por causa da "emulação" constante que faz da companhia de Steve Jobs. Para exemplificar com os exemplos mais recentes lembremo-nos do video do New York Times sobre as"inovações" no Windows Vista já referido no Asterisco, e dos separadores no Internet Explorer 7, originalmemente surgidos no Opera e depois amplamente divulgadas pelo Firefox. Espero que esta tentativa seja contestada em tribunal. O normal será que seja rejeitada, pois as interfaces com o utilizador dos vários produtos de software têm vindo a ser continuamente influenciadas umas pelas outras. Mas a ser aceite, a Apple teria uma oportunidade de ouro para processar em grande a Microsoft..
Mas voltando à fita. A máquina de marketing da Microsoft já está a tentar convencer os clientes de quão mais fácil é a nova interface com o utilizador, e a convencê-los da necessidade de mudar. Tenho algumas observações a fazer.
A primeira prende-se com o que deve fazer o OpenOffice.org. Para além da questão judicial, deve-se ou não copiar a nova interface? A interface com o utilizador do OOo actual é muito semelhante ao do MS Office para facilitar a migração dos utilizadore actuais de MS Office. Não deverá existir pressa em "emular" a nova interface. Até haverá uma vantagem competitiva, vai ser mais fácil migrar para OpenOffice.org ou StarOffice do que para MS Office 2007.
Mais. O Firefox começou a impor-se não pela emulação do IE, mas pelas inovações na segurança e e nos separadores, por exemplo. O OpenOffice.org já inovou nos formatos XML, e vemos agora 7 anos depois a MS também a adoptar XML para formato de documentos. O OpenOffice.org tem tambem a vantagem do preço. Precisa de juntar a isso o conquistar os utilizadores finais com outras inovações. Talvez com as extensões comecemos a ver algumas coisas interessante que depois possam ser incorporadas no produto base.
É apelando à sedução e pressão dos utilizadores finais sobre as suas chefias que a MS pretende continuar a cobrar o preço anormal do seu Office. Pelo que vi da nova interface, ela é de facto interessante, e mais intuitiva do que a interface tradicional. Mas estamos a falar de quê? De escrever documentos, de fazer cálculos e apresentações. O que é mais importante para esses documentos e apresentações serem efectivos é o profissionalismo e criatividade de quem os faz ! Trata-se de uma ferramenta básica dos dias de hoje, como a caneta de ontem. Será que os grandes livros foram escritos com Montblanc ?
Os anglo-saxónicos têm uma expresssão omnipresente, o "value-for-money".
Com um produto gratuito como o OpenOffice.org, qual é o valor da "fita" do MS Office 2007? Vale o preço do upgrade da aplicação, e do PC ? Sim , porque para correr o MS Office 2007 com a sua outra nova característica, o "live preview", e com todas as simulações em tempo real que faz, será necesário um bom processador, 1 GB de memória ( a somar ao sistema operativo) e uma placa gráfica, . Pode ser que seja o que existe em vossas casas, mas não é certamente este o standard das empresas e ainda menos o da administração pública.
Quanto vale uma fita?
28 dezembro 2006
Looking Glass versão 1.0

Veio discretamente à luz do dia a versão 1.0 do Projecto Looking Glass, uma interface tridimensional para o desktop. Não é apenas um rodar de cubos, inova realmente no campo das aplicações. Passou da fase do "concept car" de quando foi lançado, para um "carro" que já anda mesmo. Ainda aos tropeções, já que ainda está na sua infância, mas já anda..
Existem versões para Linux, Windows e Solaris.
Como podem ver no developer's blog, a ideia é agora partir à descoberta de como tirar partido da tridimensionalidade nas aplicações. Há algumas mais interessantes que outras, algumas mais polidas e outras ainda com muitas rebarbas. Experimentem instalar, e para os mais afoitos, experimentem fazer qualquer coisa.
Para se animarem podem ver um filme , que só lamento estar em AVI, da utilização do Looking Glass por gestos, estilo Minority Report - ou deveria dizer estilo Wii ?
21 dezembro 2006
Snap
20 dezembro 2006
Participar
Ainda recentemente o Gildot lançava um debate sobre a falta de participação na comunidade de software livre. Quando ao mesmo tempo toda a gente e mais alguma quer escrever blogs, fazer videos ... Que se passa?
Passa-se em primeiro lugar que as pessoas descobriram a Internet como um meio de participar, de dar a sua contribuição ao mundo. Fantástico ! A Internet foi de facto criada para comunicar, e o e-mail primeira "killer application", há muitos muitos anos. O que se passa é que neste momento é cada vez mais fácil publicar o que se cria. Essa criatividade não tem fronteiras, e cada um usa-a para o que mais lhe interessa. Por exemplo, tenho também um blog de poesia :-) (sim, não penso só em informática..)
Passa-se em segundo lugar que essa participação está gradualmente a ser desintermediada. Algumas pessoas enviam notícias ou fotos para os jornais para publicação, sabendo que só por sorte isso acontecerá. Mas quem já domina as ferramentas da internet já não se preocupa com isso, e publica as suas notícias e fotos e vídeos directamente..
Há alguns anos o melhor acesso ao software livre seria via foruns como o Gildot (que respeito muito) , ou sites para dúvidas. Hoje em dia a maior parte das pessoas que conheço que usam Linux vão directamente á fonte, às distribuições. Há uma avidez pela rapidez. Uma notícia num blog agregado no Asterisco surge quase instantaneamente, sem passar por editores intermédios.
O que nos leva, em terceiro lugar, à liberdade. Há cada vez mais liberdade na net, devido a esta desintermediação. É claro que há cada vez mais lixo, mas há também muito mais possibilidades de se descobrir coisas interessantes.
Bem, eu já sou livre de fazer tudo o que quero com software livre e gratuito. Os meus agradecimentos públicos a todos os que contribuiram para isso. A maior parte das pessoas tem os seu interesses longe da informática, e muito bem. Apenas se interessam pela componente "gratuito" e "facilmente acessível". Porque me devo preocupar em as "evangelizar", se já tenho o que quero ? Porque me interessam os 240.000 downlaods do OpenOffice.org, se já fiz o meu ?
Por um lado, porque garante a continuidade do projecto. Ou seja, para garantir que continuo a ter um OpenOffice.org gratuito e cada vez melhor, quero que haja muita gente a usá-lo.
O que não significa necessariamente a contribuir com código, ou de outra maneira. Repito o que disse - as pessoas têm os seus interesses, que não passam na maioria dos casos pela informática. Não me choca nada que hajam poucos "militantes". Mas gostaria de juntá-los, garantir que todos os que se interessam por informática, e gostam da liberdade de poder utilizar programas que cada um pode melhorar ( nem que seja através de sugestões) encontrem na internet os que têm esses mesmos interesses, e que possam colaborar, criar blogs e vídeos publicitários, partilhar as suas experiências - especificamente em Portugal. Livremente. Precisamos de mais wikis, mais blogs, mais tubes, e de ligações entre eles.
E também por outra razão. Porque dá gozo. Porque sabe bem partilhar as ideias com os que têm os mesmos interesses. Seja a poesia ou o software livre.
E sei que há mais por aí que gostariam de participar mais..
12 dezembro 2006
235.000 downloads do OpenOffice.org PT !
Falta agora tornar esta adopção mais visível por todos.
"Não, não sou o único.."
07 dezembro 2006
O Guia Prático do OpenOffice.org 2

É bom saber que se começa a criar um eco-sistema à volta do software livre. O lançamento de um livro em português sobre o OpenOffice.org é disso um bom indício. Os meus desejos de sucesso ao Guia Prático do OpenOffice.org, edição do Centro Atlãntico, autoria de Isabel Cristina Lopes e Mário Paulo Pinto.
06 dezembro 2006
JavaOne 2007 Call for Papers

A conferência JavaONE é provavelmente o maior encontro de developers do planeta. A JavaONE 2007 ocorrerá entre 8 e 11 de Maio de 2007 em São Francisco. Está aberto até 15 de Dezembro o "Call for Papers" sobre trabalhos originais ou implementações relevantes.
05 dezembro 2006
Encontro de Software Livre na Administração Pública
O resto do programa foi bastante interessante. Fiquei fascinado pela insistência no conceito de comunidade da Antonella Fresa, pelo calor pouco germânico de Karl Sarnow a descrever o projecto SchoolNet (contratem-no já para uma comissão de serviço em Portugal !) , e pela extensão da penetração do OpenOffice.org em França descrita pelo Patrice Posez.
Teria certamente sido possível ter tido uma muito maior audiência, mas creio que a ideia dos organizadores era de facto chegar a mais organismos, mas não necessáriamente a muitos indivíduos.
Será que poderemos esperar por algum posicionamento mais consistente do Estado português face ao software livre ? Aguardam-se próximos passos da UMIC e do Plano Tecnológico...
E pelos próximos anúncios de projectos...
PS: Obrigado Vítor pelos links. E pela tua parte importante na organização.
13 novembro 2006
Java open-source HOJE

O anúncio da colocação do Java em código aberto vai ser feito hoje, 13 de Novembro de 2006, às 17:30 hora de Lisboa . Quem quiser assistir ao anúncio em webcast pode fazê-lo, com o Real Player, em www.sun.com
06 novembro 2006
JavaPT06
Entre outras há apresentações sobre SOA, sobre Virtualização de aplicações, sobre AJAX, sobre OpenSolaris, e nomeadamente sobre o caminho do Java rumo ao a open-source.
E isto sem esquecer as melhores aplicações peer-to-peer com o open-source JXTA
04 novembro 2006
A contabilidade do acordo Novell - Microsoft
Novell
Sem dúvida que é um bom acordo para a Novell:
- Dá-lhe um maior protagonismo no mundo empresarial, nomeadamente face à Red Hat
- Como a Microsoft até vai recomendar Suse Enterprise Linux vai poder abordar clientes Microsoft com uma maior respeitabilidade
- Pode aumentar a sua penetração no emergente mercado da virtualização, onde a Novell aposta com o Xen
- Facilita a interoperabilidade entre Windows e Suse Enterprise Linux, através da ligação entre o MS Active Directory e o Novell eDirectory
- Posiciona-a como um parceiro importante no mercado do Office - nem a Sun tem um acordo com a Microsoft na área da compatibilidade entre o Open Document Format (OpenOffice,org, Staroffice) e o Open XML (MS Office 2007)
- Permite-lhe avançar com mais segurança para projectos de migração de dot.net para Mono
Comunidade open-source
A comunidade open-source também ganha com este acordo. Para já é uma evolução passar de "cancro" para "parceiro".. Antevejo críticas cerradas por causa da menção de troca de patentes, mas de um ponto de vista realista só há a ganhar com uma maior protecção obtida para projectos como o Samba. Também só há a ganhar com uma maior interoperabilidade entre o Linux e o Windows, o OpenOffice.org e o MS Office, entre o Mono e o dot.net. A barreira da mudança tem de baixar ainda mais para permitir mais migrações do mundo do software proprietário para o mundo do software livre
Microsoft
Onde me detive mais longamente foi a tentar perceber as motivações da Microsoft. O significado é nitidamente menor. Basta ver os sítios da Novell e da Microsoft para o perceber: o que é um clímax para a Novell só surge submerso com press-release no sítio da Microsoft
Creio que as multa da Comissão Europeia pela falta de interoperabilidade do Windows Server será a motivação principal, como já o teria sido quando do acordo entre a Microsoft e a Sun Microsystems. Aí havia também o grande esforço da Microsoft para penetrar no mercado empresarial.
A Microsoft vai também tentar afirmar-se mais no campo da virtualização, encapsulando Linux quando os clientes insistirem nele.
Algo mais?
