28 abril 2007

Obrigado

Obrigado pelos que têem "o melhor sistema operativo de sempre" - e a forçam toda a gente a abandoná-lo

Obrigado por induzirem os fabricantes de PCs a fornecer apenas um sistema operativo, e a inclui-lo no preço da máquina - assim parece mesmo que é de graça

Obrigado por cobrarem tanto pelos vossos outros produtos - assim não se gasta tanto dinheiro noutras coisas inúteis

Obrigado por tornarem os portugueses em "piratas" - que fariamos sem esta emoção de podermos ser apanhados

Obrigado por nos tirarem o embaraço da escolha no software - já basta ter de escolher entre telenovelas

Obrigado pelas empresas de software que ainda deixam existir - é sempre elogioso ser a próxima a ser eliminada

Obrigado pelo beija-mão dos nossos ministros ao vosso fundador - devem-se ter sentido tão orgulhosos..

Obrigado por falarem de Linux e open-source nas vossas campanhas de publicidade e em artigos como este, e descobrirem que há cada vez mais entusiastas dos mesmos - não fossemos nós pensar que estamos sózinhos

Obrigado por nos quererem fazer "começar de novo" e nos incitarem a ter a autoconfiança para o fazer - é tão estimulante

Obrigado por acharem que é necessária uma revolução para tornar a haver escolha - torna a vida tão mais interessante


Inspirado num artigo da PC Mais

25 abril 2007

Recomendações europeias sobre formatos abertos de documentos

O IDABC, orgão da Comissão Europeia, publicou novas recomendações sobre formatos abertos de documentos.

Recomendações para as administrações públicas europeias

  • Fazer o máximo uso das normas internacionais de troca e armazenamento de documentos
  • Utilizar apenas formatos implementados por vários produtos, de modo a evitar a utilização forçada de produtos específicos
  • Considerar a definição de requisitos mínimos relativos a funcionalidade de formatos de troca de documentos de forma a obter a procurarr obter a compatibilidade entre aplicações

Recomendações para a indústria

  • Trabalhar juntos com rumo a uma única norma internacional de documentos abertos, aceitável por todos, para documentos editáveis ou não editáveis
  • Desenvolver aplicações que trabalhem com todas as normas internacionais
  • Abster-se de oferecer extensões às normas internacionais relevantes
  • Fazer propostas para testes de conformidade

Lentamente caminhamos para a liberdade de criar novos produtos e para a sua interoperabilidade..

É pena, mas natural, que ao contrário do que afirma o Marcos Santos, isto aconteça através de todos os obstáculos levantados pela empresa em que ele trabalha.

24 abril 2007

Microsoft paga milhoes de dólares por prejuízos aos utilizadores

De acordo com este artigo da Ars Technica, a Microsoft concordou em pagar até 180 milhões de dólares aos habitantes do estado americano do Iowa devido aos prejuízos causados pelo elevado preço dos produtos Microsoft , atribuído aos efeitos das práticas anticompetitivas da empresa.
Esta decisão põe fim a um processo judicial, e contempla todos os utilizadores de produtos Microsoft de 1994 a 2006, que terão sido lesados pelo preço excessivo dos produtos monopolizados pela Microsoft.

OS clientes da Microsoft podem exigir de volta $16 por cópia de MS-DOS ou Windows, $25 por cada Excel, $10 por cada Word, e $29 por cada Office.

Creio que os custos artificialmente altos dos produtos Microsoft justificava uma ainda maior indemnização. Ao longo dos anos o preço do hardware desce contínuamente, e o mesmo deveria estar a acontecer no software.

Para já em Portugal ficaria satisfeito se a Autoridade da Concorrência obrigasse os fornecedores de PCs a oferecerem sempre dois sistemas operativos em alternativa nos seus produtos.
Quem quer organizar uma petição?

Creio que a Apple também não gostaria disto..

22 abril 2007

Linux 2007: o melhor

Que semana! O lançamento do Ubuntu 7.04 ! O lançamento do Thunderbird 2.0. Ambos provavelmente ignorados pela nossa imprensa, mas não pelo numero crescente dos seus utilizadores.. E o melhor Encontro Linux de sempre!

A qualidade anunciada dos oradores não desapontou, antes excedeu as minhas expectativas. Saber em primeira mão da adopção de Linux e OpenOffice.org em Munique, ouvir de viva voz os co-fundadores dos projectos PHP e SugarCRM, ter o privilégio de ouvir a a paixão de Sérgio Amadeu, ouvir a evolução dos projectos nos Ministério da Justiça..dei 5 na maior parte da avaliações das várias intervenções. Felicito vivamente Sybase, a Caixa Magica e a Adetti, o Eduardo Taborda, o Rui Ribeiro, a Sofia Luz, o Paulo Trezentos, e os demais envolvidos na organização. Espero que as apresentações estejam disponíveis na net em breve. Só tenho duas sugestões adicionais:
- sei que é uma decisão complicada, por causa dos gastos, mas o evento já merece um espaço maior
- o debate estava muito muito orientado para a Microsoft. Que tal algo mais positivo, como obter um comunidade mais interventiva, ou discutir o que é possível fazer em Portugal para aumentar a adopção do software livre?

06 abril 2007

Caro senhor

Vou desta vez fugir ao tema genérico deste blog, e falar de um tema mais genérico. Todo este assunto da licenciatura do senhor Sócrates me irrita. É para mim completamente indiferente se Sócrates é licenciado ou não - o que interessa é o modo como governa. Não sei se fico mais desgostado a pensar que o nosso primeiro-ministro mudou de Universidade por pensar que aí acabaria mais facilmente o curso, ou se com todo o ruído que se tem feito à volta do assunto, e com a utilização do facto como arma de luta partidária. Em Portugal liga-se demasiado aos títulos das pessoas, e muito pouco à sua competência, e ao trabalho realizado. Como se depois de um curso tirado já não fosse necessário continuar a trabalhar, e a estudar. Como se um curso fosse um fim em si, a não um meio de conseguir exercer uma determinada profissão. Como se fosse mais importante ser licenciado do que ser competente. Como se a aprendizagem não fosse necessária ao longo de toda a vida.

Acho é que é chegada a altura de acabarmos com mais uma das tradições retrógradas do nosso país, o elitista tratamento por senhor doutor, senhor engenheiro ou senhor professor. Sempre achei uma pretensa forma de respeito que mais não pretende senão manter uma distância entre classes sociais que é incompatível com uma democracia e uma sociedade assente na competência.

Caros senhores leitores, deixo aqui a minha provocação: vamos acabar com os senhores doutores e os senhores engenheiros. Vamos todos ser senhores ou senhoras. Ou Paulos, Manuelas, Josés, Carlas, Joaquins. Vamos ser mais competentes, e menos pretenciosos.

30 março 2007

Encontro Linux 2007 - 19 de Abril

Parabens à Sybase, à Caixa Mágica e à Adetti pelo interessantíssimo programa deste ano do Linux 2007.

A agenda é de facto riquíssima, e transcrevo-a aqui

Florian Schießl, Director de Informática do Munich Council, com o maior projecto de Tecnologia Aberta na Europa.
- Dan Kohn, Chief Operating Officer da Linux Foundation, a maior organização mundial na área do software Livre que resulta da fusão da OSDL (Open Software Development Labs) e do Free Standards Group. É o local de trabalho de Linus Torvalds, o criador do Linux.
- Zeev Suraski, Co-Fundador e Chief Technology Officer da Zend Technologies e Criador do PHP, uma das linguagens gratuitas mais utilizadas no mundo para a construção de websites.
- Clint Oram, Co-Fundador e Director da SugarCRM, que vai expor o papel e a contribuição efectiva das comunidades Linux para o desenvolvimento dos seus produtos.
- Sérgio Amadeu, que vai integrar o debate e efectuar uma apresentação sobre o futuro das Tecnologias Abertas. Professor da Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, no Brasil. Autor de várias publicações.Militante do Software Livre. Fez parte do governo de Lula da Silva como responsável pela implementação do software livre no Brasil. Consulte aqui o seu blog.
- Casos de Sucesso de implementações em Portugal e no Estrangeiro: UZO, SAPO, ICEP, Ministério da Justiça, Gás Natural de Espanha, BBVA/Bancomer México.

28 março 2007

Desapontado com a Deco

Carta que hoje escrevi à DECO-Proteste:

"Sou sócio da Deco há muitos e muitos anos. A Deco e a Protestes sempre me habituaram a uma defesa dos consumidores, e a uma ajuda aos mesmos através de uma análise comparativa cuidada dos produtos disponíveis para o consumidor.

Tive um grande desapontamento com a edição 279 da Proteste, de Abril de 2007.
Nesta edição a Proteste optou por um artigo sobre o (MS) Office 2007 que mais parece uma Press Release.

- Refere apenas a versão mais barata, a "Office Home e Estudante 2007" (nome correcto: Office Home & Student) por 189,90 euros, remetendo para a o site da Microsoft para se saber quais são os outros pacotes. Contudo no sítio indicado só existem descrições, faltando a indicação dos preços. Faz lembrar os célebres "a partir de x Euros", próprios de um anúncio ou press-release, mas descabidos na Deco.

- Não refere qualquer produto alternativo, antes no título refere "Office 2007", como se fosse o único, em vez de o referenciar correctamente como "Microsoft Office 2007".

Esta omissão de produtos alternativos reforça a pior praga que pode assolar os consumidores: um monopólio, em que a ausência (ou fraca presença) de concorrência permite que o fornecedor do produto possa impor os seus preços quaisquer que eles sejam.

Como sócio da Deco, perturba-me muito esta atitude.

Espero um breve um artigo comparativo das várias opções ao dispor dos consumidores.

Aproveito para vos dar uma ajuda sobre os pontos que referi:

Preço das várias versões do MS Office 2007 (via FNAC)
Microsoft Office Home/Student 2007 : 189,99€
Microsoft Office Professional 2007 (Upgrade) : 454,99 €
Microsoft Office Small Business 2007 : 599,99 €
Microsoft Office Ultimate 2007 (Upgrade) : 849,99

Alternativas ao MS Office 2007

A) Também disponíveis na FNAC
Ability Office Standard : 49,99 €
Ability Office Professional : 74,99 €

B) Disponíveis via Internet
StarOffice : 64,12 €
Openoffice.org : gratuito
Google Docs and Spreadsheets : gratuito"

21 março 2007

Fundador do Debian na Sun

Ian Murdock, fundador da distribuição Debian, trabalha agora para a Sun Microsystems. como Chief Operating Platforms Officer. Nestas funções Ian Murdock será responsável por definir uma nova estratégia para a evolução dos sistemas operativos Solaris e GNU/Linux na Sun. Ian Murdock deixa de ser o Chief Technology Officer da Linux Foundation mas continua a presidir ao Linux Standard Base.

Vai ser muito interessante saber o que irá acontecer.....

(Curiosidade: donde vem o nome Debian ? )

05 março 2007

Editar documentos Visio com OpenOffice.org/StarOffice

Neste momento já e possível abrir e editar diagramas feitos em Visio com o OpenOffice.org/StarOffice. É primeira extensão que utilizo, e para mim é muito útil.

Em primeiro lugar é necessário ter a versão 2.1 do OpenOffice.org , ou o StarOffice update 5

Depois é necessário instalar a extensão que permite importar ficheiros tipo SVG (Scalable Vector Graphics). Isso faz-se com o download de svg-import-r2185.uno.zip, e instalando esta extensão neste mesmo formato zip através do menu Tools- -Package Manager-My Packages-Add (Ferramentas-Gestor de extensões-As minhas extensões-Adicionar)

Depois da próxima vez que precisarem de um diagrama Visio, peçam que ele vos seja enviado em formato SVG, e o OprenOffice.org/StarOffice vai conseguir abri-lo com o Draw.

Se o quiserem editar têm de fazer o seguinte: seleccionar o gráfico, clicar com o botão direito do rato, e escolher Ungroup

11 fevereiro 2007

Vista: o investimento errado no momento errado

Cada vez mais o PC é uma janela para a Internet.

Cada novo upgrade da banda larga, de 512 kbits/s para 1 Mbits/s, para 4Mbit/s e por aí fora traz mais perto as aplicações online.
Cada nova geração de processadores multicore, cada incremento na capacidade dos servidores, torna mais barato manter aplicações online.
Cada nova inovação no modo de desenhar aplicações, como o AJAX , o Ruby on Rails ou o java Server Faces, facilita a criação de aplicações online.
O custo acrescido de gerir um parque crescente de PCs encarece cada vez mais as aplicações cliente servidor, com componentes instaladas nos clientes.

Tudo indica que o futuro é das aplicações online.

Nem seria necessário falar das Google Applications. A própria Microsoft já o percebeu, e está a começar a fazer a transição para o novo modelo de software como um serviço web ("SaaS -Software as a Service") com os novos Windows Live.

É nesta altura que é lançado o mais gordo dos sistemas operativos clientes, em que para se correr decentemente o sistema operativo mais uma aplicação básica como o Microsoft Office o indicado será um Core Duo ou equivalente e 2 GB de memória. Segundo a Softchoice Corporation na América do Norte metade dos PCs não estão preparados para o Vista. Essa percentagem sobe para 94 % em relação ao suporte para a interface gráfica 3D , o Aero.

E em Portugal? Não acredito que os números variem muito.

Vão as empresas, vai a administração pública portuguesa enveredar por um investimento imenso numa tecnologia desnecessária, quando deveriam apostar em aumentar a largura de banda, em criar aplicações web, em fazer migrações para software livre?

Estes investimentos pouparão dinheiro às empresas e ao estado, e criarão uma infra-estrutura mais racional e preparada para o futuro.

Pagar o Vista e fazer upgrades de PCs será um enorme desperdício.

Programas Livres, Tux Vermelho

Gostava de deixar aqui a minha admiração pela produtividade de dois dos meus blogs preferidos. O Programas Livres analisa vários novos programas diariamente. O Tux Vermelho tem uma enorme capacidade de dar notícias, de encontrar e processar informação a uma ritmo diario, de uma modo graficamente muito agradável.
Continuem.

07 fevereiro 2007

Os adolescentes portugueses usam Linux

Quem tem filhos adolescentes como é o meu caso já se apercebeu dos novos modos de socialização como o instant messaging e as redes sociais. Se num caso o domínio é claramente de tecnologias Microsoft, é talvez desconhecido que a rede social mais utilizada em Portugal, o Hi5, que tem 18 milhões de visitas por mês, funciona em servidores Linux, e utiliza o servidor web Apache, a base de dados PostgreSQL e a ferramenta de gestão de sistemas Hyperiq HQ.
Tudo num artigo da Information Week sobre projectos perdedores e ganhadores de open source.

02 fevereiro 2007

City Desx

Passe a publicidade, que é merecida. Hoje no site da City Desk podem ver o ovelha do Alinex a assinalar o lançamento de um Sistema preparado para o Alinex, o 8000x. Faz parte de um conjunto de sistemas com Linux a serem lançados no âmbito de uma parceria entre a Universidade de Évora e a empresa. Não seria normal que houvesse esta diversidade em todo o mercado de PC's ? Não seria normal que os fabricantes assegurassem sistemas com todos os drivers necessários para um outro sistema operativo que não o do costume, e que a competição saudável chegasse ao mercado ?
Parabéns à Universidade de Évora e à City Desk.

26 janeiro 2007

7 a 9 de Fevereiro: 3º Encontro Internacional do Software Livre em Badajoz

Realiza-se entre 7 e 9 de Fevereiro em Badajoz o 3º Encontro Internacional do Software Livre, (CISL 2007) organizado pelas Juntas da Extremadura e da Andaluzia.
A lista dos patrocinadores é impressionante...Movistar, Vodafone, El Corte Inglês, BBVA, Intel, Sun, IBM, Indra, Bull, Fundo Social Europeu, Ministério da Educação e Ciência...
É outra dinâmica.

Fiquei muito sensibilizado pelo site também em português. Merecem uma visita..

Como podem ter reparado pela entrada anterior, há no dia 8 um Evento em paralelo do Observatório de Open Source da Comissão Europeia.

Open Source News - Janeiro de 2007

As últimas novidades do Obervatório de Open Source do IDABC (Interoperable Delivery of European eGovernment Services to public Administrations, Businesses and Citizens) da Comissão Europeia.

NL: Growing support for council manifesto for open cities [19 January 2007]

FI: Ministry of Justice migrates to OpenOffice [19 January 2007]

DE-EU: Open Source migration German district Friesland on track [19 January 2007]

EU: Third of EU's IT services related to Open Source in 2010 [17 January 2007]

ES: Congress urges government to promote Free Software [16 January 2007]

FR-EU: Airbus' develops open source toolkit for mission critical applications [16 January 2007]

IT: Support for public administrations using Open Source [15 January 2007]

NL: Amsterdam installs Open Source on the desktop [15 January 2007]

FR: France to create a ‘Competitiveness Pole for Open Source’ to reinforce its growth [11 January 2007]


EVENTS – Free/Open Source Software events

DE: Workshop on Open Document Exchange Formats (ODEF) [28 February 2007]

BE: FOSDEM 2007 – Free and Open source Software Developers' European Meeting [24 February 2007]

ES: IDABC OSS event 2007 in Badajoz [08 February 2007]

ES: W3C Symposium on eGovernment [01 February 2007]

DE: 'Open Source Meets Business' conference [23 January 2007]


17 janeiro 2007

Manifesto das Cidades Abertas

10 cidades holandesas entre as quais Almere, Assen, Eindhoven, Enschede, Groningen, Haarlem, Leeuwarden e Nijmegen publicaram um Manifesto das Cidades Abertas em que definem as suas regras futuras em termos de contratação de Tecnologias de Informação e Comunicação:
  • Independência dos vendedores: Todo o software deverá funcionar igualmente bem em diferentes plataformas. Deverá ser possível a opção de fornecedores diferentes para a manutenção e suporte do software.
  • Interoperabilidade: O software deverá ter interfaces independentes das aplicações e suportar normas abertas segunda as definições do OSOSS (ver abaixo) nomeadamente para a edição de texto, correio electrónico, middleware e sistemas de informação geográfica.
  • Transparência, acesso e controlo: O mecanismo de processamento de dados pessoais deve ser transparente de acordo com as leis e o regulamentos em vigor, e deve proporcionar o acesso para auditorias e verificações de segurança.
  • Sustentabilidade digital: Todo o software deve poder ser suportado por vários fornecedores, e não apenas pelo fornecedor responsável pela implementação, permitindo inovações posteriores. Os dados devem ser armazenados em formatos abertos e bem documentados.
A definição de Normas Abertas segundo o OSOSS, ( Programa para Standards Abertos e Software Open-Source na administração pública) já são nossas conhecidas:
  • O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
  • O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
  • A propriedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
  • Não existem impedimentos à reutilização do standard.
Seria bom que as nosas câmaras, o POSI e o sucessor da Direcção Geral do Património entranhassem estas regras, para que a nossa administração pública passasse a controlar os seus fornecedores, em vez de ser controlada por eles.

Notíciado pelo Trouw (em holandês) e pelo NewsForge(em inglês). Versão do manifesto em holandês aqui. ImTranslator disponível aqui. Agradece-se a quem conhecer um ainda melhor tradutor online. Podem usar este caso como teste...


14 janeiro 2007

Fortress - uma nova linguagem para HPC

Fortress é uma nova linguagem para High Performance Computing lançada pela Sun Microsystems. É uma linguagem desenvolvida de raiz, com a notação matemática embutida, e com execução paralela do código implícita, vectores, arrays e matrizes como tipos pré-definidos, e tipos de números inteiros e racionais com unidades físicas. Propõe-se substituir o Fortran, uma linguagem single-threaded, já que todos os novos desenvolvimentos científicos se apoiam largamente em clusters de computadores, e crescentemente em processadores multi-core.

Fortress é uma linguagem open-source, e está numa fase avançada de desenvolvimento.

Podem consultar as especificações da linguagem, ver o artigo na news.com ou consultar a página do projecto na Sun

Existe uma boa apresentação do Fortress por Guy Steele, o chefe do projecto,

A Xunta de Galícia aposta na normalização e no software livre

Após as Juntas da Extremadura e da Andaluzia, agora a Xunta de Galícia ( para escrever em galego) também aposta, embora mais suavemente, no software livre. Entre outros objectivos como levar a banda larga a 90 % da povoação em 2010, e criar conteúdos em galego, o "Plano Estratéxico Galego da Sociedade da Información (PEGSI) 2007-2010" define no capítulo de "Interoperabilidade, seguridade e coñecemento aberto" que o projecto de informação galego se desenvolve debaixo do conceito de interoperabilidade administrativa, suportada em normas abertas e plataformas tecnológicas de código livre.

Para evitar dúvidas é reafirmada a definição de normas (standards) abertos:
  • O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
  • O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
  • A propiedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
  • Não existem impedimentos à reutilização do standard.
São publicados gráficos da utilização actual e prevista de software livre na Galiza:
Plataformas e aplicações da Xunta: 3 % actual - 12 a 26 % em 2010
Portais da Xunta: 40 % actual - 70 a 94 % em 2010
Plataformas empresariais galegas - 8 % actual- 12 a 22 % em 2010
Plataformas nas Câmaras(concellos) - 27 % actual - 32 a 42 % em 2010

Agradecimentos ao PSL Brasil

12 janeiro 2007

Novo relatório sobre o impacto de OSS na Europa

Surgiu um novo relatório sobre o impacto do software open-source na Europa:

"Study on the: Economic impact of open source software on innovation and the competitiveness of the Information and Communication Technologies (ICT) sector in the EU"

Está publicado no site da Comissão Europeia.


Algumas conclusões
  • A base existente de aplicações de software livre (FLOSS) custaria 12.000 milhões de Euros para ser desenvolvida comercialmente, com um contributo estimado por baixo de 131.000 pessoas-ano
  • Os serviços baseados em software livre (FLOSSS) poderão atingir uma quota de 32 % do total de serviços IT em 2010
  • O software livre poupa potencialmente 26 % no investimento de pesquisa e desenvolvimento na indústria de software, permitindo o aumento de lucros ou a canalização de recursos para mais investigação
  • A Europa lidera em termos de participação em projectos de software livre (FLOSS)
  • O software livre (FLOSS) pode encorajar a criação de empregos e PMEs através de um ambiente propício ao desenvolvimento de conhecimentos e à retenção de uma maior quota de valor. Dado a histórica menor capacidade da Europa de criar novos negócios no software quando comparada com os Estados Unidos, a maior quota de contribuidores de software livre existente na Europa dá-lhe uma oportunidade única de criar novos novas empresas de software e aproximar-se dos objectivos da Agenda de Lisboa de tornar a Europa a mais competitiva economia do conhecimento .

Recomendações
  • Evitar penalizar o software livre (FLOSS) nos incentivos e financiamento à inovação, pesquisa e desenvolvimento
  • Suportar o software livre (FLOSS) nos modelos pré-competitivos e na normalização
  • Evitar a prisão a fornecedores nos sistemas educacionais através do ensino de funcionalidades e não de aplicações específicas; encorajar a participação em comunidades do tipo do software livre (FLOSS)
  • Encorajar parcerias entre grandes empresas e PMEs e a comunidade do software livre (FLOSS)
  • Tratar as contribuições de software livre como donativos a instituições de solidariedade social para efeitos fiscais
  • Explorar de que modo o desacoplamento entre o hardware e o software pode conduzir a um mercado mais competitivo e facilitar formas de inovação não permitidas pelo modelo de integração vertical
Uma super-condensação deste extenso relatório. Há muito muito mais.

06 janeiro 2007

Quanto vale um fita?

Hoje tenho mesmo de falar da concorrência ao software livre, por causa de uma fita. Mais concretamente do "ribbon", o emblemático componente da nova interface com o utilizador do Microsoft Office 2007. De acordo com este blog, a Microsoft irá licenciar gratuitamente a interface com o utilizador do MS Office 2007 - excepto para produtos que concorram com o Word, Excel, PowerPoint, Outlook, ou Access (leia-se OpenOffice.org e StarOffice). A razão é o investimento de centenas de milhões de dólares na pesquisa e desenvolvimento da nova interface.

A Microsoft deveria ser a última empresa a sentir-se com autoridade para tentar limitar a replicação de uma interface com o utilizador, depois de todos os problemas judiciais com a Apple por causa da "emulação" constante que faz da companhia de Steve Jobs. Para exemplificar com os exemplos mais recentes lembremo-nos do video do New York Times sobre as"inovações" no Windows Vista já referido no Asterisco, e dos separadores no Internet Explorer 7, originalmemente surgidos no Opera e depois amplamente divulgadas pelo Firefox. Espero que esta tentativa seja contestada em tribunal. O normal será que seja rejeitada, pois as interfaces com o utilizador dos vários produtos de software têm vindo a ser continuamente influenciadas umas pelas outras. Mas a ser aceite, a Apple teria uma oportunidade de ouro para processar em grande a Microsoft..

Mas voltando à fita. A máquina de marketing da Microsoft já está a tentar convencer os clientes de quão mais fácil é a nova interface com o utilizador, e a convencê-los da necessidade de mudar. Tenho algumas observações a fazer.

A primeira prende-se com o que deve fazer o OpenOffice.org. Para além da questão judicial, deve-se ou não copiar a nova interface? A interface com o utilizador do OOo actual é muito semelhante ao do MS Office para facilitar a migração dos utilizadore actuais de MS Office. Não deverá existir pressa em "emular" a nova interface. Até haverá uma vantagem competitiva, vai ser mais fácil migrar para OpenOffice.org ou StarOffice do que para MS Office 2007.
Mais. O Firefox começou a impor-se não pela emulação do IE, mas pelas inovações na segurança e e nos separadores, por exemplo. O OpenOffice.org já inovou nos formatos XML, e vemos agora 7 anos depois a MS também a adoptar XML para formato de documentos. O OpenOffice.org tem tambem a vantagem do preço. Precisa de juntar a isso o conquistar os utilizadores finais com outras inovações. Talvez com as extensões comecemos a ver algumas coisas interessante que depois possam ser incorporadas no produto base.

É apelando à sedução e pressão dos utilizadores finais sobre as suas chefias que a MS pretende continuar a cobrar o preço anormal do seu Office. Pelo que vi da nova interface, ela é de facto interessante, e mais intuitiva do que a interface tradicional. Mas estamos a falar de quê? De escrever documentos, de fazer cálculos e apresentações. O que é mais importante para esses documentos e apresentações serem efectivos é o profissionalismo e criatividade de quem os faz ! Trata-se de uma ferramenta básica dos dias de hoje, como a caneta de ontem. Será que os grandes livros foram escritos com Montblanc ?

Os anglo-saxónicos têm uma expresssão omnipresente, o "value-for-money".
Com um produto gratuito como o OpenOffice.org, qual é o valor da "fita" do MS Office 2007? Vale o preço do upgrade da aplicação, e do PC ? Sim , porque para correr o MS Office 2007 com a sua outra nova característica, o "live preview", e com todas as simulações em tempo real que faz, será necesário um bom processador, 1 GB de memória ( a somar ao sistema operativo) e uma placa gráfica, . Pode ser que seja o que existe em vossas casas, mas não é certamente este o standard das empresas e ainda menos o da administração pública.

Quanto vale uma fita?

28 dezembro 2006

Looking Glass versão 1.0


Veio discretamente à luz do dia a versão 1.0 do Projecto Looking Glass, uma interface tridimensional para o desktop. Não é apenas um rodar de cubos, inova realmente no campo das aplicações. Passou da fase do "concept car" de quando foi lançado, para um "carro" que já anda mesmo. Ainda aos tropeções, já que ainda está na sua infância, mas já anda..
Existem versões para Linux, Windows e Solaris.

Como podem ver no developer's blog, a ideia é agora partir à descoberta de como tirar partido da tridimensionalidade nas aplicações. Há algumas mais interessantes que outras, algumas mais polidas e outras ainda com muitas rebarbas. Experimentem instalar, e para os mais afoitos, experimentem fazer qualquer coisa.

Para se animarem podem ver um filme , que só lamento estar em AVI, da utilização do Looking Glass por gestos, estilo Minority Report - ou deveria dizer estilo Wii ?

21 dezembro 2006

Snap

Os meus agradecimentos ao Tux Vermelho pelo Snap. É mesmo sexy. Não sei se se daqui a alguns tempos cansará, como aquelas namoradas muito excitantes mas em que a conversa seca rapidamente, mas não achava nada tão cool desde que redescobri os Dandy Warhols :-)

20 dezembro 2006

Participar

A recente escolha da Time's Personality of Year: You já foi comentada por outros bloggers. Com mais umas achegas sobre a Web 2.0. É interessante que estes conceitos cheguem á imprensa generalista, mas não são propriamente novidades. A Sun Microsystems, por exemplo, já fala exaustivamente sobre a Era da Participação desde 2005 - ver as conversas e o blog do Jonathan Schwartz, continuando até ao recentíssíssimo The Big Mashup - forum sobre como a rede está a mudar o entretenimento e as notícias. O que me interessa é refectir como tudo isto afecta o mundo do software livre.

Ainda recentemente o Gildot lançava um debate sobre a falta de participação na comunidade de software livre. Quando ao mesmo tempo toda a gente e mais alguma quer escrever blogs, fazer videos ... Que se passa?

Passa-se em primeiro lugar que as pessoas descobriram a Internet como um meio de participar, de dar a sua contribuição ao mundo. Fantástico ! A Internet foi de facto criada para comunicar, e o e-mail primeira "killer application", há muitos muitos anos. O que se passa é que neste momento é cada vez mais fácil publicar o que se cria. Essa criatividade não tem fronteiras, e cada um usa-a para o que mais lhe interessa. Por exemplo, tenho também um blog de poesia :-) (sim, não penso só em informática..)

Passa-se em segundo lugar que essa participação está gradualmente a ser desintermediada. Algumas pessoas enviam notícias ou fotos para os jornais para publicação, sabendo que só por sorte isso acontecerá. Mas quem já domina as ferramentas da internet já não se preocupa com isso, e publica as suas notícias e fotos e vídeos directamente..
Há alguns anos o melhor acesso ao software livre seria via foruns como o Gildot (que respeito muito) , ou sites para dúvidas. Hoje em dia a maior parte das pessoas que conheço que usam Linux vão directamente á fonte, às distribuições. Há uma avidez pela rapidez. Uma notícia num blog agregado no Asterisco surge quase instantaneamente, sem passar por editores intermédios.

O que nos leva, em terceiro lugar, à liberdade. Há cada vez mais liberdade na net, devido a esta desintermediação. É claro que há cada vez mais lixo, mas há também muito mais possibilidades de se descobrir coisas interessantes.

Bem, eu já sou livre de fazer tudo o que quero com software livre e gratuito. Os meus agradecimentos públicos a todos os que contribuiram para isso. A maior parte das pessoas tem os seu interesses longe da informática, e muito bem. Apenas se interessam pela componente "gratuito" e "facilmente acessível". Porque me devo preocupar em as "evangelizar", se já tenho o que quero ? Porque me interessam os 240.000 downlaods do OpenOffice.org, se já fiz o meu ?

Por um lado, porque garante a continuidade do projecto. Ou seja, para garantir que continuo a ter um OpenOffice.org gratuito e cada vez melhor, quero que haja muita gente a usá-lo.
O que não significa necessariamente a contribuir com código, ou de outra maneira. Repito o que disse - as pessoas têm os seus interesses, que não passam na maioria dos casos pela informática. Não me choca nada que hajam poucos "militantes". Mas gostaria de juntá-los, garantir que todos os que se interessam por informática, e gostam da liberdade de poder utilizar programas que cada um pode melhorar ( nem que seja através de sugestões) encontrem na internet os que têm esses mesmos interesses, e que possam colaborar, criar blogs e vídeos publicitários, partilhar as suas experiências - especificamente em Portugal. Livremente. Precisamos de mais wikis, mais blogs, mais tubes, e de ligações entre eles.

E também por outra razão. Porque dá gozo. Porque sabe bem partilhar as ideias com os que têm os mesmos interesses. Seja a poesia ou o software livre.

E sei que há mais por aí que gostariam de participar mais..

12 dezembro 2006

235.000 downloads do OpenOffice.org PT !

Perante as estatísticas do Vítor Domingos não consigo deixar de estar impressionado. 235.00 downloads do OpenOffice.org 2.0.4 em português ! É sem dúvida nenhuma um marco histórico, que pressagia uma viragem significativa na adopção do software livre em Portugal. Não numa perspectiva militante, mas numa perspectiva prática, de ferramentas práticas que surgem no momento certo.

Falta agora tornar esta adopção mais visível por todos.
"Não, não sou o único.."

07 dezembro 2006

O Guia Prático do OpenOffice.org 2


É bom saber que se começa a criar um eco-sistema à volta do software livre. O lançamento de um livro em português sobre o OpenOffice.org é disso um bom indício. Os meus desejos de sucesso ao Guia Prático do OpenOffice.org, edição do Centro Atlãntico, autoria de Isabel Cristina Lopes e Mário Paulo Pinto.

06 dezembro 2006

JavaOne 2007 Call for Papers


A conferência JavaONE é provavelmente o maior encontro de developers do planeta. A JavaONE 2007 ocorrerá entre 8 e 11 de Maio de 2007 em São Francisco. Está aberto até 15 de Dezembro o "Call for Papers" sobre trabalhos originais ou implementações relevantes.

05 dezembro 2006

Encontro de Software Livre na Administração Pública

Foi sem dúvida um sinal importante a realização no passado dia 29 de Novembro do Encontro de Software Livre na Administração Pública. Se não estou enganado o último e único outro evento vindo da própria AP foi promovido pela UMIC há dois anos, a 22 de Setembro de 2004. Desde então poder-se-ia pensar que o assunto teria caído no esquecimento, não fora o facto de agora terem estado 4 ministérios envolvidos: Justiça, Educação, Cultura e Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, (via UMIC e Secretário de Estado), para além do Plano Tecnológico. E de terem sido apresentadas múltiplas iniciativas nacionais. Ou seja, algo mudou de facto nos últimos dois anos, como ficou demonstrado especialmente pelas apresentações de Mário Valente e Vítor Domingos do Ministério da Justiça/ITIJ, e de João Correia de Freitas do Ministério da Educação/CRIE. A intervenção do Jaime Villate sobre a utilização do software livre em contexto académico foi também extremamente eficaz e didática.

O resto do programa foi bastante interessante. Fiquei fascinado pela insistência no conceito de comunidade da Antonella Fresa, pelo calor pouco germânico de Karl Sarnow a descrever o projecto SchoolNet (contratem-no já para uma comissão de serviço em Portugal !) , e pela extensão da penetração do OpenOffice.org em França descrita pelo Patrice Posez.

Teria certamente sido possível ter tido uma muito maior audiência, mas creio que a ideia dos organizadores era de facto chegar a mais organismos, mas não necessáriamente a muitos indivíduos.

Será que poderemos esperar por algum posicionamento mais consistente do Estado português face ao software livre ? Aguardam-se próximos passos da UMIC e do Plano Tecnológico...

E pelos próximos anúncios de projectos...

PS: Obrigado Vítor pelos links. E pela tua parte importante na organização.

13 novembro 2006

Java open-source HOJE



O anúncio da colocação do Java em código aberto vai ser feito hoje, 13 de Novembro de 2006, às 17:30 hora de Lisboa . Quem quiser assistir ao anúncio em webcast pode fazê-lo, com o Real Player, em www.sun.com

06 novembro 2006

JavaPT06

Para me penitenciar por não ter divulgado o JavaPT06 ( o sucessor do tradicional JavaOnDemand ) neste blog, indico agora onde podem aceder às apresentações deste evento que se realizou no passado dia 17 de Outubro.
Entre outras há apresentações sobre SOA, sobre Virtualização de aplicações, sobre AJAX, sobre OpenSolaris, e nomeadamente sobre o caminho do Java rumo ao a open-source.

E isto sem esquecer as melhores aplicações peer-to-peer com o open-source JXTA

04 novembro 2006

A contabilidade do acordo Novell - Microsoft

Fiquei surpreendido mas satisfeito com o anunciado acordo entre a Novell e a Microsoft. Como gosto de perceber o que se passa, detive-me um pouco a tentar compreender quem ganha o quê com ele.

Novell
Sem dúvida que é um bom acordo para a Novell:
- Dá-lhe um maior protagonismo no mundo empresarial, nomeadamente face à Red Hat
- Como a Microsoft até vai recomendar Suse Enterprise Linux vai poder abordar clientes Microsoft com uma maior respeitabilidade
- Pode aumentar a sua penetração no emergente mercado da virtualização, onde a Novell aposta com o Xen
- Facilita a interoperabilidade entre Windows e Suse Enterprise Linux, através da ligação entre o MS Active Directory e o Novell eDirectory
- Posiciona-a como um parceiro importante no mercado do Office - nem a Sun tem um acordo com a Microsoft na área da compatibilidade entre o Open Document Format (OpenOffice,org, Staroffice) e o Open XML (MS Office 2007)
- Permite-lhe avançar com mais segurança para projectos de migração de dot.net para Mono

Comunidade open-source
A comunidade open-source também ganha com este acordo. Para já é uma evolução passar de "cancro" para "parceiro".. Antevejo críticas cerradas por causa da menção de troca de patentes, mas de um ponto de vista realista só há a ganhar com uma maior protecção obtida para projectos como o Samba. Também só há a ganhar com uma maior interoperabilidade entre o Linux e o Windows, o OpenOffice.org e o MS Office, entre o Mono e o dot.net. A barreira da mudança tem de baixar ainda mais para permitir mais migrações do mundo do software proprietário para o mundo do software livre

Microsoft
Onde me detive mais longamente foi a tentar perceber as motivações da Microsoft. O significado é nitidamente menor. Basta ver os sítios da Novell e da Microsoft para o perceber: o que é um clímax para a Novell só surge submerso com press-release no sítio da Microsoft
Creio que as multa da Comissão Europeia pela falta de interoperabilidade do Windows Server será a motivação principal, como já o teria sido quando do acordo entre a Microsoft e a Sun Microsystems. Aí havia também o grande esforço da Microsoft para penetrar no mercado empresarial.
A Microsoft vai também tentar afirmar-se mais no campo da virtualização, encapsulando Linux quando os clientes insistirem nele.
Algo mais?