10 maio 2007

JavaOne 2007 - o enigma

Andaram aqui a distribuir umas T-shirts enigmáticas. Deixo-vos o desafio da decifração.
Bons conhecimentos de inglês e alguns de matemática ajudam

Dois Campeonatos:
- Decifração das frases
- Decifração de TODOS os componentes das frases

Divirtam-se






09 maio 2007

JavaOne - 8 de Maio - sessões

Sessão de abertura, com Rich Green

Frase "The network is an upstoppable social force"

Estatísticas: 20 telemóveis por PC
Isto justifica dois dos anúncios principais. A nova plataforma Java FX é orientado para consumo, para os conteúdos móveis. Inclui como primeiro passo o JavaFX Script, uma nova scripting language para criação de conteúdos
Apresentou também o Java FX Mobile Phone, um telemóvel com o JavaFX Mobile, uma plataforma para telemóvel com Java SE (sim Java SE, não é erro) e JavaFX num kernel Linux
kernel. Tem por trás 2.000 milhões de telemóveis com Java.

Foi apresentado a nova versão do servidor aplicacional Java open-source, o Glassfish v2. Um dos pontos principais é o suporte de Ruby. O Glassfish vai ter uma contribuição (open-source) da Ericsson, o SIP, parte do protocolo IMS (IP multimedia subsystems)

O novo Real Time Java v2.0 vai ser utilizado no NASDAQ, que já faz 150.370 transacções por segundo

Todos os dispositivos Blue-ray usam Java para aumentar a interactividade

Crescimento de utilizadores de Netbeans no ultimo ano: 92 %

E finalmente, foi hoje libertado o código do JDK, e criado o Interim Governance Board que vai criar o modelo de governação do JDK. Vai tambés ser disponibilizado o TCK (Compatibility Kit), que é o conjunto de testes que vai controlar a atribuição da marca Java.
Contudo, a procissão ainda vai no adro. O que está no site é o código do JDK 7, que ainda não está completado. O do JDK 6 que este sim está completo, será disponibilizado a seguir.
Há também outro problema. Há cerca de 35.000 ficheiros a constituir o JDK. Desses cerca de 2600 não têm copyright da Sun, e só se conseguiu licença para disponibilizar o código para 1600, mas sem ser em GPL. Os outros800 serão disponibilizados na forma binária. Estão já neste momento engenheiros a trabalhar para criar alternativas.

Sessão Java SE Present & Future

Já 2 milhoes de downlods de JDK 6
60 % PCs já são vendidos com o Java SE pre instalado.
90 % PCs com têm Java - o que dá 540 milhões

Principais características do Java SE 6:
Web Service API
Javascript engine (scripting.java.net), JRuby, Jython, Groovy, JavaFX Script
JDBC melhorado
Tuned for Vista
Annotations
Ferramentas de Troubleshooting: jmap jhat (mem), jstack (threads)
Msis rápido

Novo para o Java SE 7
Closures
Superpackages
JAMs para substituir os JARs, que não permitem versioning, nem dependências)
Maior facilidades no desenvolvimento de aplicações Swing

Sessão sobre SunSPOT
O SunSPOT é um projecto de laboratório, uma plataforma para aplicações de redes de sensores sem fios
Hardware:
CPU ARM 920T, 512KB Ram, 4MB Flash, Chipcom 2420 Radio paclcage, 2.4 Ghz, Power 40-100 mA
Sensores: aceleração/gravidade, temperatura, luz, giroscópio, bússula
2 Push -button, 8 leds, porta USB.
6 Analog to Digital Converters
Squack VM, bare metal (sem OS)

Foarm mostradas demos de utilização dos SunSPOT em ambiente de realidade virtual, com manipulação de objevtos com uma luva digital.
Tecnologias para isto: VRML, Java 3D, JOGL (Java Bindings for the OpenGL API), JOAL (Java Bindings for OpenAL/Sound 3d Toolkit)

Sessão Open Source Licensing Emergency Room Panel

Com:
Cliff Schmidt (CS)- Apache
Eben Moglen (EM)- Software Fredom Law Center
Simon Phipps (SP)- Sun Microsystems

Trechos do debate
EM: It has been good to Apache that IBM uses Apache in proprietary Websphere
EM: Imposing sending back patches is against Freedom
SP: It is difficult to combine different 58 licenses, and we need to assemble different products
CS: We have identified 9 main licenses, the others are nor needed
EM: Licenses were used to define communities. This is no longer needed
EM: Specific licenses exceptions to combine different licenses can be granted if justified
EM, CS: We are going to make GPL and Apache License compatible
EM: GPLv3 has been made to work the same way in every work
EM: Diplomacy and talk solves problems

Sessão OpenJDK Project Report

Objectivo: openjdk em Fedora e Debian no espaço de 1 ano
Governance board: 2 da Sun,3 da Comunidade
Assinada ao vivo a constituição do Interim Governance Board
Teamware substituido por Mercurial para source-code management
Codigo libertado é JDK 7, JDK 6 em breve Como ainda nao ha TCK 7, o codigo compilado pode ser usado livremente mas não pode ainda ser chamado Java
Existe um tutorial da Netbeans sobre como trabalhar sobre o openJDK

JavaOne - 8 de Maio - trivia

Óptimo pequeno almoço. Óptimo sumo Óptima sandes. Montes de sol.

A sessão inicial é no grande, grande salão do Moscone Center, que está completamente cheio. Estão aqui milhares de pessoas..

Para abrir passa uma música fantástica com uma DJ linda. Podem ouvir em http://www.anon-music.com

Inaugura a sessão John Gage, um dos fundadores da Sun. Diz que no JavaOne todos devem ser brasileiros (grande ovação dos brasileiros presentes). "Exprimam-se. Sentem-se com pessoas que não conheçam. Falem com desconhecidos."

Apresenta um carregador solar de telemóveis muito engraçado

Algumas observações:
Aqui ninguém usa gravata
Veem-se imensos Macs, Quase todos os apresentadores usam macs

Num intervalo do almoço fui ver as lojas Está calor, está sol, há pessoas a comer na relva. Fantástico.

08 maio 2007

JavaOne 2007 - 7 de Maio

Desculpem,mas estou zangado com os americanos. Nunca vi aeroporto tão lento com JFK em Nova Iorque. Esperar 40 minutos que o balcão de check-in abra. Fila demorada para o checkin das malas. Fila demorada para o raio X (obrigatorio descalçar). Fila demorada para o café. Este aeroporto é um atraso de vida. Understaffing, lucros maiores , péssimo atendimento

Uma viagem para dormir desconfortavelmente. Muito mais desconfortável que a traversia atlântica com a TAP - menos espaço, comida paga, menos filmes.Ah, mas 1 grande espaçosa secção de Business e First Class, ocupando metade do avião Aí cabem 12 pessoas no mesmo espaço que em turística cabem 30. Tem-se o que se paga.

Em São Francisco faz calor, o hotel é bonito, a um quarteirão do Moscone Center onde vai decorrer o JavaOne. Já perdi a sessão com o Jonathan Schwartz de forma que fomos comer. Salada mediterranea e uma lata de Dr Pepper saboreados no chão Recebi 1 T-shirt laranja escura com 2 enigmas. Sendo da Sun não tive direito à mochila :-(

Sessão com Ian Murdoch: What's a Linux guy doing at Sun
Linux é um kernel. Quando as pessoas dizem que gostam de Linux querem realmente dizer que gostam do ambiente de utilizador (Gnome, KDE, aplicações), e do modelo livre de negócio
O OpenSolaris pode ser uma melhor alternativa ao Linux. Como?
Solaris e GNU/Linux diferem sobretudo no kernel - Têem em comum as bibliotecas, o GUI, as aplicações
Possíveis melhorias
instalação (sugerido anaconda em Solaris)
laptops (hipótese _ acordo com uma marca para a suportar plenamemte)
utilities (incluir Gnu utilities, e deixar a opção de seleccionar POSIX ou GNU atraves de Universes )
apt-get a longo prazo?
Plano de evolução do Solaris vais ser anunciado em muito em breve.

Outras sessões:
VMWare e Solaris. Solaris como guest OS desde ESX 3.0 (Junho 2006, Solaris 10)
JRuby em NetBeans. "Mais potente que Perl, mais OO que Python"
NetBeans 6.0 - muito melhor que Eclipse. Melhor instalação, melhores profiles, novo editor com corrector rápido, coloração semantica, templates, suporte de Ruby on Rails
James Gosling - Enorme esforço nas ferramentas visuais, com o Matisse. Próximos passos; Matisse para telemóveis

Jantar com a equipa do JXTA num restaurante mexicano
Passeio no cable car , ver o Fisherman's Wharf e as focas no Pier 39

JavaOne 2007 - 6 de Maio

Na net demora um segundo, Físicamente demorou-me 30 horas para chegar a São Francisco. Pelo meio cancelaram-me o voo da na United Airlines de Newark para São Francisco, e tive de dormir npo (verdadeiramente) hotel para refugiados das companhia aéreas que resolveram cancelar voos porque lhes saía mais barato.... Ainda vou ver se consigo uma indemnização..

Porque é que ainda continuam a fazer perguntas ridículas quando se entra nos Estados Unidos:
Are you seeking entry to engage in criminator immoral activities ? (yes or no)
Have you ever been or are you now involved in espionage or sabotage; or in terrorist activities; (yes or no)
Have you ever detained, retained or withheld custody of a child from a US citizen granted custody of the child (yes or no)

05 maio 2007

JavaOne 2007


Cerca de 250 Sessões Técnicas distribuídas ao longo de 5 dias. 1 dia interio de sessões "hand-on". 15.000 pessoas inscritas.. Provavelmente a maior conferência de developers do mundo .. São Francisco..

Devo-me ter portado muito bem ultimamente, por fui contemplado com uma ida ao JavaOne 2007 que começa na próxima segunda-feira! Faço tenção de ir relatando o que puder. Entretanto estou com o embaraço da escolha. Há 7 sessões em paralelo no primeiro dia, o do CommunityOne, a somar à Java University
e 9 sessões paralelas nos restantes:

Desktop
Java SE
Java EE
Java ME
The Next-Generation Web
Open Source
Services and Integration
Tools and Languages


A rede é o computador

A versão mais conhecida é em língua inglesa "The network is the computer". Esta é a frase que acompanha a Sun Microsystems desde1984, e que na presente fase de expansão da banda larga e das aplicações web se revela premonitória.

Hoje essa frase merece ter uma versão em português "A rede é o computador". A partir de hoje está disponível para Portugal o acesso à Sun Grid, uma infra-estrutura grid acessível ao público em geral por 1 dolar/cpu/hora. Pode-se instalar uma aplicação própria ou utilizar uma das muitas já acessíveis, nos campos da Matemática Computacional, CAD, Electronic Design Automation, e Bio-Informática, por exemplo.

Neste momento estão disponíveis 200 horas de computação gratuitas para quem quiser experimentar

É só ir a network.com

The network is the computer

Sistemas de Informação na Saúde : O Relatório Demolidor

Num dos meus primeiros posts neste blog citava uma impiedosa análise feita ao IGIF - Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde - por um seu ex-responsável.
Estive a ler hoje um relatório sobre os Sistemas de Informação da Saúde efectuado pela PriceWaterhouseCoopers, denominado "Memorando de Análise e Diagnóstico da Situação Actual". Nunca tinha lido um relatório tão demolidor a uma instituição do estado na vertente informática. Oscilei entre o agrado pelo reconhecimento oficial da situação catastrófica no IGIF e a vergonha de termos esta situação em Portugal.
O estudo está - pasme-se - disponível no próprio site do IGIF que - pasme-se outra vez - foi quem encomendou o dito (empurrado pelo Ministro..). Bom, talvez seja por isso que o IGIF vá ser extinto e substituído pela nova Adminstração Central do Sistema de Saúde.

Excertos:

"O IGIF e os serviços de sistemas e tecnologia de informação que presta no sector da Saúde não estão alinhados nem respondem aos objectivos estratégicos e preocupações da actividade da Saúde"

"O domínio de fundamentos tecnológicos por parte do pessoal do IGIF é bastante baixo. Em termos gerais o conhecimento das tecnologias mais modernas é praticamente inexistente"

"Cerca de 66 % dos dirigentes não tem competências nos domínios dos fundamentos tecnológicos avaliados..Cerca de 60 % dos técnicos tem competências nulas ou mínimas no domínio dos fundamentos técnológics avaliados"

"A totalidade dos dirigentes declara não conhecer ou ter conhecimento mínimo das normas e padrões internacionais ligados aos sistemas e tecnologias de informação e á Saúde"

"Cerca de 87 % dos dirigentes não tem ou tem um mínimo conhecimento de fundamentos, processos e experiência de gestão de projectos"

"No IGIF não existe uma estratégia ou plano de sistems de informação estruturado"

"O IGIF não avalia formalmente ou informalmente os benefícios efectivos de um projecto"

"Na totalidade dos projectos analisados , não foi possível apurar a relação entre a execução orçamental e a concretização efectiva do projecto"

Os pontos positivos do relatório referem-se à qualidade funcional das aplicações produzidas pelo IGIF: "uma riqueza funcional bastante forte e por vezes de qualidade superior, comparativamente com soluções do mercado"

Que fazer coms esta instituição? Obviamente acabar com ela, e fazer uma nova, aproveitando o bom existente - a equipa das aplicações. Que a nova ACSS consiga fazer algo de melhor - pior é impossível.

Mas é tão desesperante que este estado de coisas dure, e dure, e dure, e que a incompetência domine desta maneira umn sector essencial ..

Seria interessante que a PWC avaliasse também outros serviços informáticos do estado. - e que houvesse consequências dos mesmos.

03 maio 2007

OpenOffice.org em Mac - Aqua acelera

A Sun começou a apoiar directamente o projecto de porting do OpenOffice.org para Mac, com interface Aqua. Recorde-se que a implementação oficial do OpenOffice.org em Mac tem sido sobre X11, causando algum problema de integração visual com o interface Aqua oficial do Mac.

Até agora os utilizadores do Mac podiam contar com o projecto NeoOffice, uma implementação independente do OpenOffice.org. Mas esta notícia quer dizer que a versão oficial do OOo em Aqua poderá surgir mais cedo que o previsto (Natal ?), e que as versões Mac do OpenOffice.org começarão a surgir ao mesmo tempo das versões Linux, Windows e Solaris. E, espera-se, um pouco mais leves em termos de performance, e com a acessibilidade incluída.

Presumo que o facto de se ver mais e mais executivos da Sun com Macs tenha ajudado..

01 maio 2007

Factos e falsidades e o custo do Office nas Universidades

Parece que se tornou moda.

No Take Off 2007 existiram acusações infundadas de falsidade relativamente à referência à exigência de utilização de software Microsoft num concurso de empreendorismo - prontamente desmentidas pela audiência, que verificou os ditos factos através da net.

Não tive tanta sorte no evento de sistemas operativos na Universidade Portucalense. Também fui acusado de fazer afirmações falsas quando referi que embora os estudantes tivessem a noção de que o software de Microsoft era gratuito para eles, de facto ele era pago pela Universidade.

Depois desta afirmação estrondosa em público ( "é falso!" ) , fui pela mesma pessoa da Microsoft "esclarecido" de que a Universidade recebia todo o software da Microsoft de graça, ao abrigo do MSDN Aliança Académica, EXCEPTO , e como se pode confirmar, ... o Word, o Excel, o Powerpoint e o Outlook que de facto são pagos - pela Universidade Portucalense e pelas outras.

Portanto, meus caros estudantes universitários, é verdade. A vossa Universidade paga o vosso Office.

Lembro os mais distraídos que o OpenOffice.org é mesmo (mesmo, mesmo) gratuito, e que podem explicar isso ao vosso Centro de Informática.

28 abril 2007

Obrigado

Obrigado pelos que têem "o melhor sistema operativo de sempre" - e a forçam toda a gente a abandoná-lo

Obrigado por induzirem os fabricantes de PCs a fornecer apenas um sistema operativo, e a inclui-lo no preço da máquina - assim parece mesmo que é de graça

Obrigado por cobrarem tanto pelos vossos outros produtos - assim não se gasta tanto dinheiro noutras coisas inúteis

Obrigado por tornarem os portugueses em "piratas" - que fariamos sem esta emoção de podermos ser apanhados

Obrigado por nos tirarem o embaraço da escolha no software - já basta ter de escolher entre telenovelas

Obrigado pelas empresas de software que ainda deixam existir - é sempre elogioso ser a próxima a ser eliminada

Obrigado pelo beija-mão dos nossos ministros ao vosso fundador - devem-se ter sentido tão orgulhosos..

Obrigado por falarem de Linux e open-source nas vossas campanhas de publicidade e em artigos como este, e descobrirem que há cada vez mais entusiastas dos mesmos - não fossemos nós pensar que estamos sózinhos

Obrigado por nos quererem fazer "começar de novo" e nos incitarem a ter a autoconfiança para o fazer - é tão estimulante

Obrigado por acharem que é necessária uma revolução para tornar a haver escolha - torna a vida tão mais interessante


Inspirado num artigo da PC Mais

25 abril 2007

Recomendações europeias sobre formatos abertos de documentos

O IDABC, orgão da Comissão Europeia, publicou novas recomendações sobre formatos abertos de documentos.

Recomendações para as administrações públicas europeias

  • Fazer o máximo uso das normas internacionais de troca e armazenamento de documentos
  • Utilizar apenas formatos implementados por vários produtos, de modo a evitar a utilização forçada de produtos específicos
  • Considerar a definição de requisitos mínimos relativos a funcionalidade de formatos de troca de documentos de forma a obter a procurarr obter a compatibilidade entre aplicações

Recomendações para a indústria

  • Trabalhar juntos com rumo a uma única norma internacional de documentos abertos, aceitável por todos, para documentos editáveis ou não editáveis
  • Desenvolver aplicações que trabalhem com todas as normas internacionais
  • Abster-se de oferecer extensões às normas internacionais relevantes
  • Fazer propostas para testes de conformidade

Lentamente caminhamos para a liberdade de criar novos produtos e para a sua interoperabilidade..

É pena, mas natural, que ao contrário do que afirma o Marcos Santos, isto aconteça através de todos os obstáculos levantados pela empresa em que ele trabalha.

24 abril 2007

Microsoft paga milhoes de dólares por prejuízos aos utilizadores

De acordo com este artigo da Ars Technica, a Microsoft concordou em pagar até 180 milhões de dólares aos habitantes do estado americano do Iowa devido aos prejuízos causados pelo elevado preço dos produtos Microsoft , atribuído aos efeitos das práticas anticompetitivas da empresa.
Esta decisão põe fim a um processo judicial, e contempla todos os utilizadores de produtos Microsoft de 1994 a 2006, que terão sido lesados pelo preço excessivo dos produtos monopolizados pela Microsoft.

OS clientes da Microsoft podem exigir de volta $16 por cópia de MS-DOS ou Windows, $25 por cada Excel, $10 por cada Word, e $29 por cada Office.

Creio que os custos artificialmente altos dos produtos Microsoft justificava uma ainda maior indemnização. Ao longo dos anos o preço do hardware desce contínuamente, e o mesmo deveria estar a acontecer no software.

Para já em Portugal ficaria satisfeito se a Autoridade da Concorrência obrigasse os fornecedores de PCs a oferecerem sempre dois sistemas operativos em alternativa nos seus produtos.
Quem quer organizar uma petição?

Creio que a Apple também não gostaria disto..

22 abril 2007

Linux 2007: o melhor

Que semana! O lançamento do Ubuntu 7.04 ! O lançamento do Thunderbird 2.0. Ambos provavelmente ignorados pela nossa imprensa, mas não pelo numero crescente dos seus utilizadores.. E o melhor Encontro Linux de sempre!

A qualidade anunciada dos oradores não desapontou, antes excedeu as minhas expectativas. Saber em primeira mão da adopção de Linux e OpenOffice.org em Munique, ouvir de viva voz os co-fundadores dos projectos PHP e SugarCRM, ter o privilégio de ouvir a a paixão de Sérgio Amadeu, ouvir a evolução dos projectos nos Ministério da Justiça..dei 5 na maior parte da avaliações das várias intervenções. Felicito vivamente Sybase, a Caixa Magica e a Adetti, o Eduardo Taborda, o Rui Ribeiro, a Sofia Luz, o Paulo Trezentos, e os demais envolvidos na organização. Espero que as apresentações estejam disponíveis na net em breve. Só tenho duas sugestões adicionais:
- sei que é uma decisão complicada, por causa dos gastos, mas o evento já merece um espaço maior
- o debate estava muito muito orientado para a Microsoft. Que tal algo mais positivo, como obter um comunidade mais interventiva, ou discutir o que é possível fazer em Portugal para aumentar a adopção do software livre?

06 abril 2007

Caro senhor

Vou desta vez fugir ao tema genérico deste blog, e falar de um tema mais genérico. Todo este assunto da licenciatura do senhor Sócrates me irrita. É para mim completamente indiferente se Sócrates é licenciado ou não - o que interessa é o modo como governa. Não sei se fico mais desgostado a pensar que o nosso primeiro-ministro mudou de Universidade por pensar que aí acabaria mais facilmente o curso, ou se com todo o ruído que se tem feito à volta do assunto, e com a utilização do facto como arma de luta partidária. Em Portugal liga-se demasiado aos títulos das pessoas, e muito pouco à sua competência, e ao trabalho realizado. Como se depois de um curso tirado já não fosse necessário continuar a trabalhar, e a estudar. Como se um curso fosse um fim em si, a não um meio de conseguir exercer uma determinada profissão. Como se fosse mais importante ser licenciado do que ser competente. Como se a aprendizagem não fosse necessária ao longo de toda a vida.

Acho é que é chegada a altura de acabarmos com mais uma das tradições retrógradas do nosso país, o elitista tratamento por senhor doutor, senhor engenheiro ou senhor professor. Sempre achei uma pretensa forma de respeito que mais não pretende senão manter uma distância entre classes sociais que é incompatível com uma democracia e uma sociedade assente na competência.

Caros senhores leitores, deixo aqui a minha provocação: vamos acabar com os senhores doutores e os senhores engenheiros. Vamos todos ser senhores ou senhoras. Ou Paulos, Manuelas, Josés, Carlas, Joaquins. Vamos ser mais competentes, e menos pretenciosos.

30 março 2007

Encontro Linux 2007 - 19 de Abril

Parabens à Sybase, à Caixa Mágica e à Adetti pelo interessantíssimo programa deste ano do Linux 2007.

A agenda é de facto riquíssima, e transcrevo-a aqui

Florian Schießl, Director de Informática do Munich Council, com o maior projecto de Tecnologia Aberta na Europa.
- Dan Kohn, Chief Operating Officer da Linux Foundation, a maior organização mundial na área do software Livre que resulta da fusão da OSDL (Open Software Development Labs) e do Free Standards Group. É o local de trabalho de Linus Torvalds, o criador do Linux.
- Zeev Suraski, Co-Fundador e Chief Technology Officer da Zend Technologies e Criador do PHP, uma das linguagens gratuitas mais utilizadas no mundo para a construção de websites.
- Clint Oram, Co-Fundador e Director da SugarCRM, que vai expor o papel e a contribuição efectiva das comunidades Linux para o desenvolvimento dos seus produtos.
- Sérgio Amadeu, que vai integrar o debate e efectuar uma apresentação sobre o futuro das Tecnologias Abertas. Professor da Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, no Brasil. Autor de várias publicações.Militante do Software Livre. Fez parte do governo de Lula da Silva como responsável pela implementação do software livre no Brasil. Consulte aqui o seu blog.
- Casos de Sucesso de implementações em Portugal e no Estrangeiro: UZO, SAPO, ICEP, Ministério da Justiça, Gás Natural de Espanha, BBVA/Bancomer México.

28 março 2007

Desapontado com a Deco

Carta que hoje escrevi à DECO-Proteste:

"Sou sócio da Deco há muitos e muitos anos. A Deco e a Protestes sempre me habituaram a uma defesa dos consumidores, e a uma ajuda aos mesmos através de uma análise comparativa cuidada dos produtos disponíveis para o consumidor.

Tive um grande desapontamento com a edição 279 da Proteste, de Abril de 2007.
Nesta edição a Proteste optou por um artigo sobre o (MS) Office 2007 que mais parece uma Press Release.

- Refere apenas a versão mais barata, a "Office Home e Estudante 2007" (nome correcto: Office Home & Student) por 189,90 euros, remetendo para a o site da Microsoft para se saber quais são os outros pacotes. Contudo no sítio indicado só existem descrições, faltando a indicação dos preços. Faz lembrar os célebres "a partir de x Euros", próprios de um anúncio ou press-release, mas descabidos na Deco.

- Não refere qualquer produto alternativo, antes no título refere "Office 2007", como se fosse o único, em vez de o referenciar correctamente como "Microsoft Office 2007".

Esta omissão de produtos alternativos reforça a pior praga que pode assolar os consumidores: um monopólio, em que a ausência (ou fraca presença) de concorrência permite que o fornecedor do produto possa impor os seus preços quaisquer que eles sejam.

Como sócio da Deco, perturba-me muito esta atitude.

Espero um breve um artigo comparativo das várias opções ao dispor dos consumidores.

Aproveito para vos dar uma ajuda sobre os pontos que referi:

Preço das várias versões do MS Office 2007 (via FNAC)
Microsoft Office Home/Student 2007 : 189,99€
Microsoft Office Professional 2007 (Upgrade) : 454,99 €
Microsoft Office Small Business 2007 : 599,99 €
Microsoft Office Ultimate 2007 (Upgrade) : 849,99

Alternativas ao MS Office 2007

A) Também disponíveis na FNAC
Ability Office Standard : 49,99 €
Ability Office Professional : 74,99 €

B) Disponíveis via Internet
StarOffice : 64,12 €
Openoffice.org : gratuito
Google Docs and Spreadsheets : gratuito"

21 março 2007

Fundador do Debian na Sun

Ian Murdock, fundador da distribuição Debian, trabalha agora para a Sun Microsystems. como Chief Operating Platforms Officer. Nestas funções Ian Murdock será responsável por definir uma nova estratégia para a evolução dos sistemas operativos Solaris e GNU/Linux na Sun. Ian Murdock deixa de ser o Chief Technology Officer da Linux Foundation mas continua a presidir ao Linux Standard Base.

Vai ser muito interessante saber o que irá acontecer.....

(Curiosidade: donde vem o nome Debian ? )

05 março 2007

Editar documentos Visio com OpenOffice.org/StarOffice

Neste momento já e possível abrir e editar diagramas feitos em Visio com o OpenOffice.org/StarOffice. É primeira extensão que utilizo, e para mim é muito útil.

Em primeiro lugar é necessário ter a versão 2.1 do OpenOffice.org , ou o StarOffice update 5

Depois é necessário instalar a extensão que permite importar ficheiros tipo SVG (Scalable Vector Graphics). Isso faz-se com o download de svg-import-r2185.uno.zip, e instalando esta extensão neste mesmo formato zip através do menu Tools- -Package Manager-My Packages-Add (Ferramentas-Gestor de extensões-As minhas extensões-Adicionar)

Depois da próxima vez que precisarem de um diagrama Visio, peçam que ele vos seja enviado em formato SVG, e o OprenOffice.org/StarOffice vai conseguir abri-lo com o Draw.

Se o quiserem editar têm de fazer o seguinte: seleccionar o gráfico, clicar com o botão direito do rato, e escolher Ungroup

11 fevereiro 2007

Vista: o investimento errado no momento errado

Cada vez mais o PC é uma janela para a Internet.

Cada novo upgrade da banda larga, de 512 kbits/s para 1 Mbits/s, para 4Mbit/s e por aí fora traz mais perto as aplicações online.
Cada nova geração de processadores multicore, cada incremento na capacidade dos servidores, torna mais barato manter aplicações online.
Cada nova inovação no modo de desenhar aplicações, como o AJAX , o Ruby on Rails ou o java Server Faces, facilita a criação de aplicações online.
O custo acrescido de gerir um parque crescente de PCs encarece cada vez mais as aplicações cliente servidor, com componentes instaladas nos clientes.

Tudo indica que o futuro é das aplicações online.

Nem seria necessário falar das Google Applications. A própria Microsoft já o percebeu, e está a começar a fazer a transição para o novo modelo de software como um serviço web ("SaaS -Software as a Service") com os novos Windows Live.

É nesta altura que é lançado o mais gordo dos sistemas operativos clientes, em que para se correr decentemente o sistema operativo mais uma aplicação básica como o Microsoft Office o indicado será um Core Duo ou equivalente e 2 GB de memória. Segundo a Softchoice Corporation na América do Norte metade dos PCs não estão preparados para o Vista. Essa percentagem sobe para 94 % em relação ao suporte para a interface gráfica 3D , o Aero.

E em Portugal? Não acredito que os números variem muito.

Vão as empresas, vai a administração pública portuguesa enveredar por um investimento imenso numa tecnologia desnecessária, quando deveriam apostar em aumentar a largura de banda, em criar aplicações web, em fazer migrações para software livre?

Estes investimentos pouparão dinheiro às empresas e ao estado, e criarão uma infra-estrutura mais racional e preparada para o futuro.

Pagar o Vista e fazer upgrades de PCs será um enorme desperdício.

Programas Livres, Tux Vermelho

Gostava de deixar aqui a minha admiração pela produtividade de dois dos meus blogs preferidos. O Programas Livres analisa vários novos programas diariamente. O Tux Vermelho tem uma enorme capacidade de dar notícias, de encontrar e processar informação a uma ritmo diario, de uma modo graficamente muito agradável.
Continuem.

07 fevereiro 2007

Os adolescentes portugueses usam Linux

Quem tem filhos adolescentes como é o meu caso já se apercebeu dos novos modos de socialização como o instant messaging e as redes sociais. Se num caso o domínio é claramente de tecnologias Microsoft, é talvez desconhecido que a rede social mais utilizada em Portugal, o Hi5, que tem 18 milhões de visitas por mês, funciona em servidores Linux, e utiliza o servidor web Apache, a base de dados PostgreSQL e a ferramenta de gestão de sistemas Hyperiq HQ.
Tudo num artigo da Information Week sobre projectos perdedores e ganhadores de open source.

02 fevereiro 2007

City Desx

Passe a publicidade, que é merecida. Hoje no site da City Desk podem ver o ovelha do Alinex a assinalar o lançamento de um Sistema preparado para o Alinex, o 8000x. Faz parte de um conjunto de sistemas com Linux a serem lançados no âmbito de uma parceria entre a Universidade de Évora e a empresa. Não seria normal que houvesse esta diversidade em todo o mercado de PC's ? Não seria normal que os fabricantes assegurassem sistemas com todos os drivers necessários para um outro sistema operativo que não o do costume, e que a competição saudável chegasse ao mercado ?
Parabéns à Universidade de Évora e à City Desk.

26 janeiro 2007

7 a 9 de Fevereiro: 3º Encontro Internacional do Software Livre em Badajoz

Realiza-se entre 7 e 9 de Fevereiro em Badajoz o 3º Encontro Internacional do Software Livre, (CISL 2007) organizado pelas Juntas da Extremadura e da Andaluzia.
A lista dos patrocinadores é impressionante...Movistar, Vodafone, El Corte Inglês, BBVA, Intel, Sun, IBM, Indra, Bull, Fundo Social Europeu, Ministério da Educação e Ciência...
É outra dinâmica.

Fiquei muito sensibilizado pelo site também em português. Merecem uma visita..

Como podem ter reparado pela entrada anterior, há no dia 8 um Evento em paralelo do Observatório de Open Source da Comissão Europeia.

Open Source News - Janeiro de 2007

As últimas novidades do Obervatório de Open Source do IDABC (Interoperable Delivery of European eGovernment Services to public Administrations, Businesses and Citizens) da Comissão Europeia.

NL: Growing support for council manifesto for open cities [19 January 2007]

FI: Ministry of Justice migrates to OpenOffice [19 January 2007]

DE-EU: Open Source migration German district Friesland on track [19 January 2007]

EU: Third of EU's IT services related to Open Source in 2010 [17 January 2007]

ES: Congress urges government to promote Free Software [16 January 2007]

FR-EU: Airbus' develops open source toolkit for mission critical applications [16 January 2007]

IT: Support for public administrations using Open Source [15 January 2007]

NL: Amsterdam installs Open Source on the desktop [15 January 2007]

FR: France to create a ‘Competitiveness Pole for Open Source’ to reinforce its growth [11 January 2007]


EVENTS – Free/Open Source Software events

DE: Workshop on Open Document Exchange Formats (ODEF) [28 February 2007]

BE: FOSDEM 2007 – Free and Open source Software Developers' European Meeting [24 February 2007]

ES: IDABC OSS event 2007 in Badajoz [08 February 2007]

ES: W3C Symposium on eGovernment [01 February 2007]

DE: 'Open Source Meets Business' conference [23 January 2007]


17 janeiro 2007

Manifesto das Cidades Abertas

10 cidades holandesas entre as quais Almere, Assen, Eindhoven, Enschede, Groningen, Haarlem, Leeuwarden e Nijmegen publicaram um Manifesto das Cidades Abertas em que definem as suas regras futuras em termos de contratação de Tecnologias de Informação e Comunicação:
  • Independência dos vendedores: Todo o software deverá funcionar igualmente bem em diferentes plataformas. Deverá ser possível a opção de fornecedores diferentes para a manutenção e suporte do software.
  • Interoperabilidade: O software deverá ter interfaces independentes das aplicações e suportar normas abertas segunda as definições do OSOSS (ver abaixo) nomeadamente para a edição de texto, correio electrónico, middleware e sistemas de informação geográfica.
  • Transparência, acesso e controlo: O mecanismo de processamento de dados pessoais deve ser transparente de acordo com as leis e o regulamentos em vigor, e deve proporcionar o acesso para auditorias e verificações de segurança.
  • Sustentabilidade digital: Todo o software deve poder ser suportado por vários fornecedores, e não apenas pelo fornecedor responsável pela implementação, permitindo inovações posteriores. Os dados devem ser armazenados em formatos abertos e bem documentados.
A definição de Normas Abertas segundo o OSOSS, ( Programa para Standards Abertos e Software Open-Source na administração pública) já são nossas conhecidas:
  • O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
  • O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
  • A propriedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
  • Não existem impedimentos à reutilização do standard.
Seria bom que as nosas câmaras, o POSI e o sucessor da Direcção Geral do Património entranhassem estas regras, para que a nossa administração pública passasse a controlar os seus fornecedores, em vez de ser controlada por eles.

Notíciado pelo Trouw (em holandês) e pelo NewsForge(em inglês). Versão do manifesto em holandês aqui. ImTranslator disponível aqui. Agradece-se a quem conhecer um ainda melhor tradutor online. Podem usar este caso como teste...


14 janeiro 2007

Fortress - uma nova linguagem para HPC

Fortress é uma nova linguagem para High Performance Computing lançada pela Sun Microsystems. É uma linguagem desenvolvida de raiz, com a notação matemática embutida, e com execução paralela do código implícita, vectores, arrays e matrizes como tipos pré-definidos, e tipos de números inteiros e racionais com unidades físicas. Propõe-se substituir o Fortran, uma linguagem single-threaded, já que todos os novos desenvolvimentos científicos se apoiam largamente em clusters de computadores, e crescentemente em processadores multi-core.

Fortress é uma linguagem open-source, e está numa fase avançada de desenvolvimento.

Podem consultar as especificações da linguagem, ver o artigo na news.com ou consultar a página do projecto na Sun

Existe uma boa apresentação do Fortress por Guy Steele, o chefe do projecto,

A Xunta de Galícia aposta na normalização e no software livre

Após as Juntas da Extremadura e da Andaluzia, agora a Xunta de Galícia ( para escrever em galego) também aposta, embora mais suavemente, no software livre. Entre outros objectivos como levar a banda larga a 90 % da povoação em 2010, e criar conteúdos em galego, o "Plano Estratéxico Galego da Sociedade da Información (PEGSI) 2007-2010" define no capítulo de "Interoperabilidade, seguridade e coñecemento aberto" que o projecto de informação galego se desenvolve debaixo do conceito de interoperabilidade administrativa, suportada em normas abertas e plataformas tecnológicas de código livre.

Para evitar dúvidas é reafirmada a definição de normas (standards) abertos:
  • O standard foi adoptado e será mantido por uma organização sem fins lucrativos, e o seu desenvolvimento baseia-se num processo de decisão aberto (por consenso, maioria...) no qual possam participar as partes interessadas.
  • O standard foi publicado e o documento de especificações está disponível de forma gratuita ou por um custo nominal. Deve-se permitir universalmente a sua cópia, distribuição e uso sem encargos ou por um custo nominal.
  • A propiedade intelectual/ industrial do standard ou de partes deste é cedida sem que em nenhum caso haja lugar a contrapartidas financeiras.
  • Não existem impedimentos à reutilização do standard.
São publicados gráficos da utilização actual e prevista de software livre na Galiza:
Plataformas e aplicações da Xunta: 3 % actual - 12 a 26 % em 2010
Portais da Xunta: 40 % actual - 70 a 94 % em 2010
Plataformas empresariais galegas - 8 % actual- 12 a 22 % em 2010
Plataformas nas Câmaras(concellos) - 27 % actual - 32 a 42 % em 2010

Agradecimentos ao PSL Brasil

12 janeiro 2007

Novo relatório sobre o impacto de OSS na Europa

Surgiu um novo relatório sobre o impacto do software open-source na Europa:

"Study on the: Economic impact of open source software on innovation and the competitiveness of the Information and Communication Technologies (ICT) sector in the EU"

Está publicado no site da Comissão Europeia.


Algumas conclusões
  • A base existente de aplicações de software livre (FLOSS) custaria 12.000 milhões de Euros para ser desenvolvida comercialmente, com um contributo estimado por baixo de 131.000 pessoas-ano
  • Os serviços baseados em software livre (FLOSSS) poderão atingir uma quota de 32 % do total de serviços IT em 2010
  • O software livre poupa potencialmente 26 % no investimento de pesquisa e desenvolvimento na indústria de software, permitindo o aumento de lucros ou a canalização de recursos para mais investigação
  • A Europa lidera em termos de participação em projectos de software livre (FLOSS)
  • O software livre (FLOSS) pode encorajar a criação de empregos e PMEs através de um ambiente propício ao desenvolvimento de conhecimentos e à retenção de uma maior quota de valor. Dado a histórica menor capacidade da Europa de criar novos negócios no software quando comparada com os Estados Unidos, a maior quota de contribuidores de software livre existente na Europa dá-lhe uma oportunidade única de criar novos novas empresas de software e aproximar-se dos objectivos da Agenda de Lisboa de tornar a Europa a mais competitiva economia do conhecimento .

Recomendações
  • Evitar penalizar o software livre (FLOSS) nos incentivos e financiamento à inovação, pesquisa e desenvolvimento
  • Suportar o software livre (FLOSS) nos modelos pré-competitivos e na normalização
  • Evitar a prisão a fornecedores nos sistemas educacionais através do ensino de funcionalidades e não de aplicações específicas; encorajar a participação em comunidades do tipo do software livre (FLOSS)
  • Encorajar parcerias entre grandes empresas e PMEs e a comunidade do software livre (FLOSS)
  • Tratar as contribuições de software livre como donativos a instituições de solidariedade social para efeitos fiscais
  • Explorar de que modo o desacoplamento entre o hardware e o software pode conduzir a um mercado mais competitivo e facilitar formas de inovação não permitidas pelo modelo de integração vertical
Uma super-condensação deste extenso relatório. Há muito muito mais.

06 janeiro 2007

Quanto vale um fita?

Hoje tenho mesmo de falar da concorrência ao software livre, por causa de uma fita. Mais concretamente do "ribbon", o emblemático componente da nova interface com o utilizador do Microsoft Office 2007. De acordo com este blog, a Microsoft irá licenciar gratuitamente a interface com o utilizador do MS Office 2007 - excepto para produtos que concorram com o Word, Excel, PowerPoint, Outlook, ou Access (leia-se OpenOffice.org e StarOffice). A razão é o investimento de centenas de milhões de dólares na pesquisa e desenvolvimento da nova interface.

A Microsoft deveria ser a última empresa a sentir-se com autoridade para tentar limitar a replicação de uma interface com o utilizador, depois de todos os problemas judiciais com a Apple por causa da "emulação" constante que faz da companhia de Steve Jobs. Para exemplificar com os exemplos mais recentes lembremo-nos do video do New York Times sobre as"inovações" no Windows Vista já referido no Asterisco, e dos separadores no Internet Explorer 7, originalmemente surgidos no Opera e depois amplamente divulgadas pelo Firefox. Espero que esta tentativa seja contestada em tribunal. O normal será que seja rejeitada, pois as interfaces com o utilizador dos vários produtos de software têm vindo a ser continuamente influenciadas umas pelas outras. Mas a ser aceite, a Apple teria uma oportunidade de ouro para processar em grande a Microsoft..

Mas voltando à fita. A máquina de marketing da Microsoft já está a tentar convencer os clientes de quão mais fácil é a nova interface com o utilizador, e a convencê-los da necessidade de mudar. Tenho algumas observações a fazer.

A primeira prende-se com o que deve fazer o OpenOffice.org. Para além da questão judicial, deve-se ou não copiar a nova interface? A interface com o utilizador do OOo actual é muito semelhante ao do MS Office para facilitar a migração dos utilizadore actuais de MS Office. Não deverá existir pressa em "emular" a nova interface. Até haverá uma vantagem competitiva, vai ser mais fácil migrar para OpenOffice.org ou StarOffice do que para MS Office 2007.
Mais. O Firefox começou a impor-se não pela emulação do IE, mas pelas inovações na segurança e e nos separadores, por exemplo. O OpenOffice.org já inovou nos formatos XML, e vemos agora 7 anos depois a MS também a adoptar XML para formato de documentos. O OpenOffice.org tem tambem a vantagem do preço. Precisa de juntar a isso o conquistar os utilizadores finais com outras inovações. Talvez com as extensões comecemos a ver algumas coisas interessante que depois possam ser incorporadas no produto base.

É apelando à sedução e pressão dos utilizadores finais sobre as suas chefias que a MS pretende continuar a cobrar o preço anormal do seu Office. Pelo que vi da nova interface, ela é de facto interessante, e mais intuitiva do que a interface tradicional. Mas estamos a falar de quê? De escrever documentos, de fazer cálculos e apresentações. O que é mais importante para esses documentos e apresentações serem efectivos é o profissionalismo e criatividade de quem os faz ! Trata-se de uma ferramenta básica dos dias de hoje, como a caneta de ontem. Será que os grandes livros foram escritos com Montblanc ?

Os anglo-saxónicos têm uma expresssão omnipresente, o "value-for-money".
Com um produto gratuito como o OpenOffice.org, qual é o valor da "fita" do MS Office 2007? Vale o preço do upgrade da aplicação, e do PC ? Sim , porque para correr o MS Office 2007 com a sua outra nova característica, o "live preview", e com todas as simulações em tempo real que faz, será necesário um bom processador, 1 GB de memória ( a somar ao sistema operativo) e uma placa gráfica, . Pode ser que seja o que existe em vossas casas, mas não é certamente este o standard das empresas e ainda menos o da administração pública.

Quanto vale uma fita?