28 fevereiro 2008

O novo modelo económico do software

A propósito da recente compra da MySQL, o mais recente post do Jonathan Schwartz, CEO da Sun M icrosystems, descreve o modelo económico do software de código aberto do ponto de vista da Sun e da MySQL.

"As empresas que distribuem livremente os seus produtos, em vez de lhes limitar o acesso através do preço ou de licenças proprietárias, estão simplesmente a prioritizar a adopção versus a facturação imediata"

"Há um modelo económico claro à volta do software de código aberto, resumido de uma forma eloquente por Marten Mickos, CEO da MySQL: o espectro do mercado inclui os que têm mais tempo que dinheiro, que formam as comunidades de programadores e utilizadores de software livre; e aqueles com mais dinheiro que tempo, que celebram acordos comerciais de suporte, tipicamente em empresas mais maduras. Para se triunfar no final, é necessário ganhar em ambos os lados deste espectro - com o mesmo produto. Só a liberdade resulta"

38 comentários:

VD disse...

Acrescentaria ao facto do dinheiro comprar tempo, o facto de comprar também segurança, principalmente no suporte.

Anónimo disse...

Não me parece que haja provas dadas que o modelo funcione.
consegue apenas estar em nichos.
A Apple, Microsoft, HP e afins são mais viáveis que a SUN, RH, Novell e companhia.

Queria ver o Google manter uma vantagem competitiva se o código do Search/GMail/whatever fosse aberto.

o OSS ganhou tracção apenas porque é patrocinado por outros negócios sustentados. Nenhuma companhia que tenha o seu modelo de negócio baseado maioritáriamente num produto OSS consegue ser competitiva ao nivel de uma Microsoft, Apple, Google ou VMWare.

Ricardo

Anónimo disse...

"Não me parece que haja provas dadas que o modelo funcione.
consegue apenas estar em nichos.
A Apple, Microsoft, HP e afins são mais viáveis que a SUN, RH, Novell e companhia."

Também não havia provas de que os computadores fossem necessários para alguma coisa, nem que precisacem mais do que 640K.

Ficar à espera das provas dadas é a típica mentalidade provinciana de quem mais tarde se admira porque os outros crescem e nós não.

http://video.google.com/videoplay?docid=464341645856662330

Anónimo disse...

Por outro lado não se pode deixar de notar que o Paulo Vilela, tem uma visão e interpretação muito própria e anti-propriedade da sua própria Sun o se verifica que não é de todo verdade como o que se demonstra na promoção comercial do seu produto proprietário StarOffice ou das patentes a Sun que cobra a outras entidades.

A tradução feita, trunca também o original em inglês, dando-lhe um significado e focus diferente do original.

"Companies that freely distribute their products, rather than limit access via pricing or proprietary licensing, are simply prioritizing adoption over immediate revenue - a good example of this is Microsoft's recent attempt to revive adoption of their developer tools in universities by lowering some prices to free"

Que na prática diz é que o preço é a variável que determina o que se tenta prioritizar - neste caso se for gratuito a adopção é mais fácil (todas as outras variáveis constantes). E isso é independente se o software é open source ou não. Alias o autor utiliza a Microsoft como exemplo desta estratégia de adopção reduzindo o preço dos produtos ou oferendo gratuitamente.

O objectivo desta mensagem é explicar que com larga adopção oferecendo produtos gratuitos, consegue depois facturar e gerar um modelo de negócio lucrativo nem que seja do Hardware que a Sun vende.

"And, although a small (but growing) percentage of their downloads convert to purchase orders, 100% of those downloads require a hardware purchase - for many, a server and storage device (for just as many, a laptop). We'd like to believe we can earn some of that business with solutions optimized for MySQL - even if the end customer isn't (yet) paying for software"

Anónimo disse...

"Finally, remember that database licenses often make up a considerable part of any company's budget - to the extent we can introduce new options for those customers (even via the appearance of a well designed coffee mug on the procurement agent's desk), we can free up budgets for new investments"

Esta história de tentar substituir as comprar de software por software gratuito para depois libertar budget e vender hardware e manutenção dificilmente parece uma boa estratégia. O hardware Servidores e Storage está cada vez mais barato pela sua comodotização especialmente nos servidores.

Por outro lado ao nível de software inovações como virtualização ou standardização em processadores x86, reduzem bastante as facturas de manutenção e aquisição de servidores HW proprietários da Sun, colocando a HP e a Dell muito mais competitivas,

Por outro lado acho que o Vilela/Sun em Portugal a alienar e escolher como principal inimigo o software proprietário e a Microsoft está claramente perdida da estratégia internacional.

Rui Seabra disse...

«A Apple, Microsoft, HP e afins são mais viáveis que a SUN, RH, Novell e companhia.»

Será boa altura para salientar que a Microsoft tem um espectro de dívida de 4.1 mil milhões de dólares, ao qual se acrescenta agora uma multa de 1.7 mil milhões de Euros, enquanto que todas as suas áreas fora o Windows e o Office são estuários de prejuízo?

Por fim, é importante salientar que a Novell não é uma empresa de Software Livre, mas sim uma empresa de software proprietário que adquiriu algumas empresas de Software Livre, que utiliza como forma para catalisar a aquisição do seu software proprietário, e que também não está muito bem de saúde, sendo que existe a forte probabilidade de ter despedimentos em massa durante este ano...

pvilela disse...

A comodotização está de facto há mais tempo no hardware. E os departamentos de informática têm ganho muito com isso.
Esse mesma comodotização está agora a chegar ao software, via software de código aberto É inevitável do ponto de vista económico.E é uma grande oportunidade de redução de custos para as empresas portuguesas

Para as empresas de informática com um modelo de negócio baseado sobretudo em hardware o motor de crescimento é o volume - com o expoente máximo sendo os centros de dados de empresas como a Google, Amazon e eBay.

Já agora só por desconhecimento o hardware da Sun será qualificado de proprietário. Em primeiro lugar há servidores da Sun com processadores Intel, AMD e SPARC. E as específicações SPARC estão abertas: http://www.opensparc.net/

Anónimo disse...

Quer você dizer que uma empresa chinesa pode replicar, copiar e fabricar hardware livremente copiando equipamento da Sun, servidores ou storage ? ou mesmo substituir componentes como discos, memórias, etc. Tipo o hardware aberto. Se não que tal publicarem as especificações de dos vossos produtos proprietários para que outros possam replicar os vossos produtos core ?

Anónimo disse...

Essa da Sun não ser proprietária é mesmo para rir, a única razão de colocarem o microprocessador SPARC em GPL é porque a Sun está a perder cada vez mais terreno para os processadores da Intel e AMD. Por outro lado nos sistemas operativos o (Open)Solaris da Sun perde cada vez mais para Linux e Windows. No total o ano passado o OpenSolaris teve menos de 70 pessoas fora da Sun.

Por outro lado continuam a dizer aos clientes que não podem substituir componentes ou contratar manutenção ou upgrades de componentes que não sejam fornecidos pela Sun, obrigando todos os clientes a pagar valores exorbitantes de manutenção directamente à Sun que afinal é hardware aberto e completamente especificado para terceiros poderem fabricar sem qualquer problema.

Anónimo disse...

"enquanto que todas as suas áreas fora o Windows e o Office são estuários de prejuízo?"

Esta afirmação só revela o teu profundo desconhecimento do negócio da MS, as áreas que dão prejuízo são a de Online e Entertainment and Devices.

Victor

Rui Seabra disse...

We'll see, Victor. We'll see. This has long been predicted and I pretty much think it's about to pass...

pvilela disse...

Bem, o artigo era sobre software, não sobre hardware. E mais uma vez, não tenho nenhuma procuração da Sun, este não é um blog da Sun, é o meu blog.
Mas aqui vai.

A Fujitsu também produz sistemas com processador SPARC. Não há nenhum impedimento para que empresas chinesas o também façam, uma vez que o desenho do mesmo está completamente aberto.

No hardware não há nenhuma empresa que fabrique tudo. A responsabilidade última de fabrico e de suporte é de uma empresa, como a Sun, a IBM, a Dell ou a HP, mas um servidor ou um PC é um sistema em que participam múltiplos fornecedores.

Qualquer um pode pegar num equipamento da Sun ou de outro fabricante e modificar o que quiser. Comprou, está comprado.Passou a ser propriedade do cliente. O que não pode é modificar qualquer coisa, incluir algo não testado pelo fabricante, e depois exigir suporte. Mas creio que isto é óbvio.

Anónimo disse...

"We'll see, Victor. We'll see. This has long been predicted and I pretty much think it's about to pass..."

Depois queres ser levado a sério...

basicamente a unica coisa que vai mudar é que a area Entertainment and Devices da Microsoft também vai gerar lucro.
a Online deve demorar um pouco mais :)

Ricardo

Anónimo disse...

"We'll see, Victor. We'll see. This has long been predicted and I pretty much think it's about to pass..."

Primeiro dizes que é hoje, mas agora já é para amanhã... e eu sempre disse que tu e a estratégia são o casamento perfeito.

"basicamente a unica coisa que vai mudar é que a area Entertainment and Devices da Microsoft também vai gerar lucro.
a Online deve demorar um pouco mais :)"

O Ricardo teve piada lol lol lol

VIctor

Anónimo disse...

Se é um facto que o dinheiro pode comprar tempo, suporte e segurança, é também um facto que os decisores estão cada vez mais bem informados e muito mais exigentes relativamente ao binómio investimento/benefícios conseguidos. Hoje assistimos a um grau concorrencial muito elevado onde os vários fornecedores se vêm forçados a reduzir as suas margens de lucro. Acredito que a esmagadora maioria desses mesmos decisores ainda não apreendeu o real alcance de poder usufruir de um serviço absolutamente "mission critical" (pagando evidentemente os dividendos de um conjunto de profissionais que garanta esse mesmo serviço com estrutura de suporte que o permita fazer com o nível de criticidade exigido), mas com os benefícios inerentes de poder efectuar os desenvolvimentos e "experiencias" segundo um modelo Opensource "Free of Charge" e com o nível de colaboração a que as comunidades Opensource nos habituaram. Quando esses decisores "virem a luz" e "sairem da sua caverna", acredito os "elefantes brancos" terão de rever as suas posições...

Anónimo disse...

"Qualquer um pode pegar num equipamento da Sun ou de outro fabricante e modificar o que quiser. Comprou, está comprado.Passou a ser propriedade do cliente. O que não pode é modificar qualquer coisa, incluir algo não testado pelo fabricante, e depois exigir suporte. Mas creio que isto é óbvio"

Como é obvio no mundo do HW Sun proprietário é normal que o lock-in aconteca e o cliente não tenha a liberdade sequer de instalar expansão de disco ou memória.

Até agora não se viu nada de liberdade e fim do lock-in para os clientes que compraram os equipamentos da Sun, no sentido de interoperabilidade com componentes de HW feitos por terceiros desde que cumpram as especificações publicadas pela Sun (onde estão ?) e sem que a Sun tenha que testar esses mesmos componentes (isto acontece em inumeras industrias e,g automóvel)

Agora a realidade é que a Sun tem prolongado o status-quo de há mais de 10 anos a praticar valores exorbitantes por coisas tao simples como Discos, Memorias ou manutenção.

Que os clientes menos informados da Sun optem por ficar lock-in e sem quaisquer opções nestes seus equipamentos Sun proprietários e respectivos contratos tudo bem estão no seu direito pois pagam, agora por favor deixem lá de ser armar com a retórica "Open" e da "Liberdade" porque não passa de marketing e do mau.

Anónimo disse...

"Agora a realidade é que a Sun tem prolongado o status-quo de há mais de 10 anos a praticar valores exorbitantes por coisas tao simples como Discos, Memorias ou manutenção"

na verdade se os departamentos de IT fizerem bem as contas quanto gastam em manter um destes servidores Sun e respectivos stacks proprietários nos ultimos anos de utilização (TOC) e pedirem uma simulação de uma solução de servidor x86 a outro fornecedor, vão perceber o quanto pagam a mais no TOC (especialmente se for um stack proprietário da Sun baseado em Solaris+Java).

Alias a Sun como prática garante normalmente ao cliente que apenas as pessoas que trabalham na Sun têm competencias ultra-especializadas para fazer os servicos, sendo que desta forma sem concorrencia cobram o que querem nos serviços de manutenção.

Anónimo disse...

"And, although a small (but growing) percentage of their downloads convert to purchase orders, 100% of those downloads require a hardware purchase - for many, a server and storage device (for just as many, a laptop). We'd like to believe we can earn some of that business with solutions optimized for MySQL - even if the end customer isn't (yet) paying for software"


A estratégia da Sun que aqui é explicada é a mesma que facilita a adopção nos clientes sem cobrar as primeiras instalações, de forma a recuperar esse investimento depois quando este já está agarrado e dependente da unica entidade que o vai poder ajudar i.e. a Sun - é notável a clareza - "o cliente "ainda" não está a pagar software (mas subentende-se que terá ou irá)"

pvilela disse...

Mais uma vez, este é o meu blog, e não um blog da Sun. Qualquer reclamação pode ser dirigida a essa empresa através dos canais apropriados.

Mas os meus corajosos anónimos, em vez de responderem ao que escrevo, acham que se atacarem a companhia onde trabalho irão conseguir deixar que eu deixe de ser tão incómodo..

Não tenho procuração da Sun para responder a alguns dos comentários que aqui ficaram. Também podia apagá-los...Posso fazer isso, sabem. Mas nunca o faço.
Sei que não querem resposta, apenas causar incómodo. Mas por consideração aos leitores deste blog fora destas guerras vou deixar algumas notas.

Só existe lock-in quando alguém que trocar de fornecedor e percebe que não pode... No mundo do hardware estão constantemente a haver trocas de fornecedores - da Sun para a IBM, da IBM para HP, da HP para a Sun... basta que as aplicações continuem a funcionar no novo hardware, mesmo com processadores diferentes. Nenhuma destas companhis tem medo da concorrência, isso é o pão nosso de cada dia.
O lock-in no software acontece quando o cliente não tem acesso aos seus próprios dados a não ser através da aplicação que comprou, por o formato ser secreto. O quando a aplicação só funciona num único sistema operativo..

No caso da Sun( e quem mudou da Sun para a Microsoft há alguns anos talvez não o saiba), são suportados processadores Intel, AMD e SPARC. E em qualquer dos casos há concorrência de outros fornecedores. A vida não é fácil, não :-). Todos os dias se tem de demonstrar ser melhor e/ou mais barato.

Qualquer computador, como qualquer carro, pode ser "quitado", e em qualquer computador Sun, HP, IBM ou Dell podem ser instalados discos ou memórias de terceiros, como peças de outros fornecedores em carros BMW, Fiat ou Renault. Só que a garantia passa nesses casos para os fornecedores desse componentes, que os validaram. Há clientes Sun, HP , Dell ou IBM que não têm contratos de manutenção. Estão por sua conta e risco, e livres de o serem. Os contratos de manutenção funcionam como seguros. Ninguém paga nenhuma fortuna mesmo que por exagero se tenha de trocar um computador por um computador novo. Mas ao contrário do software, em caso de avaria existem uma responsabilidade de reparação se houver contrato de manutenção. No software.. bem, podemos falar disso..

É claro que é difícil explicar estas coisas a quem não deixa que seja feita a mínima alteração no seu software fechado. Mas mesmo no software livre os contratos de manutenção aplicam-se a uma determinada versão binária do software, pois ninguém consegue dar garantias sobre o que não forneceu. Olhem, nem nos bolos: "Olhe, comprei este bolo, deitei-lhe sal e ele agora já não está doce... "

As plataformas Solaris e Java são exemplarmente abertas. As suas especificações são públicas: www.opensolaris.org, http://openjdk.java.net. O sistema operativo Solaris é gratuito. Sim, gratuito. Funciona em plataformas Intel, AMD, Sparc, SUn, Dell, IBM, etc - ver em http://www.sun.com/bigadmin/hcl.
A plaforma Java funciona em qualquer servidor, em 90 % dos telemóveis, nos novos cartões AMEX, VIDAS e no novo Cartão do Cidadão. Sim, meus caros anónimos, quase de certeza que utilizam Java ... :-)

Obrigado, meus caros anónimos, por me darem a deixa para esta publicidade gratuita, que deixará os meus chefes felizes. Mas sabem , escreveria exactamente a mesma coisa se não trabalhasse na Sun.
Mas nessa altura os meus corajosos anónimos utilizariam outro método de ataque, claro.

Bem, quando quiserem voltar a falar dos novos modelos económicos do software, estejam à vontade. Há muito que dizer, incluindo a nova mudança do "software as a service". Foi por isso, por causa da dificuldade de compreensão interna dos novos modelos que a Microsoft contratou o Ray Ozzie, não foi? Aconselhem-se com ele e depois voltamos a falar.

Uma boa noite, irmãos.

Anónimo disse...

"Só existe lock-in quando alguém que trocar de fornecedor e percebe que não pode... No mundo do hardware estão constantemente a haver trocas de fornecedores - da Sun para a IBM, da IBM para HP, da HP para a Sun... basta que as aplicações continuem a funcionar no novo hardware, mesmo com processadores diferentes. Nenhuma destas companhis tem medo da concorrência, isso é o pão nosso de cada dia"

O problema como sabe, mas finge que não, não tem a ver com a mudança pura e simples de máquina de um fabricante para outro, porque os custos de tal politica nos datacenters quer ao nivel de servidor quer ao nivel de storage são proibitivos (podem ser muito bons para todos os interesses dos fornecedores de HW que refere mas são prejudiciais para os meus interesses como cliente que fico lock-in aos preços exorbitantes dos componentes durante os vários anos de vida do datacenter).

O problema tem a ver que o que esta a ser discutido é a abertura da máquina proprietaria e permitir a especificao dos seus componentes tão simples como por exemplo Discos ou memória. Não é aceitável que não se possam por exemplo substituir discos ou memórias comprando-os a diferentes fabricantes e deixar de ter suporte para os restantes componentes de hardware fornecidos pela Sun. O fornecedor dos discos ou das memorias é responsavel obviamente pela sua parte.

Voce prefere discutir os problemas de software aberto porque lhe interessa a si comercialmente, eu prefiro discutir exactamente o que a Sun está a fazer para que se abra especificações para que diferentes componentes de HW de diversas origens possam ser integrados na solução monolitica de Hardware, pedindo a cada fornecedor que suporte o que forneceu.

Isso é liberdade, isso é abertura em todas as areas que me interessam como cliente e não apenas a que lhe interessa a si comercialmente.

Anónimo disse...

"Mas ao contrário do software, em caso de avaria existem uma responsabilidade de reparação se houver contrato de manutenção"

O problema é que você/Sun não se responsabiliza pelos componentes que voce forneceu mesmo que eu lhe pague o tal contrato de manutenção, se eu ficar com a liberdade de juntar outros componentes de HW ao Servidor ou ao Storage. Num automovel a marca/fabricante tem de se responsabilizar sempre pelos seus componentes, e não se pode mesmo negar-se a fazer um contrato de manutenção, mesmo que o cliente adicione componentes de terceiros.

Mais no sector automovel, o fabricante dá acesso livre às especificações dos componentes, instruções de manutenção gratuitas e também aos seus fornecedores de componentes originais a terceiros de forma a que estes possam fazer contratos de manutenção com clientes. A Sun não faz nada disso.

"Ninguém paga nenhuma fortuna mesmo que por exagero se tenha de trocar um computador por um computador novo"

falso! , os servidores/sistemas storage da Sun que estou a falar custam muito mais que um automóvel.

Portanto nesta matéria de marketing de abertura e liberdade que a Sun proclama que dá aos seus clientes estamos conversados.

Anónimo disse...

"publicidade gratuita, que deixará os meus chefes felizes"

Sr. Vilela, isto não é grande novidade para ninguém, pois por aqui não o vejo fazer outra coisa que não seja tentar vender produtos e iniciativas de marketing da Sun entrelaçado por intervalos para tentar acusar a microsoft ou clientes desta(segundo a sua perspectiva nem toda a gente pode ser tão iluminada ou defensora do bem público como você).

lá por ser gratuito não me pareçe a melhor forma de o fazer (acusações, e teorias da conspiração), mas se o faz feliz a si, ... está como diz no seu blog pessoal e ninguém tem nada a ver com isso (podem é ficar um pouco tristes consigo)!

Agora um conselho já que inicia os ataques não se vitimize depois também por também o atacarem ou lhe fazerem acusações sobre as suas próprias falhas ou dos seus produtos. Estão só a servir-lhe uma dose a si do próprio incomodo que acha que causa.

um irmão.

pvilela disse...

A mim não me incomoda nada, irmão..

Para sua informação, cada vez mais os discos são externos aos servidores, e existem tabelas de compatibilidade que permitem ter armazenamento HP ou EMC com servidores Sun, armazenamento Sun
em Servidores Dell..tal como deseja..

Mesmo quando são internos os componentes têm na quase totalidade interfaces standard: PCI-Express, PCI-X, SAS, SATA... A utilização de standards no hardware permite baixar os preços dos componentes, portanto é usual.

O mesmo acontece nas memórias.

De qualquer modo, estamos a caminhar para um modo de alojamento de sistemas em Centros de Dados como um serviço. Creio ser essa a melhor solução nesse caso, pois já não terá de se preocupar sobre o modelo das memórias do seu computador..

Mas se estiver interessado pode sempre comprar os componentes um a um e montá-los por si mesmo..

Anónimo disse...

"A utilização de standards no hardware permite baixar os preços dos componentes"

Isto é o que se deve também ter também no Software, Open Standards por oposição a Open Source.

open standards ARE more important than the licensing of an individual piece of software. Who cares what license the software someone uses is, as long as its always possible to replace it, and freely compete, which a free and open standard ensures.

"De qualquer modo, estamos a caminhar para um modo de alojamento de sistemas em Centros de Dados como um serviço"

hoje ninguem tem um modelo que não gere vendor lock-in nesta área. A portabilidade dos dados é dos principais problemas gerados por este modelo. Por isso é obvio porque os vendors o acham atractivo e o tentam vender aos clientes para fugirem à comoditização. Mas ofertas como a da Google e da Microsoft pelo efeito de escala global e esmagamento de custos, podem vir a ser um modelo interessante, apesar dos riscos que referi.

Anónimo disse...

Again, what is needed is a truly open, portable, ubiquitous standard for defining virtual "components" and their operation level configurations that can be ported and run between a wide variety of virtualization, hardware and automation platforms

Como se pode ver aqui também se trabalha já em standards para assegurar que os clientes não ficam locked-in nessas solucoes. Mas antes que isso aconteca é melhor construir correctamente o seu datacenter e evitar contratos com vendors que limitem a possibilidade de ficar sem liberdade de mudar componentes de HW que hoje já são standards.

Anónimo disse...

PCI-Express, PCI-X, SAS, SATA...

boa mais um exemplo de multiplos standards em permanente evolução na industria

Anónimo disse...

Lock-in may eventually also be damaging to the company or industry in question.

Sun Microsystems' unwillingness to open Java to external standardization bodies and the lack of multiple competing Java runtime implementations is widely held to be the reason Java has failed on the desktop.

Anónimo disse...

A Sun está a tentar passar para um modelo de lock-in do cliente na área da manutenção e suporte (cobrando um prémio significativo nesta área), No entanto para isso também é importante garantir o lock-in e controlo total do processo de desenvolvimento dual-source (é o caso do OpenOffice/StarOffice, OpenSolaris/Solaris, MySQL, etc)

In the end, a dual-source model isn’t a way to support open source code as much as a compromise between a proprietary business model and an open source one. While the idea is to make sure the company can lock up the source code like proprietary software, it opens up the source code to ensure ubiquity and makes it easier for users to debug code. The weakness of this duality is that the company needs to ensure it owns all the IP in the product so it can continue to maintain those dual licenses. This not only makes it harder for these companies to get new committers and community support to further the technology, but locks in support to a single vendor.

pvilela disse...

1) Concordo em absoluto que o mais importante são as normas abertas.

É o que realmente permite escolha.

E é também o único modo de permitir a portabilidade dos dados à medida que se avança para o modelo Web. Quero ter a certeza de poder pegar nos meus conteúdos - e-mails, blogs, retirá-los de onde estão alojados, e movê-los para outro fornecedor. A informação tem de ser como o dinheiro - deve-se poder tirar de um lado e transferir para outro. Isto só será possível se os formatos de dados forem abertos.
As associações de consumidores têm de começar a endereçar este ponto.

2)Em relação aos "multiplos standards PCI, PCI-X, PCI-Express" - claro que os standards evoluem. Mas só coexistem no tempo durante um período limitado. Os servidores mais recentes já só utilizam PCI-Express.Não é económicamente rentável manter duas linhas de fabrico durante muito tempo. Tal como é mais dispendioso manter a compatibilidade do software com duas normas em vez de uma.

3)Java não é um falhanço, é amplamente utilizado. Não é mais utilizado apenas por causa do controlo férreo do Windows por parte do seu fornecedor.
A razão porque não foi normalizado (um erro, no meu entender) foi devido aos receios de que a Microsoft fizesse o que costuma fazer - criar extensões proprietárias em cima de um standrd, de forma a criar "o seu standard" incompatível com o original. Foi o que aconteceu com o Active Directory ("extensão do LDAP") e com o Exchange ("extensão do SMTP").
E é o que todos receamos que venha a acontecer com o OOXML. Que mesmo que seja um standard, esse standard seja "extendido" nos produtos Microsoft, criando uma versão alargada, proprietária e não interoperável, a não ser através do pagamento de "fees".

Marcos Santos disse...

Caro Paulo,

Então a culpa do Java não ser um standard é da Microsoft? Não querendo estar fazer publicidade ao meu blog, recordo-te um post que lá foi colocado e que revela o que se passou com o processo de normalização do Java:
http://blogs.technet.com/openchoice/archive/2007/12/26/novidades-open-xml-odf-interoperabilidade-e-outros.aspx#2689725

Já agora, parece-me algo discutivel o facto de comentares/responderes a questões, atacando ou criticando outros (normalmente é a Microsoft).

pvilela disse...

Não fui eu o primeiro a falar do Java..

Não Marcos, a culpa do Java não ser um standard foi evidentemente da própria Sun porque não quis avançar com o processo.

Apenas referi o que foi o pensamento interno na altura na Sun, do qual, já agora, discordo. Mas felizmente as empresas evoluem.

Anónimo disse...

Verifiquem este fim-de-semana, ao mexer num computador da Apple, que quem comprou o Microsoft Office 2008 não pode usar fórmulas matemáticas no Word. Ao colocar as fórmulas, usando o Equation Editor, que vem dentro do pacote do Office 2008, gravando o documento no novíssimo formato docx e depois voltando a abrir este ficheiro, as fórmulas ficam simplesmente desconfiguradas. Ou seja, professores, alunos, cientistas, etc..., pagaram 520€ por um produto que não faz o que a versão antiga fazia. Para piorar as coisas, esta versão não é compatível, ao contrário da versão anterior do Office, com o MathType (versão profissional do Equation Editor).

520€ que as pessoas pagaram por um produto considerado como uma evolução. Estas pessoas, para fazer o seu trabalho e usarem o seu último investimento têm de ter as versões Microsoft Office 2004 e Microsoft Office 2008. Isto significa que empataram nestes produtos: 400€ (versão 2004) + 520€ (versão 2008).


Acho que a Microsoft e todos os seus funcionários defensores merecem uma salva de palmas pelo tempo que perdem aqui em vez de estarem a rectificar erros dos programas. Pois só os funcionários é que os podem rectificar...


PGP

Marcos Santos disse...

Obrigado pela resposta! Acho que assim ficou mais claro!

Anónimo disse...

"E é o que todos receamos que venha a acontecer com o OOXML. Que mesmo que seja um standard, esse standard seja "extendido" nos produtos Microsoft, criando uma versão alargada, proprietária e não interoperável, a não ser através do pagamento de "fees".

A realidade sobre esta matéria é que a Microsoft tem dois formatos especificados, gratuitos e interoperáveis no office que são:

1) um formato binário proprietário com especificações publicadas, gratuitas. A manutenção, evolução e extensão é feita pela Microsoft.

2) um formato OOXML com especificações publicadas, gratuitas que se pretende que seja desenvolvido, mantido, evoluido e extendido como um standard pela ISO.

O resto é marketing da Sun anti-Microsoft.

Anónimo disse...

Em relação aos "multiplos standards PCI, PCI-X, PCI-Express" - claro que os standards evoluem. Mas só coexistem no tempo durante um período limitado. Os servidores mais recentes já só utilizam PCI-Express.Não é económicamente rentável manter duas linhas de fabrico durante muito tempo. Tal como é mais dispendioso manter a compatibilidade do software com duas normas em vez de uma

Standards são sempre bons. Ninguém o obriga a usar. O mercado clientes/fabricantes podem decidir quais os querem ter nos seus produtos. e.g. exemplos de PCs com slots ISA, PCI em simultaneo durante vários anos é conhecido na indústria por questões de interoperabilidade com multiplos componentes de HW.

António disse...

Tenho um trabalho para a faculdade em que a pergunta é:- "Distinga open-source de open-standards"
Pensei que era fácil mas não consigo obter a resposta.
Será que pode ajudar?
Fico à espera
ahsferreira@yahoo.com.br

Anónimo disse...

Pois é afinal a Sun sempre vai fechar partes de código do MySQL.

http://jcole.us/blog/archives/2008/04/14/just-announced-mysql-to-launch-new-features-only-in-mysql-enterprise/

pvilela disse...

Não se vão fechar partes do código que estavam abertas, isso não se pode fazer, o licenciamento não o permitiria mesmo que alguém o quisesse..

Vai é ser lançado um produto complementar novo, que de facto é fechado :-(

Sugiro a leitura do comentário do Marten Mickos (líder do MySQL) nesse mesmo URL sobre o assunto:

"It is a goal of myself and of our organisation to produce more GPL code, because we believe that open source is a smarter way to produce code, and we believe that the GPL is the most suitable licence.MySQL Cluster is an example of something that was closed source but that we GPLd and further develop. MySQL Proxy is a newer example of GPL code from scratch by us."

"If we happen to develop a feature that we ship only to our paying subscribers, there is nothing stopping others (including yourself) from producing the same effect with GPL code. Specifically around backup, we are making sure that the core functionality is in the server so that anyone can build their own add-ons - as I am sure many will. That’s the power of open source!

We also have an ambition (and always had) of ensuring that there is a viable revenue-generating business around MySQL. This has enabled us and our partners to create thriving businesses, hire more people, and produce more FOSS code. "