08 dezembro 2008

Software Aberto na imprensa portuguesa

No que é porventura a maior tarefa hoje em dia do software open-source em Portugal, a divulgação, registaram-se no último mês grandes avanços. A Vida Económica incluiu na sua edição de 14 de Novembro um suplemento de oito páginas entitulado "Chegou a hora? Open source". A associação de consumidores Deco, na revista Proteste número 297 de Dezembro de 2008, dedica 3 páginas a "software gratuito", em que inclui OpenOpenoffice.org, Firefox, Thunderbird e VLC.

A revista PC GUIA de Dezembro de 2008 refere Linux e OpenOffice.org no Editorial "Viver acima das possibilidades", e inclui um DVD com dezenas de aplicações, entre as quais o OpenOffice.org. E nesta edição são dedicadas várias páginas a aplicações com o Scribus (publicação de documentos), ClamWin (Proteja o seu PC), Linux (Ganhe um sistema operativo gratuito), Inkscape (Desenhe vectores), Blender (Trabalhe em 3D), Audacity (Áudio excelente), VLC (Veja filmes), e "outras pérolas do open-source".

A Exame Informática e a Bit dedicam uma página inteira ao OpenOffice.org 3, com uma óptima classificação na análise desta última revista. Foi também referido no SOL e no i-Gov. A cobertura do Tek Sapo continua a ser bastante profissional, com entrevistas como "O som que se aproxima" e "Nos últimos 8 anos transcendemos as fronteiras do conceito de um pacote de Office"

E claro, o OpenOffice.org 3 na primeira página do diário Metro foi algo bom de se ver..

Está a ser derrubado o muro do desconhecimento do software livre. E mais está já em caminho. Estejam atentos, e vão-me informando do que mais lerem.

18 novembro 2008

A Noruega incentiva o uso de software open source

Noticia da Asociated Press:

"A Noruega prometeu na passada segunda-feira fundos para estimular a utilização do software livre OpenOffice no sector público, para reduzir a sua dependência da Microsoft e de outros grandes produtores de software.

A Ministra da Administração e Reforma da Administração Pública, Heidi Grande Roeys, declarou que concedia 2 milhões de coroas ( 227.275 Euros ) para o Centro Nacional de Software Livre para adaptar e promover o OpenOffice para utilizações governamentais, tais como relatórios públicos, contabilidade e arquivos.

"Quero estimular o aumento da concorrência no mercado de software para escritório. O OpenOffice é uma boa alternativa ao fornecedor proprietário de programas nesta área", disse ela. "O problema é que programas especializados e o OpenOffice não dão sempre um ótimo desempenho em conjunto. A subvenção é para resolver isso."

O OpenOffice é baseado no software StarOffice da Sun Microsystems, com sede em Santa Clara, Califórnia. A Sun libertou o código fonte dos programas em 2000, na esperança de desafiar a dominância do mercado do Office da Microsoft, proporcionando uma alternativa livre, aberta e de alta qualidade.

Em Abril de 2006, o governo norueguês anunciou um programa a longo prazo para intensificar a utilização de software de código aberto para reduzir a sua dependência de gigantes informáticos como a Microsoft."

Nota de rodapé: todas as entradas deste blog refletem unicamente as minhas opiniões pessoais, expressas fora do meu contexto profissional. As opiniões do meu empregador são reflectidas no seu site empresarial



09 novembro 2008

Conferência anual de OpenOffice.org em Pequim


Já começam a estar disponíveis as apresentações da Conferência anual do OpenOffice.org. Esta conferência realizou-se entre 5 e 7 de Novembro de 2008 em Pequim, em reconhecimento da importância crescente da China que na adopção quer no desenvolvimento do OpenOffice.org. Logo a seguir à equipa principal de desenvolvimento em Hamburgo, na Alemanha, vêm com importância crescente as equipas da Red Flag e da IBM, ambas baseadas em Pequim. Entre as apresentações interessantes contam-se os esforços da Red Flag na adaptação do RedOffice (o OpenOffice.org chinês) aos Mobile Internet Devices, e a do projecto User Experience, sobre a renovação da imagem futura do OpenOffice.org. Depois da grande transformação interna que foi a versão 3 e o suporte das extensões, preparam-se alterações maiores no interface com o utiliazador.

A implementação orientada pelo estado de software open source na Malásia é alvo de outra interessantíssima apresentação, com descrição de todo o processo e dos resultados já obtidos.

Durante a conferência foi anunciado o ODF Toolkit, com a participaçao da Sun e da IBM, que pretende facilitar o desenvolvimento de novas aplicações que suportem o formato ODF, ou o suporte de ODF por parte de aplicações já existentes. Uma componente muito umportante é o ODF Validator, uma ferramenta de validação de ficheiros ODF.

Podem ficar descansados, o OpenOffice.org e o ODF estão mais vivos que nunca..

13 outubro 2008

A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia o OpenOffice.org 3.0 em português


Lisboa, 13 de Outubro de 2008. A comunidade portuguesa do OpenOffice.org anuncia a versão em português desta aplicação de produtividade já utilizada por 100 milhões de pessoas em todo o mundo, no mesmo dia em que é lançado no resto do planeta.

Para além dos 500.000 Magalhães que incluirão o OpenOffice.org, foram contabilizados em Portugal 520.000 downloads da versão 2 nos últimos 4 meses, o que deixa uma grande expectativa em relação à adesão à versão 3.

Esta actualização da aplicação de produtividade aberta mais popular em todo o mundo traz melhorias significativas para todos os utilizadores, sejam eles de Windows, Linux, ou fãs da Apple – o OpenOffice.org corre agora também de igual forma na plataforma Mac OS X.

O OpenOffice.org 3.0 é mais que uma simples aplicação de produtividade. Com esta versão os componentes básicos - tratamento de texto, folha de cálculo, apresentações, gráficos, fórmulas e base de dados - podem ser facilmente expandidos através de extensões descarregadas do Repositório de Extensões do OpenOffice.org. Em vez de sobrecarregar artificialmente o produto com tudo o que alguma vez possa interessar a qualquer um dos utilizadores, o OpenOffice.org 3.0 dá às empresas, repartições, escolas, e cidadãos comuns o poder de o configurar à sua maneira.

A liberdade que o OpenOffice traz fez com que a sua popularidade esteja em crescendo. Governo após governo tem adoptado o Open Document Format (a norma internacional suportada pelo OpenOffice.org), e com mais e mais frequência fazem-no mudando para o OpenOffice.org. Com a versão 3.0 a aplicação está ainda mais interoperável com Microsoft Office. Já não há razão para se estar preso a um único produto de Office.

O OpenOffice.org 3.0 está melhor que nunca, e com a capacidade de leitura dos novos formatos do MS Access 2007 e o suporte melhorado de macros é ainda mais fácil largar o Microsoft Office. E inclui a capacidade única no mercado de abrir, editar e gravar documentos PDF (via extensão).

O OpenOffice.org 3.0 tem um ar renovado, como um novo écran de arranque, novos ícones e maior facilidade de utilização – mantendo contudo um aspecto familiar.

As novas funcionalidades incluem:

Tratamento de texto
* Novo controlo deslizante para fazer zoom, incluindo vistas com múltiplas páginas
* Suporte multi-língua facilitado
* Adição de notas melhorada
* Capacidade de editar documentos em wikis na web

Folha de cálculo
* Aumento da capacidade para 1024 colunas por folha
* Nova ferramenta de resolução de equações (solver)
* Nova capacidade de colaboração entre múltiplos utilizadores

Gráficos
* Capacidade de manejar gráficos do tamanho de posters – até 3 metros quadrados

Apresentação
* Desenhador de tabelas embebido

Extensões
O suporte de extensões do OpenOffice.org está a ter um desenvolvimento explosivo com o OpenOffice.org 3.0. Funções adicionais são publicadas diariamente - suporte para análises de negócio, edição de documentos PDF, criação de documentos de formato híbrido PDF, e um novo modo mais flexível de suportar línguas adicionais.

O OpenOffice.org 3.0 torna mais fácil aderir ao novo mundo da Web 2.0, permitindo que os utilizadores possam criar e editar documentos web e wikis directamente a partir da ferramenta de tratamento de texto.

Ligações úteis
Versão portuguesa:
ftp://openoffice.caixamagica.pt/stable/3.0.0
http://neacm.fe.up.pt/pub/openoffice-pt/
Dicionário português: http://maracuja.homeip.net/software/dict
Guia de novas funcionalidades: http://www.openoffice.org/dev_docs/features/3.0
Notas técnicas: http://development.openoffice.org/releases/3.0.0.html
Sítio internacional: http://www.openoffice.org
Sítio português: http://pt.openoffice.org
Repositório de Extensões: http://extensions.services.openoffice.org

Sobre o OpenOffice.org
A Comunidade OpenOffice.org é uma equipa internacional de voluntários e empresas, incluindo a fundadora Sun Microsystems, a Novell, a Red Hat, a IBM, a Google e a Red Flag, que desenvolvem, traduzem, apoiam e promovem a suite de produtividade de código aberto OpenOffice.org.

O OpenOffice.org usa o OpenDocument Format, uma norma internacional (ISO/IEC 26300 ), bem como os formatos de arquivos clássicos, como os do Microsoft Office. Está disponível nas principais plataformas de computação em mais de 80 idiomas.
O software OpenOffice.org é fornecido sob a licença “Lesser GNU Public Licence” (LGPL), e pode ser utilizado gratuitamente, para qualquer propósito, privado ou comercial.

O OpenOffice.org em Portugal
A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org conta com a colaboração de vários voluntários, e das empresas Caixa Mágica Software, Intraneia e Sun Microsystems.
Mantém um sítio em língua portuguesa: http://pt.openoffice.org
Pode ser contactada através do e-mail: marketing@pt.openoffice.org

10 outubro 2008

20 a 22 de Outubro 2008 - Open Source World Conference


Vai-se realizar em Málaga nos próximos dias 20,21 e 22 de Outubro a mais importante conferência de software open- source da península ibérica, e uma das maiores e melhores conferências mundiais sobre o tema a Open Source World conference / Conferencia Internacional de Software Libre.

Para além de ter o patrocínio das Juntas da Andaluzia e da Extremadura, contará com a presença de representantes da Comissão Europeia, e dos governos da Holanda, Alemanha, Brasil, Venezuela, África do Sul, Cuba, Uruguai,e Paraguai

Estão incluídas sessões especiais sobre soluções para a Educação e para a Saúde.

Inúmeras empresas estarão representadas: Telefónica, Vodafone, IBM, Sun Microsystems, Novell, Microsoft, Unisys, HP, Everis, Fujitsu-Siemens, Peopleware, Red Hat

Também vão estar presentes importantes Universidades espanholas: Málaga, Sevilha, Rey Juan Carlos, Cádis, Extremadura, Politécnica de Valência, Aberta da Catalunha e Córdoba

Em termos de projectos, os mais conhecidos presentes são a Canonical, Liferay, SugarCRM, OpenMoko, OpenBravo, OpenOffice.org, Apache, Subversion, Alfresco e mySQL. Mas os mais interessantes poderão ser os não conhecidos..

E podem ver Tim O'Reilly ao vivo.

Depois de ler o fantástico programa, só posso recomendar vivamente a que quem puder vá lá

E é só a algumas horas de viagem de carro.

06 outubro 2008

Ante-Estreia do OpenOffice.org 3.0









Para concluir em grande a Semana do OpenOffice.org, que se iniciou com o primeiro Encontro Intercontinental da
comunidade OpenOffice.org, a comunidade portuguesa do OpenOffice.org anuncia a ante-estreia da versão 3.0 OpenOffice.org. Esta suite de office de código aberto conta com cerca de 100 milhões de utilizadores a nível mundial, tendo sido anunciado no Encontro Intercontinental que já atingiu uma taxa de penetração de 25 % Brasil. Vai ainda ser incorporada nos 500.000 computadores Magalhães a serem distribuídos nas escolas portuguesas, e no milhão de computadores a serem exportados para a Venezuela.
Para celebrar o eminente lançamento do OpenOffice.org estará em Portugal Louis Suarez-Potts, coordenador mundial da comunidade OpenOffice.org,


Ante-estreia do OpenOffice.org 3

Data: 8 de Outubro de 2008
Horário: 16:30 – 18:30
Local: ISCTE - Auditório B104 - Edifício II (edifício novo) (ver mapa)

Agenda
Intervenções
Introdução - Rui Fernandes, Community Lead OpenOffice.org PT
Porque é que o Software Livre funciona - Louis Suarez-Potts, Community Manager OpenOffice.org
As novidades no OpenOffice.org 3.0 - Nuno Rua, autor do livro "OpenOffice.org - O Office Livre"
Casos de sucesso do OpenOffice.org - Louis Suarez-Potts, Community Manager OpenOffice.org
Acontecimentos
Lançamento do Concurso de Fotografia “OOo”
Ante-estreia de livro "OpenOffice.org - O Office Livre"
Comemoração do 8º Aniversário do OpenOffice.org

A Semana do OpenOffice.org tem o apoio da ANSOL, da Caixa Mágica Software, da Intraneia, do SAPO e da Sun Microsystems

04 outubro 2008

OpenOffice.org tem 25 % de quota de mercado no Brasil

O III Encontro do BrOffice.org (nome brasileiro do Openoffice.org) realizou-se ontem dia 2 de Outubro , com ligação por video-conferência a 27 locais do Brasil e ainda Portugal, Espanha, Dinamarca, Paraguai e Uruguai. Durante o encontro foi anunciado pelo líder da comunidade brasileira, Cláudio Filho, que o OpenOffice.org/BrOffice.org já tem 12 milhões de utilizadores no Brasil, atingindo uma quota de 25 % no segmento office.

Entre os internveniente na conferência incluiram-se grandes empresas e organismos públicos, como:
Dataprev- Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social
Serpro - Serviço Federal de Processamento de Dado
Petrobrás
Agenda completa aqui

Interveio também Louis Suarez-Potts, coordenador mundial da comunidade OpenOffice.org, que estará em Portugal no próximo dia 8 de Outubro pelas 16:30 para a ante-estreia do OpenOffice.org 3.0

Apareçam!

03 outubro 2008

Being open about standards

Há duas maneiras de assegurar a interoperabilidade. Uma é garantir que todos usamos exactamente o mesmo produto. As desvantagens são que os preços são impostos pelo fornecedor único, e a inovação abranda. A outra é pela normalização e regulação. Aí os preços baixam e a inovação acelera.Exemplo?: o mercado das telecomunicações em Portugal, quando a concorrência foi imposta.

No dia de hoje em particular, parece boa ideia chamar a atenção para uma intervenção recente de Neelie Kroes, Comissária Europeia para a Competição:

"Quando um mercado evolui de forma a que uma determinada tecnologia proprietária se torna um padrão de facto, em seguida, o proprietário da tecnologia pode ter tal poder sobre o mercado que ele pode bloquear os seus clientes e excluir os seus concorrentes.

Quando uma tecnologia proprietária explora esse poder,então uma autoridade da concorrência ou um regulador pode ter necessidade de intervir. Está longe de servuma situação ideal, mas sendo é inferior a ideal não exime uma autoridade da concorrência de suas obrigações para proteger o processo concorrencial e os consumidores.

Essencialmente, a autoridade da concorrência tem de recriar as condições de concorrência que teria surgido a partir de uma boa execução do processo de normalização.

Aí me parece que seja duas possibilidades e, dependendo do caso, um ou ambos podem ser necessárias.

Primeiro, o padrão de facto podia estar sujeitos às mesmas exigências que as normas mais formais:

* Garantir a divulgação das informações necessárias que permitem a interoperabilidade com o padrão;
* Garantir que os outros participantes do mercado consigam garantias de que as informações sejam completas e precisas, e proporcionar-lhes alguns meios de reparação se não for;
* Assegurar que as taxas cobradas por essas informações são justas e são baseadas no valor inerente da interoperabilidade (em vez do valor da informação como uma portagem).

Além disso, quando existem normas abertas equivalentes, poderíamos considerar também exijir à empresa dominante que as suporte.

Melhor, muito melhor, do que tentar resolver estes problemas, é impedi-las de acontecer. E todos temos a responsabilidade de assegurar que este tipo de lock-in perpétua não acontece, e, quando tal seja uma realidade, temos a responsabilidade de minimizar os danos.

Aqui não estou falando do meu papel como o Comissário responsável pela Concorrência, mas sim como um comprador de tecnologia.

O que podem fazer os compradores? Muita coisa.

Olhem para Apple. Ao longo dos últimos dois anos tem havido alguns pedidos para regulamentar a Apple - em especial, para assegurar a interoperabilidade entre alguns concorrentes de armazenamento de música e os iPods, e entre leitores de música concorrentes e músicas da loja iTunes.

O problema surgiu porque em primeiro lugar, as etiquetas musicais insistiram que a Apple usasse tecnologia de gestão de direitos digitais e em segundo, porque o iPod foi um tremendo sucesso. Mas agora as grandes marcas têm outras lojas de músicas licenciadas para fornecer música em formato MP3, um formato que podeser lido no iPod e em outros leitores. Portanto, a pressão dos consumidores e, possivelmente, a preocupação da parte das grandes marcas sobre a excessiva dependência da Apple parece ter conduzido a uma oportuna solução baseada no mercado.

Isso é importante. Se o consumidor pode evitar lock-in para um único fornecedor, ao exercer influência através de opções de compra, podem ser inteligente ao fazê-lo.

Como compradores, temos de ser inteligentes quando compramos tecnologia. Temos de estar conscientes dos custos a longo prazo do lock-in: poderemos estar muitas vezes presos às gerações seguintes de tecnologia. Pode existir também um efeito de transbordo, em que se começa a estar presoa outros produtos e serviços fornecidos por esse fornecedor.

Isso é simplesmente uma má compra.

E é por isso que a Comissão se comprometeu a que:

* Para todos os futuros desenvolvimentos e processos de compra de Tecnologias de informação , a Comissão deve promover a utilização de produtossuportem normas abertas beo, bem documentadas. A interoperabilidade é uma questão crítica para a Comissão, e a utilização de normas abertas bem estabelecidas é um factor essencial para alcançar e apoiá-la.

Esta política, aprovada no ano passado, deve ser aplicada com vigor.

Há muito a aprender com outros órgãos públicos, tais como Munique - e estou muito satisfeito por ter o presidente da Câmara Municipal de Munique aqui esta manhã para nos contar sobre sua experiência. Mas Munique não está sozinho: há também o Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, francês e da "gendarmerie". O governo neerlandês e do Parlamento também estão caminhando para padrões abertos.

A Comissão deve fazer a sua parte. Ele não deve depender de um vendedor, ele não deve aceitar padrões fechados, e ela deve recusar-se a ficar trancada dentro de uma determinada tecnologia - comprometendo a manutenção do pleno controle sobre as informações na sua posse.

Esta opinião nasce a partir de uma compreensão de como é duro compreender como um mercado funciona - não é um convite à revolução, mas de uma evolução inteligente e realizável

Mas há mais do que isto para assegurar que as nossas decisões comerciais são tomadas com pleno conhecimento de seus efeitos a longo prazo. Existe também uma questão democrática.

Quando existem alternativas abertas disponíveis, nenhum cidadão ou empresa deve ser incentivados ou forçados a utilizar uma tecnologia especial da empresa para aceder a informações públicas.

Nenhum cidadão ou empresa devem ser incentivados forçados a escolher uma tecnologia fechada em vez de uma tecnologia aberta, através de um governo que tenha feito essa escolha em primeiro lugar.

Estes princípios democráticos são importantes. E um argumento é particularmente atraente quando é apoiaoa tanto pelos princípios democráticos e pelos princípios económicos sólidos.

Eu reconheço um negócio inteligente quando o vejo - escolher normas abertas é uma decisão empresarial de facto muito inteligente."

Nota de rodapé: todas as entradas deste blog refletem unicamente as minhas opiniões pessoais, expressas fora do meu contexto profissional. As opiniões do meu empregador são reflectidas no seu site empresarial

02 outubro 2008

A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia o primeiro Encontro Intercontinental da comunidade OpenOffice.org

Encontro BrOffice.org 2008


Quem disse que o mundo não é plano?

A comunidade portuguesa do OpenOffice.org convida à participação no primeiro Encontro Intercontinental da comunidade OpenOffice.org, que ligará por vídeo-conferência as comunidades de Portugal, Galiza, Brasil (em 27 locais), Paraguai e Uruguai.
O ponto de encontro em Portugal será o Auditório 2 do Forum Picoas em Lisboa, entre as 14:00 e as 16:00 do dia 3 de Outubro. O acesso é livre.

Este encontro acompanhará o III Encontro do BrOffice.org, a denominação do OpenOffice.org no Brasil.

A suite de office de código aberto Openoffice.org tem uma grande adesão no Brasil, tendo sido implementado em largas franjas da Administração Pública brasileira, como a Segurança Social (Dataprev), com 40.000 utilizadores. Está a ser também a ser crescentemente utilizada no sector privado, salientando-se o caso do Banco do Brasil , com 100.000 utilizadores, e da Infraero (aeroportos do Brasil), onde se realizou uma poupança de 4 milhões de reais (aproximadamente 1,5 milhões de Euros).

O III encontro do BrOffice.org, que é apoiado pelo Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados, decorrerá em Brasilía e mais 26 locais no Brasil. Este ano foi estabelecida a ligação em vídeo-conferência para Portugal, Espanha (Galiza), Uruguai e Paraguai, ajudando a criar laços ainda mais fortes entre os utilizadores ibéricos e latino-americanos.

Nota: Às horas da Agenda devem-se somar 4 horas, de diferença horária.


Sobre o OpenOffice.org
O OpenOffice.org Comunidade é uma equipa internacional de voluntários e empresas, incluindo a fundadora Sun Microsystems, a Novell, a Red Hat, a IBM, e a Red Flag, que desenvolvem, traduzem, apoiam e promovem a suite de produtividade de código aberto OpenOffice.org ®.

O OpenOffice.org usa o OpenDocument Format, uma norma internacional (ISO/IEC 26300 ), bem como os formatos de arquivos clássicos, como os do Microsoft Office,. Está disponível nas principais plataformas de computação em mais de 80 idiomas.

O software OpenOffice.org é fornecido sob a licença “Lesser GNU Public Licence” (LGPL), e pode ser utilizado gratuitamente, para qualquer propósito, privado ou comercial.

O OpenOffice.org em Portugal
A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org conta com a colaboração de vários voluntários, e das empresas Caixa Mágica Software, Intraneia e Sun Microsystems.
Mantem um sítio em língua portuguesa: http://pt.openoffice.org


A Semana do OpenOffice.org tem o apoio da ANSOL, da Caixa Mágica Software, da Intraneia, do SAPO e da Sun Microsystems

A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia a Semana do OpenOffice.org

A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia a Semana do OpenOffice.org

Quem disse que a semana começa à segunda-feira?

A comunidade portuguesa do OpenOffice.org anuncia a Semana do OpenOffice. Esta suite de office de código aberto, que conta com cerca de 100 milhões de utilizadores a nível mundial, e que vai ser incorporada na edição escolar do Magalhães, está prestes a anunciar a sua versão 3.0 Para comemorar a ocasião vão ser realizados vários eventos e anúncios, incluindo:
  • O primeiro Encontro Intercontinental da comunidade OpenOffice.org, que ligará por vídeo-conferência as comunidades de Portugal, Galiza, Brasil (em 27 locais), Paraguai e Uruguai, e cobrirá em directo o III Encontro da comunidade brasileira. O ponto de encontro em Portugal será o Auditório 2 do Forum Picoas em Lisboa, às 14:00 do 3 de Outubro.
  • A Ante-estreia da versão 3.0 do OpenOffice.org, onde se apresentarão as novas funcionalidades, e que contará com a presença de Louis Suarez-Potts, Coordenador global da Comunidade OpenOffice.org. Terá lugar no dia 8 de Outubro às 16:30
  • O lançamento de um concurso que combinará Arte e Informática.

Esteja atento às notícias !

Sobre o OpenOffice.org
O OpenOffice.org Comunidade é uma equipa internacional de voluntários e empresas, incluindo a fundadora Sun Microsystems, a Novell, a Red Hat, a IBM, e a Red Flag, que desenvolvem, traduzem, apoiam e promovem a suite de produtividade de código aberto OpenOffice.org ®.

O OpenOffice.org usa o OpenDocument Format, uma norma internacional (ISO/IEC 26300 ), bem como os formatos de arquivos clássicos, como os do Microsoft Office,. Está disponível nas principais plataformas de computação em mais de 80 idiomas.
O software OpenOffice.org é fornecido sob a licença “Lesser GNU Public Licence” (LGPL), e pode ser utilizado gratuitamente, para qualquer propósito, privado ou comercial.

O OpenOffice.org em Portugal
A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org conta com a colaboração de vários voluntários, e das empresas Caixa Mágica Software, Intraneia e Sun Microsystems. Mantem um sítio em língua portuguesa: http://pt.openoffice.org

21 agosto 2008

20 Setembro - Dia do Software Livre na Escola II






Vai-se realizar no próximo dia 20 de Setembro a Segunda edição do Dia do Software Livre na Escola, organizado pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC) / Equipa de Recursos eTecnologias Educativas/Plano Tecnológico da Educação, e pelo Centro de Competência Arrábida.

Esta edição terá lugar na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.

O Programa inclui temas como a utilização das plataformas Alinex, Joomla! e Moodle nas escolas (todos com coumidades portuguesas!) , a utilização de RePe para a criação de e-portfolios, edição Audio e Fotografia Digital com a Audiência Zero, Creative Commons, comunidades no Second Life, e uma multiplicidade de sessões paralelas.

A não perder

15 agosto 2008

"Splash Screen" do OpenOffice.org 3







Até segunda-feira é possível votar-se no novo "splash screen" do OpenOffice.org 3

Vê e Escolhe !

Já agora, agradeço sugestões para uma designação portuguesa para "splash screen".

04 agosto 2008

Software Aberto português entre os melhores do mundo


É com orgulho divulgo o comunicado da iPortalMais, uma das associadas da ESOP, em que esta informa estar entre os finalistas dos "Product Excellence Awards" da conferência Linux World, na categoria de “Melhor Produto Integrado”. com o seu produto IPBrick.GT, uma gateway VOIP e PBX

A forma de Portugal evoluir tecnologicamente não sermos os melhores a implementar produtos de outros, é contribuirmos com inovação portuguesa - novos produtos ou contribuições para projectos internacionais.

Venha a benção do Plano Tecnológico, e as vendas para as empresas e os organismos públicos portugueses.. :-)

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Framingham, Mass. – 29 de Julho, 2008 – A IDG World Expo, organizadora do LinuxWorld Conference & Expo® em São Francisco, o principal evento mundial dedicado ao Linux, acaba de anunciar os finalistas para os prémios LinuxWorld Product Excellence Awards, entre os quais se encontra a solução da iPortalMais, IPBrick.GT, nomeada para a categoria de “Melhor Produto Integrado”. Composto por um grupo de reputados membros da indústria, o júri dos LinuxWorld Product Excellence Awards avalia o grau de inovação e superioridade dos produtos e soluções presentes no LinuxWorld, nomeando os três melhores de cada uma das 12 categorias. Os vencedores dos prémios serão conhecidos no próximo dia 5 de Agosto. Raúl Olveira, director-geral da iPortalMais, afirma, a propósito desta nomeação, que “há oito anos atrás, quando fundei a iPortalMais para ser uma empresa especialista em Linux, não podia imaginar que um dia a nossa empresa iria ter um sistema operativo Linux de valor acrescentado, e que esse Linux iria ser nomeado para um prémio de excelência no maior evento Linux do mundo, lado a lado com os grandes nomes da indústria mundial. Acho que demos entrada na galeria dos grandes, ao ver a IPBrick na lista de nomeados para Melhor Produto Integrado”. E vaticina: “a partir de hoje, a IPBrick deixará de ser um mais um produto Linux, para ser um dos melhores produtos do Mundo Linux. E não há dúvida que a nossa equipa hoje está imensamente orgulhosa de ter conseguido colocar uma empresa Portuguesa na galeria dos melhores."
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03 agosto 2008

Melhor projecto - SourceForge








O Project Openoffice.org foi considerado como:

O melhor projecto:
Best Project » OpenOffice.org

O melhor projecto para as Empresas
Best Project for the Enterprise » OpenOffice.org

O melhor projecto para a Educação
Best Project for Educators » OpenOffice.org

Estas são as escolhas do SourceForge 2008 Community Choice Awards.


Tudo isto nos dá força para conseguir uma cada vez maior adesão ao OpenOffice.org !

Colabora com o projecto português do OpenOffice.org

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Software Português para o Computador Português

O recém-anunciado portátil "Magalhães", a versão portuguesa do Intel Classmate, terá provavelmente ganho a corrida face ao "One Laptop per Child" devido á possibilidade de poder ser produzido em Portugal, enquanto que o OLPC só é produzido na China, para reduzir ao mínimo os seus custos. Estou certo que esse factor terá tido muito peso junto do Governo.

Fará então sentido, pela mesma razão que o seu software seja também produzido em Portugal. A indútria portuguesa de software também precisa de ser estimulada.
A apresentação do Magalhães incluiu modelos com Windows XP e Linux Caixa Mágica. ( O Windows Vista não corre bem em 512 MB). Porque razão se haveria de preferir um sistema operativo obsoleto e sem componentes portuguesas (o XP) a um sistema operativo mais moderno e produzido por uma empresa portuguesa (a Caixa Mágica) ?

Apelo a todos para multiplicarem este apelo:

"Software português para o computador português"

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26 junho 2008

O futuro da Mobicomp

Foi hoje anunciado que está prestes a ser completada a aquisição da Mobicomp pela Microsoft. Para quem não a conhece, a Mobicomp é uma empresa extrememente dinâmica de Braga, que produz software para telemóveis, e que graças a bons produtos e muito esforço comercial se internacionalizou com sucesso. Mesmo sem esta aquisição a Mobicomp era uma empresa que honrava Portugal e que deu uma contribuição muito positiva para desmitificar a ideia de que em Portugal não há tecnologia de ponta. Os seus produtos estão implementados em várias plataformas (Symbian/Java/Nokia/Ericsson, Windows Mobile..), e tem como clientes a TMN, a Vodafone, a Optimus, e outros operadores no Médio Oriente.

A anunciada aquisição é mais um comprovativo de sucesso. Despertar a atenção da maior empresa de software é obra, e é mais um motivo para felicitar o Carlos Oliveira e a sua equipa.

E se até aqui temos tido uma história de sucesso, qual será o futuro da Mobicomp?

É certo que sendo adquirida por um empresa global o seu mercado vai alastrar geograficamente por todo o mundo. O que é positivo. Mas será que continuará com a independência de plataformas que a tem caracterizado? Ou será que a próxima versão dos seus produtos só funcionará em Windows Mobile ? Essa tem sido a normal aproximação da Microsoft. As suas aplicações funcionam apenas nos seus sistema operativos. Se assim acontecer, ficarão no futuro vedados à Mobicomp a esmagadora maioria dos telemóveis : os Nokia e Ericsson com Symbian e Java, os futuros com software da Google também com a plataforma Java, os iPhone . E isso seria uma pena, porque limitaria o crescimento potencial da Mobicomp, e retiraria muito da potencial vantagem para Portugal desta aquisição, o seu valor exportador, e a disseminação de tecnologia com origem em Portugal.

Vamos ver o que acontece.

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23 junho 2008

Java enriquece estado português

Já se sabia que as aplicações das Finanças portuguesas são baseados em Java. Agora vem a saber-se que também as multas estão a ser geridas por uma aplicação Java. Conforme notícia do IDABC e alerta do Rui Seabra, o Sistema de Contra-Ordenações de Trânsito está implementado em Java, com JBOSS.

Curiosamente, apesar de o lançamento da SCOT ter sido noticiado em 2007 nada foi na altura referido sobre a sua base tecnológica. A única referência técnica que encontrei é do Diário de Notícias, e refere as falhas de impressão com origem nos tablets "com software _________".

A minha primeira reacção foi "Será que voltámos ao tempo antes do 25 de Abril em que temos de ler notícias em orgãos de informação não portugueses para estarmos bem informados?" O Rui Seabra pergunta-se se o software não teve direito a mais publicidade por não ser da marca _________. Creio que esse é um factor real, mas mais porque nesse caso alguém do respectivo marketing não descansaria enquanto a notícia não fosse publicada com um destaque para o nome do fornecedor.
Como já referi noutros posts, creio que nos falta criar uma "central de marketing" do software livre, que alimente os nossos jornalistas com "press releases" e "success stories". Felizmente que podemos contar em parte com o IDABC, mas não chega.

Mas para além dessa interrogação fica a nota que dá origem ao título do blog. Quando o estado quer receber dinheiro usa aplicações abertas, usa Java.

(Quando quer desperdiçar dinheiro, usa ________ :-) )


Nota de rodapé: todas as entradas deste blog refletem únicamente as minhas opiniões pessoais, expressas fora do meu contexto profissional. As opiniões do meu empregador são reflectidas no seu site empresarial.

15 junho 2008

CDs de Software Livre na Escola - 2008




















Já não é novidade, tendo sido noticiado pelo Rui Seabra e pelo Tek Sapo, mas deixo aqui em primeira mão as imagens da edição 2008 dos CDs de Software Livre na Escola, editados pela Equipa CRIE do Ministério da Educação com a colaboração da Sun Microsystems. São dois CDs, um dos quais totalmente dedicado à Matemática.

Está na hora de se fazerem contas. As alternativas proprietárias deste software custariam bem mais de um milhar de Euros.

Felizmente que a ECRIE é sensível às necessidades e não às pubilcidades, e resolveu distribuir pelas escolas as ferramentas úteis que a comunidade open-source disponibiliza gratuitamente ao sistema educativo, quer neste versão para Windows, quer via Alinex. E tem no seu site um apoio continuado ao software livre nas escolas.

Ao mesmo tempo a Associação Software Livre mostra que existe uma adopção crescente nas escolas

Não é necessário dispender milhões de Euros em software para as escolas. O que é necessário é formação, e divulgação dese tipo de iniciativas.

21 maio 2008

Finalmente Microsoft vai suportar ODF

Finalmente a Microsoft cedeu à pressão dos utilizadores e governos como os da Bélgica, Holanda e África do Sul (entre outros) que anunciaram para 2009 a obrigatoriedade do suporte de ODF. No que é uma importante vitória das normas abertas, a Microsoft acaba de anunciar que irá suportar o formato ODF ( e o PDF) com o Service Pack 2 do seu Office 2007, previsto para o início de 2009. Anunciou também que irá juntar-se ao ODF Technical Comittee no seio da organização de normas OASIS!

Vou jantar muito mais satisfeito !

08 maio 2008

Lançado OpenOffice.org 3 beta


Foi hoje lançada a versão beta do OpenOffice 3

Trata-se de uma versão disponibilizada para que os utilizadores mais arrojados possam ajudar a equipa de engenharia a identificar os bugs que ainda existam.

O que há de novo no OpenOffice.org 3 ?

As mudanças mais visíveis no OpenOffice.org 3.0 são o novo "Start Centre", novos ícones e um controlo de zoom por deslizamento na barra de estados.

Outras mudanças:
- melhoramentos no Calc, incluindo um novo Solver
- suporte para colaboração atraves de folhas de cálculo partilhadas
- numero de colunas no Calc suportadas aumenta para 1024
- novo método de notas no Writer
- vista de múltiplas paginas no Writer
- crop (corte) de desenhos no Draw e Impress
- suporte do que podera ser a versão 1.2 do Open Document Format
- abertura de ficheiros de MS Office 2007 e MS Office 2008 (.docx,
.xlsx, .pptx, etc.)
- suporte parcial de VBA (macros em Visual Basic)

A estrutura de ficheiros foi alterada, e o OpenOffice.org 3 pode coexistir no mesmo sistema com o OpenOffice.org 2

Lista detalhada das novas caracteristicas

Downloads

Quaisquer bugs encontrados podem e devem ser reportados em: http://qa.openoffice.org.

13 abril 2008

Linux 2008 : a festa !



É um verdadeiro caso de sucesso antecipado a realização na próxima terça-feira dia 15 de Abril da VI edição do Encontro Nacional de Tecnologia Aberta - Linux 2008. Parabéns aos organizadores de primeira hora Sybase e Caixa Mágica Software, pelo que é o mais importante evento de software aberto realizado em Portugal. Realizado consecutivamente desde há seis anos, já trouxe a Portugal figuras e casos de sucesso muito importantes do mundo do software livre. Esta ano não é excepção, deslocando-se até nós o CEO da Mandriva. Vamos também ter descrições de importantes projectos, como o da Peugeot e o do nosso Sapo.

Será também o local do acontecimento histórico da assinatura do protocolo de cooperação entre a AMA - Agência para a Modernização Administrativa, e a ESOP - Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas, realizado sob o beneplácito do Plano Tecnológico.

E quero ver o o Pinguim gigante !

Encontramo-nos lá

07 abril 2008

Ministério da Educação lança Portal de Software Livre nas Escolas

O Ministério da Educação acaba de anunciar o lançamento do Portal de Software Livre na Escola, que divulgará e apoiará as Escolas na utilização de software livre para os vários Sistemas Operativos.

A Equipa Multidisciplinar Computadores Redes e Internet nas Escolas (eCRIE), integrada na DGIDC - Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular convida todos os utilizadores a enriquecer este projecto submetendo novas ferramentas, notícias e hiperligações

É bom saber que alguém está a avançar com projectos inovadores num ambiente colaborativo. Quem puder ajudar já sabe onde.

Quem puder divulgue junto dos professores e associações de pais.


05 abril 2008

Dia das mentiras e bolo de chocolate

Todas as notícias publicadas neste blog no dia 1 de Abril eram obviamente falsas, e tinham como único proposito descontrair um pouco e alegrar o ar normalmente demasiado sem graça deste blog...
Agradeço a inclusão na compilação efectuada pelo Tek Sapo, onde quem tiver gostado pode procurar outras "notícias" e falsidades do género propaladas por outros autores no 1º de Abril, entre os quais também se inclui o CEO da Sun, Jonathan Schwartz.


Para amenizar quaiquer amargos de boca que tenha causado com esta diversão, junto incluo uma receita de bolo de chocolate, cortesia do site Gastronomias:


Bolo de Chocolate I


Colaboração de TIMSP

Ingredientes:

Massa:
1 dl de água
75 g de chocolate em pó
300 g de açúcar
250 g de farinha
5 ovos
1 dl de óleo
1 colher (de café) de sal fino
3 colheres (de chá) de fermento em pó
1 colher (de sopa) de açúcar

Creme:
100 g de açúcar
250g de margarina
2 ovos
1 fio de leite
80 g de chocolate em barra
chocolate granulado (a gosto)

Confecção:

Massa: Leve ao lume a água na qual se desfaz o chocolate em pó.
Num recipiente mistura-se o açúcar, a farinha, as gemas, o óleo, o fermento, o sal e o chocolate já desfeito.
Mexe-se tudo muito bem!
Batem-se as claras em castelo, adicionando a colher de açúcar quase no final, de modo a ficarem bem firmes.
Juntam-se as claras ao preparado, mexendo novamente muito bem.
Leva-se a cozer no forno em forma (sem buraco) previamente untada com manteiga.
Creme: Mistura-se o açúcar com a margarina previamente derretida.
Juntam-se os ovos inteiros.
Por fim adiciona-se o chocolate já derretido no fio de leite. Deixa-se arrefecer cerca de 45 min. a 1 hora, até obter a consistência necessária para barrar o bolo.
Corta-se o bolo na horizontal (a meio) e recheia-se com parte do creme.
Cobre-se todo o bolo com o restante e por fim com o chocolate granulado.

01 abril 2008

Microsoft anuncia aquisição da Universidade de Évora

A Microsoft finalizou hoje um ciclo de aquisições, que lhe permitirá consolidar a sua posição no mercado Português de TI. Após as aquisições de vários Institutos Públicos, a Universidade de Évora surge como objectivo estratégico para 2008. Segundo o responsável de Relações Públicas da empresa, Bardos Santos "a Universidade de Évora estava a impedir o mercado de funcionar, com a sua insistência no Software Livre [...], os alunos estavam insatisfeitos e revoltaram-se pedindo produtos da Microsoft". Segundo Bardos Santos de agora em diante será possível dar "um novo impulso competitivo a esta Universidade formando alunos bem preparados para a realidade de mercado de trabalho que os espera". A empresa anunciou que irá revitalizar os centros de investigação da Universidade nomeando para presidente Balas Dias, que é "já bastante experiente neste tipo de funções". Referiu ainda que o conhecido sistema operativo desenvolvido na Universidade será completamente re-escrito em .NET e renomeado para Nullinex.

Bom 1º de Abril

ESOP multada pela Comissão Europeia

Outra notícia inesperada que acaba de me ser comunicada

Após anos de litígio a Comissão Europeia resolveu multar a ESOP, por ter implementado o Monopólio 2.0 nas TI Portuguesas. A questão, que já não era nova e tinha mesmo sido anunciada por inúmeros profetas, veio a revelar-se mais grave do que se previa. Segundo a Comissária Europeia Amélia Gois, os principais problemas centravam-se na "falta de interoperabilidade dos produtos Open Source, provocados pelo código que apesar de aberto não estava suficientemente comentado". Amélia terá mesmo dito "era mais fácil fazer reverse engineering dos protocolos Microsoft do que ler código feito pelas empresas da ESOP"."



Bom 1º de Abril

Apple vai ter MACs com Ubuntu

Outra notícia inédita que acaba de chegar à redacção:

"A Apple acaba de anunciar que vai começara distribuir computadores pré-instalados com Ubuntu Linux. O acordo assinado entre Steve Jobs e Mark Shuttleworth prevê que esses computadores tenham a cor laranja típica do Ubuntu."

Estamos todos na expectativa de ver Steve Jobs extraindo Ohs, Uaus e outras expressões maravilhadas a mostrar os efeitos 3Ds do Compiz num Mac.

Bom 1º de Abril

Linux Foundation proibe mais distribuições de Linux

Acabo de receber informação em primeira mão, que passo a transcrever:

" A Linux Foundation acaba de proibir mais distribuições de Linux e ameça cortar a internet aos incumpridores. Numa tentativa de travar a proliferação de distribuições, a qual se torna um quebra cabeças para os utilizadores finais, a respeitada fundação decidiu tomar medidas drásticas. Segundo o porta voz do Comité Central desta fundação "quem for apanhado a re-inventar a roda vai ficar mesmo sem Internet, ou pior ainda com um modem de 56K". O mesmo se aplica a quem inventar mais editores de texto, ambientes gráficos, clientes de email e navegadores web. De acordo com o mesmo porta voz "a nossa política é bem clara: existem regimes de quotas para cada especialidade [...], quem estiver com vontade de inventar é bom que vá para a área de multimédia, drivers ou integração". Linus Torvalds está de acordo e terá dito mesmo dito "it must finnish". Já Richard Stallman discorda por completo da inicitiva. Segundo afirma "o problema está mal formulado desde o início: o correcto seria proibir mais distribuições de GNU/Linux".

Bom 1º de Abril

30 março 2008

A marca OpenOffice








"Não sei que software é este, nunca ouvi falar"
"Não conheço isto, só sei trabalhar com o Microsoft Office"
"É uma desconsideração darem-nos um software gratuito para trabalharmos em vez de nos comprarem uma aplicação decente"

Tratam-se de casos que aconteceram quando há algum tempo atrás uma entidade tentou a introdução o OpenOffice.org sem efectuar acções de sensibilização e formação.

Há duas lições a tirar daqui:
1- No caso de uma mudança para o OpenOffice.org, como para qualquer outra aplicação, é necessário planear a mudança do ponto de vista dos utilizadores. A explicação da razão da mudança, um mínimo de formação, são indispensáveis. Se não existirem, o projecto falhará.
2- O OpenOffice.org é ainda desconhecido do grande público.

A implementação do OpenOffice.org em Portugal deu alguns saltos significativos nos últimos tempos:
  • existe uma versão portuguesa completamente localizada
  • essa versão portuguesa é actualizada em sincronismo com a versão internacional, e disponibilizada praticamente em simultâneo
  • existe dois sítios na internet, o pt.openoffice.org e o look2oo, com bastante informação sobre o OpenOffice.org, incluindo um wiki e um forum.
  • foram reformuladas as listas de correio para comunicação entre a comunidade
  • o OpenOffice.org foi distribuído em todas as escolas portuguesas em cooperação com o Ministério da Educação
  • já são difíceis de encontrar informáticos que não conheçam o OpenOffice

Contudo, muitos desses informáticos só ouviu falar do OpenOffice, nunca o instalou; e o OpenOffice.org ainda não chegou ao "grande público". Experimentem só ir ao Staples com um documento em ODF e tentar que o imprimam..

É essa a nova tarefa de quem acredita no software livre, ou de quem apenas utiliza o OpenOffice.org gratuitamente e o aprecia, e que gostaria de contribuir de volta. A tarefa de criar a "marca OpenOffice" em Portugal. Torná-lo conhecido, e reconhecido como a grande aplicação que é. Tornar o OpenOffice um software que todos conhecem e recomendam. Nos tempos de hoje, chama-se a isso "criar uma marca". Quem não tem tempo nem interesse para investigar que roupa vestir, que computador comprar ou que software usar, guia-se pelos outros. É a realidade. Uma marca é reconhecida como um certificado de qualidade para quem não quer fazer a sua própria investigação sobre o que deseja comprar o utilizar. E como nem todos querem ser informáticos, temos de ajudar os não-informáticos a conhecer e a escolher o OpenOffice. Com conversas. Com sessões de divulgação em cscolas, associações empresariais e sindicais. Com cartas a Câmaras Municipais e a lojas de informática. Com distribuição de CDs ou de folhetos. Com artigos em blogs. Com publicidade. Com o que for preciso.

É isso que pedimos a todos os que têm utilizado o OpenOffice.org gratuitamente. Que retribuam e que contribuam dentro das suas possibilidades
  • os que têm mais tempo e mais motivação, e que podem colaborar de uma forma activa e regular podem-se inscrever na lista de marketing. Em breve serão contactados
  • os que apenas podem ou querem colaborar esporadicamente podem-se inscrever na lista geral. Em breve terão tarefas ocasionais em que poderão colaborar, quando quiserem, no que quiserem
  • todos os outros podem-se inscrever na lista de newsletter e ir contando aos amigos e colegas o que vai acontecendo com o OpenOffice.org
Para a inscrição em qualquer destas listas é necessária o registo gratuito na grande Comunidade do OpenOffice.org

Nota: OpenOffice.org é a marca registada deste software. Mas a "marca OpenOffice" é a que se encontra mais vulgarizada. A comunicação formal deverá sempre falar de OpenOffice.org. Informalmente, OpenOffice é uma boa abreviatura.

28 março 2008

OpenOffice.org 2.4 disponível no novo site pt.openoffice.org






A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia a versão 2.4 da alternativa livre ao Microsoft Office, e o seu novo sítio na Internet

A comunidade portuguesa do OpenOffice.org, que integra voluntários individuais e as empresas Caixa Mágica, Intraneia e Sun Microsystems, anuncia o lançamento da versão 2.4 do OpenOffice.org, e a remodelação do seu sítio na Internet
http://pt.openoffice.org

Esta nova e melhorada versão da suite de office de código aberto mais utilizada em todo o mundo proporciona uma alternativa viável e legal ao Microsoft Office . O OpenOffice.org 2.4 inclui novas funcionalidades, melhorias e correcções e protege os utilizadores de potenciais ataques entretanto descobertos.


Melhoramentos no OpenOffice.org 2.4

Os utilizadores irão apreciar mudanças como uma impressão mais fácil e a possibilidade de arquivo de documentos em formato PDF/A, uma norma ISO. A fonte padrão é agora DejaVu, que suporta mais idiomas que a anterior BitStream Vera. Os utilizadores de Mac OS X irão apreciar a utilização do player Quicktime e do corrector ortográfico nativos..

O Processador de Texto do OpenOffice.org permite agora uma mais fácil selecção do idioma para correcção ortográfica. E a selecção de texto foi melhorada, tal como a função de 'encontrar e substituir.

Os utilizadores regulares da Folha de Cálculo do OpenOffice.org apreciarão a racionalização da entrada de dados e fórmulas. Outros novos recursos incluem uma função inteligente de “mover e copiar “ para blocos de células, a capacidade de transformar dados em colunas; e melhorias na impressão, filtragem de dados, e no Data Pilot.

Os módulos de Desenho e Apresentação estão mais fáceis de utilizar e têm capacidades de gravação em formato PDF melhoradas. O módulo de Apresentação tem agora uma fascinante gama de transições com efeitos 3D suportados através de uma extensão.

O módulo Gráfico, utilizado em todo OpenOffice.org, continua a evoluir rapidamente. Os novos utilizadores beneficiam de escolhas por omissão mais inteligentes. Os utilizadores avançados têm mais opções que lhes permitem afinar um gráfico exactamente da maneira que pretendem.

A aplicação de Base de Dados suporta agora MS-Access 2007 (ficheiros accdb) , e tem capacidades reforçadas na utilização das bases de dados MySQL, Oracle / JDBC, e HSQL (a BD nativa). O Query Designer também foi melhorado.

O OpenOffice.org em Portugal

A Comunidade Portuguesa do Openoffice.org anuncia também a remodelação do seu sítio em língua portuguesa, http://pt.openoffice.org , que conta agora com novas secções: “O que é”, “Download”, “Ajuda”, “Colaborar”, “Distribuir”. Existe a possibilidade de inscrição numa Newsletter e de esclarecimento de dúvidas através de um forum.

A comunidade portuguesa do Openoffice.org está em franca expansão, em número utilizadores e de colaboradores. O OpenOffice,.org é cada vez mais reconhecido em Portugal como uma alternativa séria e profissional, para uso individual ou nas empresas.

O presente e o futuro

O OpenOffice.org tem já dezenas de milhões de utilizadores em todo o mundo. Existem várias implementações gigantes, como no Banco do Brasil, com 100.000 utilizadores, ou na Polícia francesa, com 90.000. Muitas mais referências estão disponíveis em http://wiki.services.openoffice.org/wiki/Major_OpenOffice.org_Deployments)

Em Portugal, os utilizadores contam-se por largos milhares. Quando do lançamento da versão 2.2 foram feitos 8.000 downloads só na primeira semana.

O próximo lançamento do OpenOffice.org, a versão 3.0 será feito em Setembro de 2008


Sobre o OpenOffice.org

O OpenOffice.org Comunidade é uma equipa internacional de voluntários e empresas, incluindo a fundadora Sun Microsystems, a Novell, a Red Hat, a IBM, e a Red Flag, que desenvolvem, traduzem, apoiam e promovem a suite de produtividade de código aberto OpenOffice.org ®.

O OpenOffice.org usa o OpenDocument Format, uma norma internacional (ISO/IEC 26300 ), bem como os formatos de arquivos clássicos, como os do Microsoft Office,. Está disponível nas principais plataformas de computação em mais de 80 idiomas.

O software OpenOffice.org é fornecido sob a licença “Lesser GNU Public Licence” (LGPL), e pode ser utilizado gratuitamente, para qualquer propósito, privado ou comercial.

Links

Download gratuito do OpenOffice.org 2.4:
http://pt.openoffice.org/download/download.htm

O que há de novo: http://www.oooninja.com/2008/03/new-features-openofficeorg-240.html

Todas as novas funcionalidades: http://wiki.services.openoffice.org/wiki/New_Features_2.4


Mais informações sobre o OpenOffice.org

O OpenOffice.org em Portugal:
http://pt.openoffice.org

O OpenOffice.org no Mundo: http://www.openoffice.org



13 março 2008

Comissâo Europeia aumenta utilização de software open source

A Comissão Europeia afirma que irá previlegiar em certos casos o software open source, especificar a utilização de normas abertas para aquisições futuras, e criar internamente um conjunto de boas práticas para a utilização de software open source.

Transcrevo aqui a notícia no site Open Source News da Comissão Europeia:

"Num documento publicado na semana passada, a Comissão Europeia faz entre outras a afirmação de que "O software Open Source irá ser a plataforma preferida para o desenvolvimento e implementação de todos os novos projectos em que se anteveja a utilização e a implementação por parceiros fora da infra-estrutura da Comissão".

De acordo com o documento, a CE é um adoptante precoce do Open Source. Um primeiro documento de estratégia sobre este tipo de software foi apresentado em 2000. No entanto, esta é a primeira vez a Comissão Europeia publica um tal documento. Valerie Rampie, porta-voz de Siim Kallas, o comissário europeu que é responsável pelos assuntos administrativos, disse que a publicação da estratégia é "essencialmente para fins de informação".

A Comissão Europeia escreve que a sua comunidade de Tecnologia de Informação tinha adoptado a sua estratégia de Open Source após "uma profunda consulta na comunidade". A seguir à afirmação da sua preferência pela Open Source para novos projectos, a Comissão Europeia decidiu que "a Comissão deve promover a utilização de produtos que suportam normas abertas e bem documentadas para todos os futuros desenvolvimentos e futuros procedimentos de aquisição". A interoperabilidade é uma questão crítica para a Comissão, e a utilização de normas abertas bem estabelecidas é um factor-chave para a atingir e a apoiar.

A Comissão espera reforçar a sua estratégia interna com os seus projectos externos sobre Open Source, que fazem parte de seu programa IDABC sobre serviços interoperáveis de Administração Pública electrónica. "O software Open Source desempenha um papel importante nos projectos da Administração Pública electrónicas e na interoperabilidade no seu sentido mais amplo.""

05 março 2008

Virtualização livre


Qual é o programa de virtualização que funciona em Windows, Linux, Mac e Solaris, suporta sistemas virtuais Windows NT 4.0, 2000, XP, Server 2003 e Vista), DOS/Windows 3.x, Linux (Debian, Fedora, openSUSE, Mandriva, PCLinuxOS, Red Hat e Xandros), OpenBSD, ocupa 30 MB em disco, tem custo zero e tem o seu código aberto com lineça GPL?

O VirtualBox foi considerado pela DesktopLinux.com como "o melhor software de virtualização de que nunca ouviu falar"..

Bem, já ouviram falar. Experimentem. Não custa mesmo nada, nem em dinheiro, nem em tempo.

04 março 2008

Open Source as alternative








Usa alguma aplicação comercial, e procura uma alternativa em software de código aberto? Este é o site para encontrar essa alternativa: www.osalt.com

28 fevereiro 2008

Grupo Português de Utilizadores Java Promove Primeiro Encontro Nacional


O PT.JUG - Grupo Português de Utilizadores Java anuncia a realização da sua primeira reunião no próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, no Hotel Príncipe Lisboa. O PT.JUG é uma associação virtual de profissionais ou estudantes com ligação à plataforma tecnológica Java(tm) e tem sede no ciberespaço, no endereço http://www.java.pt. O PT.JUG tem como missão ajudar os seus membros a proteger o investimento na Plataforma Java, através da partilha de conhecimento sobre a tecnologia, a sua concorrência e o mercado local. Criado em Setembro de 2007, o Grupo Português de Utilizadores Java conta já com mais de 200 membros.

O primeiro encontro é composto por sessões que contam com a participação de voluntários do Grupo Português de utilizadores Java. Os temas são os seguintes:

- Apresentação do PT.JUG - Ruben Badaró, Hugo Palma e Fernando Fernandez
- Apresentação Sun Microsystems
- Developes Java: o que as empresas dizem que precisam mesmo mesmo - Fernando Fernandez
- Lightweight grids with Terracotta - Cesário Ramos
- Web 2.0 em Java com Google Toolkit - Hugo Pinto

A participação no evento é gratuita e as inscrições podem ser efectuadas em JUG Events.

O novo modelo económico do software

A propósito da recente compra da MySQL, o mais recente post do Jonathan Schwartz, CEO da Sun M icrosystems, descreve o modelo económico do software de código aberto do ponto de vista da Sun e da MySQL.

"As empresas que distribuem livremente os seus produtos, em vez de lhes limitar o acesso através do preço ou de licenças proprietárias, estão simplesmente a prioritizar a adopção versus a facturação imediata"

"Há um modelo económico claro à volta do software de código aberto, resumido de uma forma eloquente por Marten Mickos, CEO da MySQL: o espectro do mercado inclui os que têm mais tempo que dinheiro, que formam as comunidades de programadores e utilizadores de software livre; e aqueles com mais dinheiro que tempo, que celebram acordos comerciais de suporte, tipicamente em empresas mais maduras. Para se triunfar no final, é necessário ganhar em ambos os lados deste espectro - com o mesmo produto. Só a liberdade resulta"

25 fevereiro 2008

Os favores da Microsoft

O anúncio da Microsoft da publicação das interfaces com vários dos seus principais produtos contém vários aspectos positivos:
- após anos de guerra com a Comissão Europeia, várias multas e condenações, a Microsoft vê-se na circunstância de ter de publicar vários protocolos de comunicação com alguns dos seus principais produtos.
- empresas comerciais que estejam disposta a pagar as royalties pedidas pela Microsoft terão mais facilidade em interagir com os seus produtos

Contém também uma grande armadilha:
- ao realçar as patentes que considera ter em vários domínios, prepara-se para exercer acções judiciais para quem considerar estar a "fazer dinheiro" com a sua propriedade intelectual. Mesmo que essa patentes não sejam reconhecidas na Europa, e que várias delas não façam sentido (ex: patente por representar um documento de texto em XML).

Sobre isto tudo, recomendo o extenso artigo no site Groklaw.

A Microsoft sempre utilizou a propridade intelectual de outros. Sempre copiou descaradamente o "look and feel" da Apple, imitou o aspecto do Wordperfect no Word, baseou o Internet Explorer no NSCA Mosaic, apoiou-se nítidamente na plataforma Java para criar a plataforma .NET e C#. Que seria da Microsoft se tivesse de pagar direitos pela Internet, pelo TCP/IP. pela World Wide Web? Todos aprendemos com todos. Mas quando se trata do que a Microsoft produz, tudo é fechado, protegido por patentes, códigos secretos, propriedadee intelectual...

Este anúncio, com disse, facilitará a vida às empresas comerciais que queiram interagir com o "mundo Microsoft". Mas deixa a ameaça sobre o mundo do software livre - "paguem ou.."

O que acima de tudo deveremos promover é a utilização de normas abertas, sem royalties, sem descriminações, como o TCP/IP, base da Internet.

Com normas abertas conseguiremos um mundo em que não tenhamos de pagar imposto para ler o mail (patentes de Exchange/MAPI), que não teremos de pagar imposto para ler os documentos que produzimos (patentes de MS Office), para ouvir música (patentes de WMA).

Com normas realmente abertas, com software livre, não dependeremos dos favores de ninguém.

16 fevereiro 2008

O fim do formato HD-DVD ?

Ao que consta, está para breve o anúncio pela Toshiba do fim da produção de sistemas com o formato HD-DVD. Isto segue-se ao anúncio da Warner de que iria apenas produzir filmes no formato Blu-ray Disc

Lá se vai neste caso a teoria da coexistência de múltiplos formatos, tão do gosto dos adeptos do OOXML..

15 fevereiro 2008

Ajuda a escolher o local da próxima conferência do Openoffice.org

As conferências da comunidade do OpenOffice.org são fantásticas, aprende-se imenso e conhece-se muita gente interessante. Já tive a felicidade de ter ida a duas, em Hamburgo e em Barcelona. (fui eu que paguei pessoalmente as despesas, para quem quiser saber).

Podemos agora contribuir para escolher o local da próxima conferência. As opções são:
     * Amsterdão, Países Baixos
* Beijing, China
* Bratislava, Eslováquia
* Budapeste, Hungria
* Dundalk, Irlanda
* Orvieto, Itália

Mais detalhes aqui

Podem participar na escolha todos os membros da comunidade do Openoffice.org

Quem ainda não é membro está convidado a participar na comunidade OpenOffice.org


14 fevereiro 2008

OpenOffice.org Release Candidate1





A Release candidate 1 do OpenOffice.org já está disponível em inglês e outras línguas. Algumas implementações em português já estão disponíveis no mirror da FEUP (Obrigado ao NEACM)

10 fevereiro 2008

Os melhores downloads de 2007

Segundo a CNET, são estes os melhores downloads de 2007 :


5. Crossloop - acesso remoto (só para windows.....)

4. Pidgin - Messenger multi-plataforma

3. Miro - Internet TV e Video player

2. Audacity - audio recording


e

1. Openoffice.org - Tratamento de texto, Folha de cálculo, Apresentações, Base de Dados, Desenho

Observatório de Open Source da Comissão Europeia -Janeiro de 2008

Está disponível a edição de Janeiro das Open Source News do IDABC (Comissão Europeia).

Há um artigo sobre a partilha de software entre as Autarquias Locais da Suécia, um exemplo a seguir num país com problemas orçamentais como o nosso.

É mencionada a migração de 70.000 postos de trabalho para Linux na Polícia francesa, um marco muito importante na implementação de software livre na Europa

Ainda em França, um estudo económico encomendado pelo presidente Nicolas Sarkozy aconselha que seja incentivada a concorrência entre o software proprietário e o software open-source. A utilização de software open-source ajuda as empresas a reduzir os custos em Investigação e Desenvolvimento em pelo menos 36 por cento.

Os outros artigos:
SL: Open Source Internet strategy for gerontology research centre [31 January 2008]

EU: EU publishes public license in 22 languages, considers upgrade [31 January 2008]

ES: University of Zaragoza promotes Open Source [29 January 2008]

FR: Guide for governmental use of Open Source [24 January 2008]

EU: Organisation to represent Open Source SMEs [24 January 2008]

NL: Monitor to ensure openness of public IT [22 January 2008]

DK: Denmark to study effect on competition of ODF and Ooxml [22 January 2008]

BG: Government to study public use of Open Source [17 January 2008]

IT: Ministry asked to clarify spending on Open Source [17 January 2008]

------------------------------------------------------------------------

EVENTS -- Upcoming Free/Libre/Open Source Software Events:


NL: Joomla! Open Source content management system conference [04 April 2008]
http://ec.europa.eu/idabc/en/document/7341/472

BE: Fosdem 2008 - Free and Open source Software Developers' European Meeting [23 January 2008]
http://ec.europa.eu/idabc/en/document/7333/472

Os bolsos


Quando alguma situação de menos transparência, mesmo que legal, é denunciada, logo chovem acusações de "todos fazem o mesmo", "o que tu queres é encher os teus bolsos".

É sintomática esta atitude de encarar os clientes como alguèm que "enche os bolsos" de alguém. A concorrência é vista apenas na perspectiva de "que bolsos se vão encher" e não de escolher a melhor solução financeira e técnicamente.

Sei que tenho estado a irritar profundamente essas pessoas. No sentido de lhes dar uma dia mais feliz, aqui incluo um conjunto de bolsos. Encham os bolsos, irmãos.

04 fevereiro 2008

Caixa Mágica nas e-iniciativas

Transcrevo aqui um comunicado da ESOP, sobre algo que é realmente marcante. Uma oferta de Linux num portátil dirigido às escolas. Já tínhamos a oferta dual-boot, agora temos uma oferta completamente livre. Infelizmente surge em circunstâncias não-concorrenciais, não tendo sido autorizado que a vantagem económica do software open-source fosse visível para os utilizadores.
Mas, para além das que conhecemos sobejamente como vantagens do software livre, ainda sobressaem duas, que temos de mostrar a todos os que pudermos (e que tal uns vídeos no youtube) :

- A velocidade de abrir uma aplicação em Linux versus uma aplicação semelhante em Windows Vista ! ( o efeito BOM! BOM !)
- A interface gráfica com Compiz versus o triste Aero do Windows Vista. ( o efeito UAU! )


"O programa e-Escolas conta agora com uma oferta Open Source. Esta nova opção, integrada no
programa, consiste no fornecimento de computadores portáteis pré-instalados com sistema
operativo Linux, acesso à Internet 3G e aplicações de produtividade. A iniciativa partiu da Caixa
Mágica Software, empresa associada da ESOP, em parceria com a Fujitsu Siemens e com a TMN.
Esta opção está disponível desde ontem para o modelo Fujitsu Siemens Esprimo com o operador
TMN, mas a oferta será alargada a outros fornecedores de hardware e a outros operadores muito
brevemente.
A solução Linux Caixa Mágica 12 presente no programa e-Escolas inclui:
- Sistema operativo Linux
- Aplicações de produtividade (OpenOffice 2.3, Firefox 2, Email, Messaging, ...)
- Suporte telefónico e via Web durante 2 anos;
- Manual de utilização e configuração em formato digital;
- Módulo de e-Learning de introdução ao Linux e
- Sistema de reposição automático.
Mas informações no site da Caixa Mágica e no das e-iniciativas

03 fevereiro 2008

À sucapa

Juro que tenho muito mais intereresse em falar das novas adopções de Linux e OpenOffice.org, das inovações gráficas do Compiz, do melhorado suporte de placas gráficas em Linux, do novo KDE 4. Lá irei, em posts posteriores. Mas não consigo conter a irritação que me causa o saber que enquanto neste e noutros blogs simpatizantes e empregados da Microsoft apregoam a liberdade de escolha, recebo notícias de dois Ministérios que renovaram os famigerados Acordos Microsoft. Como de costume, sem consulta à concorrência. Como de costume, no valor de alguns milhões de Euros. Como de costume, por ajuste directo. Como de costume, sem publicação em Diário da República. Como de costume, negociado à sucapa num qualquer gabinete.
E não me peçam provas! Digam-me é quando foi a última vez que foi publicada uma consulta para sistemas operativos e offices.

Entretanto se alguém souber da publicação de algum destes contratos, agradeço imenso. Eu não consigo encontrar um único...

31 janeiro 2008

175.000 dólares para quem inovar em OpenOffice.org

Vai decorrer entre entre 30 de janeiro e 23 de junho de 2008 um Programa de Inovação da Comunidade de OpenOffice.org, e para a qual a Sun Microsystems contribui com prémios de 175.000 dólares.

Há 6 categorias de prémios:
    • Técnico
      Comunidade (marketing, imagem)

    • Ferramentas
    • OpenDocument Format (ODF

    • Documentação

    • Especial

Ver a press release

Disponível versão beta de Openoffice.org 2.4

Já está disponível um "developer snapshot" do OpenOffice.org 2.4, para quem quiser ir experimentando.

De novo no OOo 2.4:
  • Melhor suporte para as extensões
  • - online help
  • - online update
  • Suporte de PDF/A (ISO 19005-1), noema para arquivo digital
  • Suporte de HTTPS para WebDav
  • Selecção por blocos rectangulares de texto nos documentos
  • Implementação de Insert-Movie and Sound com QuickTime
  • "+" e "-" podem agora ser utilizados para iniciar uma fórmula na folha de cálculo
  • Desenho de relações de entidades também com MySQL
  • E muitas outras funcionalidades

Esta será a última versão antes do OpenOffice.org 3.0

25 janeiro 2008

Afinal em que ficamos?

Têm andado a dizer-nos o que não era de todo lógico, que o formato OOXML resolvia o problema de compatibilidade com os formatos anteriores. Ouvi o mesmo de técnicos da Microsoft em Portugal.

Súbitamente Brian Jones da Microsoft afirma que a Microsoft na sua bondade infinita ( ou será por pressão de muitos países...) resolveu lançar um projecto open-source para criar ferramentas de software e documentação sobre como transformar os formatos binários Microsoft Office em OOXML (DIS 29500).


"Prescriptive guidance on, or tools to enable, transformation from Microsoft Office "binary" file formats (i.e., .doc., .xls, and .ppt) (the "Binary Formats") to Office Open XML formatted files is not the intention or in scope of DIS 29500."

"Nonetheless, Ecma International discussed this subject with Microsoft Corporation, the author of the Binary Formats. To make it even easier for third party conversion of Binary Format-to-DIS 29500, Microsoft agreed to
  • Initiate a Binary Format-to-ISO/IEC JTC 1 DIS 29500 Translator Project on the open source software development web site SourceForge (http://sourceforge.net/ ) in collaboration with independent software vendors. The Translator Project will create software tools, plus guidance, showing how a document written using the Binary Formats can be translated to DIS 29500. The Translator will be available under the open source Berkeley Software Distribution (BSD) license, and anyone can use the mapping, submit bugs and feedback, or contribute to the Project. The Translator Project will start on February 15, 2008.
  • Make it even easier to get access to the Binary Formats documentation by posting it and making it available for a direct download on the Microsoft web site no later than February 15, 2008. The Binary Formats have been under a covenant not to sue and Microsoft will also make them available under its Open Specification Promise (see www.microsoft.com/interop/osp) by the time they are posted."
Tenho sobre isto dois comentários:

- Salvaguardando o facto de que poderão haver questões legais relativamente à OSP e portanto relativamente à livre utilização deste informação, é um momento histórico ver a Microsoft a publicar aqueles formatos que sempre fechou com unhas e dentes.

- Mas se afinal é necessário um programa, um tradutor, para a conversão de formatos binários do Microsoft Office 2003 para OOXML, quer dizer que não basta implementar o formato para ter a conversão feita ! É necessário, obviamente, um conversor.....

Alto lá, mas não é isso mesmo que se faz em relação ao ODF, nomeadamente com o conversor "Sun ODF Plugin for Microsoft Office"?

Então afinal porque precisamos de um novo standard?

Mais informações em Groklaw