22 abril 2007

Linux 2007: o melhor

Que semana! O lançamento do Ubuntu 7.04 ! O lançamento do Thunderbird 2.0. Ambos provavelmente ignorados pela nossa imprensa, mas não pelo numero crescente dos seus utilizadores.. E o melhor Encontro Linux de sempre!

A qualidade anunciada dos oradores não desapontou, antes excedeu as minhas expectativas. Saber em primeira mão da adopção de Linux e OpenOffice.org em Munique, ouvir de viva voz os co-fundadores dos projectos PHP e SugarCRM, ter o privilégio de ouvir a a paixão de Sérgio Amadeu, ouvir a evolução dos projectos nos Ministério da Justiça..dei 5 na maior parte da avaliações das várias intervenções. Felicito vivamente Sybase, a Caixa Magica e a Adetti, o Eduardo Taborda, o Rui Ribeiro, a Sofia Luz, o Paulo Trezentos, e os demais envolvidos na organização. Espero que as apresentações estejam disponíveis na net em breve. Só tenho duas sugestões adicionais:
- sei que é uma decisão complicada, por causa dos gastos, mas o evento já merece um espaço maior
- o debate estava muito muito orientado para a Microsoft. Que tal algo mais positivo, como obter um comunidade mais interventiva, ou discutir o que é possível fazer em Portugal para aumentar a adopção do software livre?

9 comentários:

Anónimo disse...

"ou discutir o que é possível fazer em Portugal para aumentar a adopção do software livre?"

Essa parte é fácil: apresentar as vantagens. O difícil é arranjar quem não prefira perder tempo a falar mal da concorrência (como já disseste).

Mário disse...

Falar apenas das vantagens não basta. Muitos clientes escolhem Microsoft porque é Microsoft, independentemente do mérito (ou desmérito) tecnológico.

Estou verdadeiramente curioso para saber como correu o "debate" com o representante da Microsoft (o Marco Santos?). Existe algum vídeo ou transcript das intervenções?

Tomás Matos disse...

Eu sou um recém chegado à comunidade do Open souce, mas acho que as pessoas e especialmente as empresas se habituam rapidamente se os informáticos instalarem o openoffice (configurado a guardar os documentos em formato MS), o Firefox, o Thunderbird e um antivirus gratuito o comodo. Depois de o utilizador trabalhar com as ferramentas de produtividade OS, abandona a MS, pois não necessita do windows para nada

Tomás Matos disse...

É triste ver o governo a dar fortes apoios estratégicos à Microsoft, que emprega maioritariamente comerciais que nada desenvolvem de novo. Seria muito mais inteligente apoiar projectos opensource com know how nacional, iria desenvolver a massa cinzenta que nos falta, e não iria-mos necessitar nem de investimento estrangeiro, nem ficar não mão de ninguém. Como se pode ser tão atrazado, alguem está certamente a lucrar fortemente com esta situação.

pvilela disse...

Em relação ao debate, creio não haver video ou transcript.

Os temas levantados pelo moderador foram:
- Estudos contraditórios sobre TCO (software aberto vs proprietário)
- Impacto do Vista (oportunidade de mudança vs aversão à mudança)

O moderador invocou estudos contraditórios. A mesa defendeu que cada empresa ou organismos deveriam fazer os seus próprios cálculos.

Um ponto que referi é que em relação ao Office não há UM ÙNICO estudo que não refira que é mais vantajoso mudar para OpenOffice.org que permanecer em MS Office

Foi divertido ouvir o Marcos Santos falar dos pergaminhos da Microsoft da MS relativamente á interoperabilidade, referindo por exemplo os acordos com a Sun. Esses acordos são bilaterais, e onerosos, não por isso são aplicáveis ao mundo do software livre, e representam a perspectiva MS de interoperabilidade: dêem-nos dinheiro e deixamo-vos interoperar conosco. Qualquer menção de normas abertas cai em cesto roto.

O debate com o Sérgio Amadeu e com o Paulo Trezentos foi bem vivo.

pvilela disse...

Tomás, tens toda a razão. Estamos a fazer isso no Ministério da Educação.
(http://blog.softwarelivre.sapo.pt/2007/04/15/cd-sl-nas-escolas/)
A seguir temos de fazer nas empresas.

Anónimo disse...

Eu não vi todas as apresentações mas deixa-me pelo menos dizer que não gostei do exemplo de Munique, aliás acho-o um exemplo muito mau, porque não se aplica a 99% das organizações, se quiseres, para mim o principal problema deles é de estratégia, e por isso acho o caso um péssimo exemplo, parece-me o resultado de se misturar a politica e estratégia de IT.

O Trezentos continua com as piadolas, e o representante da MS foi simpático, porque a dada altura poderia ter retorquido, apontando como exemplo a demonstração dele do beryl, em que a máquina congelou (aliás aconteceu o mesmo ao Sérgio Amadeu quando quis demonstrar o 3d no seu Ubuntu), o que abona a favor da estabilidade e robustez de que ele falava.

Enfim, este tipo de picardias, acho-as pouco interessantes, concordo contigo que os temas deveriam e poderiam ser diferentes.

Alguns dos argumentos do Sérgio Amadeu, são de facto de alguém muito radical, a ideia de que o mundo só necessita de um standard para arquivo de documentos é engraçada, pela argumentação, que se assim fosse, faria imenso pela capacidade de escolher e optar das pessoas e pela inovação.

O problema do DRM, já se escreveu tanto e as pessoas ainda não perceberam que o Vista tem tantos problemas a esse nível como o leitor de HD-DVD ou de Blu-ray que comprares lá para casa, mas é o que dá, só falar malta que não ajuda a informar mas apenas contribui para o barulho e a desinformação.

No resto acho que o evento foi mais profissional que nos anos anteriores, e a esse nível a organização está de parabéns.

Carlos Rodrigues disse...

"o Vista tem tantos problemas a esse nível como o leitor de HD-DVD ou de Blu-ray que comprares lá para casa"

Eu acho que isto é mais um argumento contra o Vista, do que a favor do Vista...

De resto, acho que o evento esteve bom (pelo menos durante a manhã, não pude ficar para a tarde). No entanto, mantém-se o problema do costume... Enquanto a conversa se mantém pelo lado do servidor, entre os números da IDG e os casos de sucesso, as pessoas vão ficando convencidas, mas assim que começam a entrar pelo terreno do desktop, com ataques ad hominem à Microsoft, demonstrações de eye-candy com xterms misturadas e a estourar, o que até aí se tinha ganho perde-se logo.

Já agora, a máquina do Paulo Trezentos não congelou (como qualquer tipo com o mínimo de atenção teria reparado), foi o Beryl que estourou (algo que acontece com bastante frequência). Bastaria corrê-lo novamente a partir da xterm que estava em foreground para reparar o problema.

Anónimo disse...

[Carlos]
"Eu acho que isto é mais um argumento contra o Vista, do que a favor do Vista..."

É um ponto de vista, agora esta questão toda só se levanta porque para o implementares tens licenciamento associado, e como é evidente o mundo do SL não está interessado em fazê-lo, a principal razão é esta.

"Bastaria corrê-lo novamente a partir da xterm que estava em foreground para reparar o problema."

Se bem me recordo ele tentou fazê-lo, mas a máquina não estava a responder... e a qustão é que em tempo útil não o resolveu...