30 março 2006

Linux 2006, a quente

Recém chegado do Linux 2006, as primeiras impressões:
- O auditório este sempre cheio, mas não transbordou como esperava. Mas ontem estavam a rejeitar inscrições.
- A aposta num evento de dia inteiro foi ganha, estava quase tanta gente de tarde como de manhã
- Os pontos de situação da IDC e da Caixa Mágica mostram que a implementação de Linux em particular e de open-source em geral estão a aumentar
- As presenças do Secretário de Estado da Justiça e do Coordenador do Plano Tecnológico mostram que se está a chegar ao centro da Governação. E no caso da Justiça que se está a avançar na mudança.
- Vou falar contra mim - e contra a organização: eram escusadas 4 apresentações a falar de Grids quando há tanto mais sobre que falar. As grids vão ser cada vez mais importantes fora das Universidades, mas se soubesse tinha falado de outra coisa.
- Também era escusado um PC com Windows num evento de Linux. Já tenho feito muitas apresentações em Powerpoint em Windows, e aproveito para chamar a atenção de que a preparei em StarOffice em Linux , e que a conversão demorou ..... 5 segundos. Mas é mau marketing que num evento co-organizado pela Caixa Mágica o PC das apresentações não esteja em Caixa Mágica. Não é fanatismo, é mesmo mau marketing
- À tarde gostei especialmente da apresentação do João Macedo Cunha "Linux num cinema perto de si", dedicada à utilização de Linux nas bilheteiras da Lusomundo. Muito eficaz, e gráficamente muito atraente.
- Tudo no stand da IBM era fantástico....
- Uma das coisas óptimas neste tipo de eventos é o diálogo, quer no debate quer nos intervalos. Mais encontros, mais debates, seriam muito úteis.

Uma das repercussões muito positivas do evento é a atenção mediática concedida. Os artigos no Público e no Computerworld estavem muito visíveis, com referências na primeira página e artigos muito detalhados.

Este é neste momento o grande evento de open-source em Portugal. Pode ainda ser muito maior, se os organizadores se atreverem a isso. É complicado, porque quanto maior o evento maior o risco financeiro, mas acho que valeria a pena, e que conseguiriam ainda muitos mais patrocinadores.

3 comentários:

Anónimo disse...

No Apple Center de Lisboa também usam PC's equipados com Windows... LOL

Lopo Lencastre de Almeida disse...

Só pode crescer se não estiver dependente da Caixa Mágica. Este é, mesmo que alguém o queira dizer diferente, um evento deles, louvável, mas demasiado conectado com uma única marca.

Um abraço.

Lopo Lencastre de Almeida disse...

E hoje em dia a Caixa Mágica é uma empresa e não somente um mero produto de uma associação desinteressada.

Acho que, finalmente, já começa a haver um mercado que permita que a Linux Journal em Português possa sobreviver e que se possa vir a têr um projecto de evento independente de marcas.