16 março 2006

Os bites e as aspirinas

Recomendo uma leitura neste blog "O Jumento".
Nele podem encontrar por exemplo este certeiro artigo "Os Bites e as Aspirinas"
Cumprimentos ao autor


Se há dois mercados muitos semelhantes em Portugal são os mercados dos medicamentos e do software, e não é porque os produtos sejam similares, mas sim porque as práticas são quase as mesmas. E as semelhanças não se ficam pelas regras do jogo, ocorrem também entre os genéricos e o software open source, em ambos os casos os profissionais preferem o mais caro sem explicar bem porquê.

Se perguntarmos a um médico porque prefere prescrever um medicamento de marca em vez de um medicamento genérico, e questionarmos a um informático a razão porque opta, por exemplo, pelo Oficce da Microsoft em vez de escolher o OpenOffice, a resposta é mais a o menos a mesma. O médico dir-nos-á muito provavelmente que o medicamento de marca pode ser ligeiramente mais eficaz, assim como o informático nos vai dizer que o Office tem uma pequena função que o OpenOffice não disponibiliza, e nem o médico nos garante que a tal eficácia infinitesimal é necessária para curar o doente, nem o informático tem a certeza de que a tal função seja necessária ou se será alguma vez utilizada.

Da mesma forma que os medicamentos de marca oferecem viagens a congressos, um serviço de apoio técnico que dispensa esforços adicionais, bajuladores de propaganda médica e mais algumas mordomias, também a compra de software de marca tem as suas vantagens, mas ou menos as mesmas, senão mesmo mais, que os medicamentos de marca.

Tal como nos medicamentos de marca para a mesma doença cada marca oferece o seu medicamento, também para o mesmo tipo de função cada marca de software oferece a sua aplicação. E da mesma forma que os médicos tendem a fidelizar-se especializar-se nos medicamentos de uma determinada marca, também os informáticos são firmes defensores dos produtos de uma ou outra marca.

É mais cómodo esperar que uma marca de software nos resolva o problema, recorrer a uma consultora e, de vez em quando, fazer uma viagem de estudo, do que utilizar uma aplicação em que não há uma empresa para a embrulhar em simpatias e mordomias, nem consultoras para nos fazer o trabalho. No Estado em vez de se gastar o menos possível, não raras vezes a vantagem está em gastar o mais possível.
PS: Se José Sócrates tivesse levado os dirigentes da DGITA à Finlândia estes ficariam a saber (será que não sabem?) que o ministério das Finanças daquele país está mais adiantado no domínio do e-learning e que usa uma aplicação de open source
[Moodle].

4 comentários:

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Anónimo disse...

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