30 março 2008

A marca OpenOffice








"Não sei que software é este, nunca ouvi falar"
"Não conheço isto, só sei trabalhar com o Microsoft Office"
"É uma desconsideração darem-nos um software gratuito para trabalharmos em vez de nos comprarem uma aplicação decente"

Tratam-se de casos que aconteceram quando há algum tempo atrás uma entidade tentou a introdução o OpenOffice.org sem efectuar acções de sensibilização e formação.

Há duas lições a tirar daqui:
1- No caso de uma mudança para o OpenOffice.org, como para qualquer outra aplicação, é necessário planear a mudança do ponto de vista dos utilizadores. A explicação da razão da mudança, um mínimo de formação, são indispensáveis. Se não existirem, o projecto falhará.
2- O OpenOffice.org é ainda desconhecido do grande público.

A implementação do OpenOffice.org em Portugal deu alguns saltos significativos nos últimos tempos:
  • existe uma versão portuguesa completamente localizada
  • essa versão portuguesa é actualizada em sincronismo com a versão internacional, e disponibilizada praticamente em simultâneo
  • existe dois sítios na internet, o pt.openoffice.org e o look2oo, com bastante informação sobre o OpenOffice.org, incluindo um wiki e um forum.
  • foram reformuladas as listas de correio para comunicação entre a comunidade
  • o OpenOffice.org foi distribuído em todas as escolas portuguesas em cooperação com o Ministério da Educação
  • já são difíceis de encontrar informáticos que não conheçam o OpenOffice

Contudo, muitos desses informáticos só ouviu falar do OpenOffice, nunca o instalou; e o OpenOffice.org ainda não chegou ao "grande público". Experimentem só ir ao Staples com um documento em ODF e tentar que o imprimam..

É essa a nova tarefa de quem acredita no software livre, ou de quem apenas utiliza o OpenOffice.org gratuitamente e o aprecia, e que gostaria de contribuir de volta. A tarefa de criar a "marca OpenOffice" em Portugal. Torná-lo conhecido, e reconhecido como a grande aplicação que é. Tornar o OpenOffice um software que todos conhecem e recomendam. Nos tempos de hoje, chama-se a isso "criar uma marca". Quem não tem tempo nem interesse para investigar que roupa vestir, que computador comprar ou que software usar, guia-se pelos outros. É a realidade. Uma marca é reconhecida como um certificado de qualidade para quem não quer fazer a sua própria investigação sobre o que deseja comprar o utilizar. E como nem todos querem ser informáticos, temos de ajudar os não-informáticos a conhecer e a escolher o OpenOffice. Com conversas. Com sessões de divulgação em cscolas, associações empresariais e sindicais. Com cartas a Câmaras Municipais e a lojas de informática. Com distribuição de CDs ou de folhetos. Com artigos em blogs. Com publicidade. Com o que for preciso.

É isso que pedimos a todos os que têm utilizado o OpenOffice.org gratuitamente. Que retribuam e que contribuam dentro das suas possibilidades
  • os que têm mais tempo e mais motivação, e que podem colaborar de uma forma activa e regular podem-se inscrever na lista de marketing. Em breve serão contactados
  • os que apenas podem ou querem colaborar esporadicamente podem-se inscrever na lista geral. Em breve terão tarefas ocasionais em que poderão colaborar, quando quiserem, no que quiserem
  • todos os outros podem-se inscrever na lista de newsletter e ir contando aos amigos e colegas o que vai acontecendo com o OpenOffice.org
Para a inscrição em qualquer destas listas é necessária o registo gratuito na grande Comunidade do OpenOffice.org

Nota: OpenOffice.org é a marca registada deste software. Mas a "marca OpenOffice" é a que se encontra mais vulgarizada. A comunicação formal deverá sempre falar de OpenOffice.org. Informalmente, OpenOffice é uma boa abreviatura.

28 março 2008

OpenOffice.org 2.4 disponível no novo site pt.openoffice.org






A Comunidade Portuguesa do OpenOffice.org anuncia a versão 2.4 da alternativa livre ao Microsoft Office, e o seu novo sítio na Internet

A comunidade portuguesa do OpenOffice.org, que integra voluntários individuais e as empresas Caixa Mágica, Intraneia e Sun Microsystems, anuncia o lançamento da versão 2.4 do OpenOffice.org, e a remodelação do seu sítio na Internet
http://pt.openoffice.org

Esta nova e melhorada versão da suite de office de código aberto mais utilizada em todo o mundo proporciona uma alternativa viável e legal ao Microsoft Office . O OpenOffice.org 2.4 inclui novas funcionalidades, melhorias e correcções e protege os utilizadores de potenciais ataques entretanto descobertos.


Melhoramentos no OpenOffice.org 2.4

Os utilizadores irão apreciar mudanças como uma impressão mais fácil e a possibilidade de arquivo de documentos em formato PDF/A, uma norma ISO. A fonte padrão é agora DejaVu, que suporta mais idiomas que a anterior BitStream Vera. Os utilizadores de Mac OS X irão apreciar a utilização do player Quicktime e do corrector ortográfico nativos..

O Processador de Texto do OpenOffice.org permite agora uma mais fácil selecção do idioma para correcção ortográfica. E a selecção de texto foi melhorada, tal como a função de 'encontrar e substituir.

Os utilizadores regulares da Folha de Cálculo do OpenOffice.org apreciarão a racionalização da entrada de dados e fórmulas. Outros novos recursos incluem uma função inteligente de “mover e copiar “ para blocos de células, a capacidade de transformar dados em colunas; e melhorias na impressão, filtragem de dados, e no Data Pilot.

Os módulos de Desenho e Apresentação estão mais fáceis de utilizar e têm capacidades de gravação em formato PDF melhoradas. O módulo de Apresentação tem agora uma fascinante gama de transições com efeitos 3D suportados através de uma extensão.

O módulo Gráfico, utilizado em todo OpenOffice.org, continua a evoluir rapidamente. Os novos utilizadores beneficiam de escolhas por omissão mais inteligentes. Os utilizadores avançados têm mais opções que lhes permitem afinar um gráfico exactamente da maneira que pretendem.

A aplicação de Base de Dados suporta agora MS-Access 2007 (ficheiros accdb) , e tem capacidades reforçadas na utilização das bases de dados MySQL, Oracle / JDBC, e HSQL (a BD nativa). O Query Designer também foi melhorado.

O OpenOffice.org em Portugal

A Comunidade Portuguesa do Openoffice.org anuncia também a remodelação do seu sítio em língua portuguesa, http://pt.openoffice.org , que conta agora com novas secções: “O que é”, “Download”, “Ajuda”, “Colaborar”, “Distribuir”. Existe a possibilidade de inscrição numa Newsletter e de esclarecimento de dúvidas através de um forum.

A comunidade portuguesa do Openoffice.org está em franca expansão, em número utilizadores e de colaboradores. O OpenOffice,.org é cada vez mais reconhecido em Portugal como uma alternativa séria e profissional, para uso individual ou nas empresas.

O presente e o futuro

O OpenOffice.org tem já dezenas de milhões de utilizadores em todo o mundo. Existem várias implementações gigantes, como no Banco do Brasil, com 100.000 utilizadores, ou na Polícia francesa, com 90.000. Muitas mais referências estão disponíveis em http://wiki.services.openoffice.org/wiki/Major_OpenOffice.org_Deployments)

Em Portugal, os utilizadores contam-se por largos milhares. Quando do lançamento da versão 2.2 foram feitos 8.000 downloads só na primeira semana.

O próximo lançamento do OpenOffice.org, a versão 3.0 será feito em Setembro de 2008


Sobre o OpenOffice.org

O OpenOffice.org Comunidade é uma equipa internacional de voluntários e empresas, incluindo a fundadora Sun Microsystems, a Novell, a Red Hat, a IBM, e a Red Flag, que desenvolvem, traduzem, apoiam e promovem a suite de produtividade de código aberto OpenOffice.org ®.

O OpenOffice.org usa o OpenDocument Format, uma norma internacional (ISO/IEC 26300 ), bem como os formatos de arquivos clássicos, como os do Microsoft Office,. Está disponível nas principais plataformas de computação em mais de 80 idiomas.

O software OpenOffice.org é fornecido sob a licença “Lesser GNU Public Licence” (LGPL), e pode ser utilizado gratuitamente, para qualquer propósito, privado ou comercial.

Links

Download gratuito do OpenOffice.org 2.4:
http://pt.openoffice.org/download/download.htm

O que há de novo: http://www.oooninja.com/2008/03/new-features-openofficeorg-240.html

Todas as novas funcionalidades: http://wiki.services.openoffice.org/wiki/New_Features_2.4


Mais informações sobre o OpenOffice.org

O OpenOffice.org em Portugal:
http://pt.openoffice.org

O OpenOffice.org no Mundo: http://www.openoffice.org



13 março 2008

Comissâo Europeia aumenta utilização de software open source

A Comissão Europeia afirma que irá previlegiar em certos casos o software open source, especificar a utilização de normas abertas para aquisições futuras, e criar internamente um conjunto de boas práticas para a utilização de software open source.

Transcrevo aqui a notícia no site Open Source News da Comissão Europeia:

"Num documento publicado na semana passada, a Comissão Europeia faz entre outras a afirmação de que "O software Open Source irá ser a plataforma preferida para o desenvolvimento e implementação de todos os novos projectos em que se anteveja a utilização e a implementação por parceiros fora da infra-estrutura da Comissão".

De acordo com o documento, a CE é um adoptante precoce do Open Source. Um primeiro documento de estratégia sobre este tipo de software foi apresentado em 2000. No entanto, esta é a primeira vez a Comissão Europeia publica um tal documento. Valerie Rampie, porta-voz de Siim Kallas, o comissário europeu que é responsável pelos assuntos administrativos, disse que a publicação da estratégia é "essencialmente para fins de informação".

A Comissão Europeia escreve que a sua comunidade de Tecnologia de Informação tinha adoptado a sua estratégia de Open Source após "uma profunda consulta na comunidade". A seguir à afirmação da sua preferência pela Open Source para novos projectos, a Comissão Europeia decidiu que "a Comissão deve promover a utilização de produtos que suportam normas abertas e bem documentadas para todos os futuros desenvolvimentos e futuros procedimentos de aquisição". A interoperabilidade é uma questão crítica para a Comissão, e a utilização de normas abertas bem estabelecidas é um factor-chave para a atingir e a apoiar.

A Comissão espera reforçar a sua estratégia interna com os seus projectos externos sobre Open Source, que fazem parte de seu programa IDABC sobre serviços interoperáveis de Administração Pública electrónica. "O software Open Source desempenha um papel importante nos projectos da Administração Pública electrónicas e na interoperabilidade no seu sentido mais amplo.""

05 março 2008

Virtualização livre


Qual é o programa de virtualização que funciona em Windows, Linux, Mac e Solaris, suporta sistemas virtuais Windows NT 4.0, 2000, XP, Server 2003 e Vista), DOS/Windows 3.x, Linux (Debian, Fedora, openSUSE, Mandriva, PCLinuxOS, Red Hat e Xandros), OpenBSD, ocupa 30 MB em disco, tem custo zero e tem o seu código aberto com lineça GPL?

O VirtualBox foi considerado pela DesktopLinux.com como "o melhor software de virtualização de que nunca ouviu falar"..

Bem, já ouviram falar. Experimentem. Não custa mesmo nada, nem em dinheiro, nem em tempo.

04 março 2008

Open Source as alternative








Usa alguma aplicação comercial, e procura uma alternativa em software de código aberto? Este é o site para encontrar essa alternativa: www.osalt.com

28 fevereiro 2008

Grupo Português de Utilizadores Java Promove Primeiro Encontro Nacional


O PT.JUG - Grupo Português de Utilizadores Java anuncia a realização da sua primeira reunião no próximo dia 6 de Março, pelas 18h30, no Hotel Príncipe Lisboa. O PT.JUG é uma associação virtual de profissionais ou estudantes com ligação à plataforma tecnológica Java(tm) e tem sede no ciberespaço, no endereço http://www.java.pt. O PT.JUG tem como missão ajudar os seus membros a proteger o investimento na Plataforma Java, através da partilha de conhecimento sobre a tecnologia, a sua concorrência e o mercado local. Criado em Setembro de 2007, o Grupo Português de Utilizadores Java conta já com mais de 200 membros.

O primeiro encontro é composto por sessões que contam com a participação de voluntários do Grupo Português de utilizadores Java. Os temas são os seguintes:

- Apresentação do PT.JUG - Ruben Badaró, Hugo Palma e Fernando Fernandez
- Apresentação Sun Microsystems
- Developes Java: o que as empresas dizem que precisam mesmo mesmo - Fernando Fernandez
- Lightweight grids with Terracotta - Cesário Ramos
- Web 2.0 em Java com Google Toolkit - Hugo Pinto

A participação no evento é gratuita e as inscrições podem ser efectuadas em JUG Events.

O novo modelo económico do software

A propósito da recente compra da MySQL, o mais recente post do Jonathan Schwartz, CEO da Sun M icrosystems, descreve o modelo económico do software de código aberto do ponto de vista da Sun e da MySQL.

"As empresas que distribuem livremente os seus produtos, em vez de lhes limitar o acesso através do preço ou de licenças proprietárias, estão simplesmente a prioritizar a adopção versus a facturação imediata"

"Há um modelo económico claro à volta do software de código aberto, resumido de uma forma eloquente por Marten Mickos, CEO da MySQL: o espectro do mercado inclui os que têm mais tempo que dinheiro, que formam as comunidades de programadores e utilizadores de software livre; e aqueles com mais dinheiro que tempo, que celebram acordos comerciais de suporte, tipicamente em empresas mais maduras. Para se triunfar no final, é necessário ganhar em ambos os lados deste espectro - com o mesmo produto. Só a liberdade resulta"

25 fevereiro 2008

Os favores da Microsoft

O anúncio da Microsoft da publicação das interfaces com vários dos seus principais produtos contém vários aspectos positivos:
- após anos de guerra com a Comissão Europeia, várias multas e condenações, a Microsoft vê-se na circunstância de ter de publicar vários protocolos de comunicação com alguns dos seus principais produtos.
- empresas comerciais que estejam disposta a pagar as royalties pedidas pela Microsoft terão mais facilidade em interagir com os seus produtos

Contém também uma grande armadilha:
- ao realçar as patentes que considera ter em vários domínios, prepara-se para exercer acções judiciais para quem considerar estar a "fazer dinheiro" com a sua propriedade intelectual. Mesmo que essa patentes não sejam reconhecidas na Europa, e que várias delas não façam sentido (ex: patente por representar um documento de texto em XML).

Sobre isto tudo, recomendo o extenso artigo no site Groklaw.

A Microsoft sempre utilizou a propridade intelectual de outros. Sempre copiou descaradamente o "look and feel" da Apple, imitou o aspecto do Wordperfect no Word, baseou o Internet Explorer no NSCA Mosaic, apoiou-se nítidamente na plataforma Java para criar a plataforma .NET e C#. Que seria da Microsoft se tivesse de pagar direitos pela Internet, pelo TCP/IP. pela World Wide Web? Todos aprendemos com todos. Mas quando se trata do que a Microsoft produz, tudo é fechado, protegido por patentes, códigos secretos, propriedadee intelectual...

Este anúncio, com disse, facilitará a vida às empresas comerciais que queiram interagir com o "mundo Microsoft". Mas deixa a ameaça sobre o mundo do software livre - "paguem ou.."

O que acima de tudo deveremos promover é a utilização de normas abertas, sem royalties, sem descriminações, como o TCP/IP, base da Internet.

Com normas abertas conseguiremos um mundo em que não tenhamos de pagar imposto para ler o mail (patentes de Exchange/MAPI), que não teremos de pagar imposto para ler os documentos que produzimos (patentes de MS Office), para ouvir música (patentes de WMA).

Com normas realmente abertas, com software livre, não dependeremos dos favores de ninguém.

16 fevereiro 2008

O fim do formato HD-DVD ?

Ao que consta, está para breve o anúncio pela Toshiba do fim da produção de sistemas com o formato HD-DVD. Isto segue-se ao anúncio da Warner de que iria apenas produzir filmes no formato Blu-ray Disc

Lá se vai neste caso a teoria da coexistência de múltiplos formatos, tão do gosto dos adeptos do OOXML..

15 fevereiro 2008

Ajuda a escolher o local da próxima conferência do Openoffice.org

As conferências da comunidade do OpenOffice.org são fantásticas, aprende-se imenso e conhece-se muita gente interessante. Já tive a felicidade de ter ida a duas, em Hamburgo e em Barcelona. (fui eu que paguei pessoalmente as despesas, para quem quiser saber).

Podemos agora contribuir para escolher o local da próxima conferência. As opções são:
     * Amsterdão, Países Baixos
* Beijing, China
* Bratislava, Eslováquia
* Budapeste, Hungria
* Dundalk, Irlanda
* Orvieto, Itália

Mais detalhes aqui

Podem participar na escolha todos os membros da comunidade do Openoffice.org

Quem ainda não é membro está convidado a participar na comunidade OpenOffice.org


14 fevereiro 2008

OpenOffice.org Release Candidate1





A Release candidate 1 do OpenOffice.org já está disponível em inglês e outras línguas. Algumas implementações em português já estão disponíveis no mirror da FEUP (Obrigado ao NEACM)

10 fevereiro 2008

Os melhores downloads de 2007

Segundo a CNET, são estes os melhores downloads de 2007 :


5. Crossloop - acesso remoto (só para windows.....)

4. Pidgin - Messenger multi-plataforma

3. Miro - Internet TV e Video player

2. Audacity - audio recording


e

1. Openoffice.org - Tratamento de texto, Folha de cálculo, Apresentações, Base de Dados, Desenho

Observatório de Open Source da Comissão Europeia -Janeiro de 2008

Está disponível a edição de Janeiro das Open Source News do IDABC (Comissão Europeia).

Há um artigo sobre a partilha de software entre as Autarquias Locais da Suécia, um exemplo a seguir num país com problemas orçamentais como o nosso.

É mencionada a migração de 70.000 postos de trabalho para Linux na Polícia francesa, um marco muito importante na implementação de software livre na Europa

Ainda em França, um estudo económico encomendado pelo presidente Nicolas Sarkozy aconselha que seja incentivada a concorrência entre o software proprietário e o software open-source. A utilização de software open-source ajuda as empresas a reduzir os custos em Investigação e Desenvolvimento em pelo menos 36 por cento.

Os outros artigos:
SL: Open Source Internet strategy for gerontology research centre [31 January 2008]

EU: EU publishes public license in 22 languages, considers upgrade [31 January 2008]

ES: University of Zaragoza promotes Open Source [29 January 2008]

FR: Guide for governmental use of Open Source [24 January 2008]

EU: Organisation to represent Open Source SMEs [24 January 2008]

NL: Monitor to ensure openness of public IT [22 January 2008]

DK: Denmark to study effect on competition of ODF and Ooxml [22 January 2008]

BG: Government to study public use of Open Source [17 January 2008]

IT: Ministry asked to clarify spending on Open Source [17 January 2008]

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EVENTS -- Upcoming Free/Libre/Open Source Software Events:


NL: Joomla! Open Source content management system conference [04 April 2008]
http://ec.europa.eu/idabc/en/document/7341/472

BE: Fosdem 2008 - Free and Open source Software Developers' European Meeting [23 January 2008]
http://ec.europa.eu/idabc/en/document/7333/472

Os bolsos


Quando alguma situação de menos transparência, mesmo que legal, é denunciada, logo chovem acusações de "todos fazem o mesmo", "o que tu queres é encher os teus bolsos".

É sintomática esta atitude de encarar os clientes como alguèm que "enche os bolsos" de alguém. A concorrência é vista apenas na perspectiva de "que bolsos se vão encher" e não de escolher a melhor solução financeira e técnicamente.

Sei que tenho estado a irritar profundamente essas pessoas. No sentido de lhes dar uma dia mais feliz, aqui incluo um conjunto de bolsos. Encham os bolsos, irmãos.

04 fevereiro 2008

Caixa Mágica nas e-iniciativas

Transcrevo aqui um comunicado da ESOP, sobre algo que é realmente marcante. Uma oferta de Linux num portátil dirigido às escolas. Já tínhamos a oferta dual-boot, agora temos uma oferta completamente livre. Infelizmente surge em circunstâncias não-concorrenciais, não tendo sido autorizado que a vantagem económica do software open-source fosse visível para os utilizadores.
Mas, para além das que conhecemos sobejamente como vantagens do software livre, ainda sobressaem duas, que temos de mostrar a todos os que pudermos (e que tal uns vídeos no youtube) :

- A velocidade de abrir uma aplicação em Linux versus uma aplicação semelhante em Windows Vista ! ( o efeito BOM! BOM !)
- A interface gráfica com Compiz versus o triste Aero do Windows Vista. ( o efeito UAU! )


"O programa e-Escolas conta agora com uma oferta Open Source. Esta nova opção, integrada no
programa, consiste no fornecimento de computadores portáteis pré-instalados com sistema
operativo Linux, acesso à Internet 3G e aplicações de produtividade. A iniciativa partiu da Caixa
Mágica Software, empresa associada da ESOP, em parceria com a Fujitsu Siemens e com a TMN.
Esta opção está disponível desde ontem para o modelo Fujitsu Siemens Esprimo com o operador
TMN, mas a oferta será alargada a outros fornecedores de hardware e a outros operadores muito
brevemente.
A solução Linux Caixa Mágica 12 presente no programa e-Escolas inclui:
- Sistema operativo Linux
- Aplicações de produtividade (OpenOffice 2.3, Firefox 2, Email, Messaging, ...)
- Suporte telefónico e via Web durante 2 anos;
- Manual de utilização e configuração em formato digital;
- Módulo de e-Learning de introdução ao Linux e
- Sistema de reposição automático.
Mas informações no site da Caixa Mágica e no das e-iniciativas

03 fevereiro 2008

À sucapa

Juro que tenho muito mais intereresse em falar das novas adopções de Linux e OpenOffice.org, das inovações gráficas do Compiz, do melhorado suporte de placas gráficas em Linux, do novo KDE 4. Lá irei, em posts posteriores. Mas não consigo conter a irritação que me causa o saber que enquanto neste e noutros blogs simpatizantes e empregados da Microsoft apregoam a liberdade de escolha, recebo notícias de dois Ministérios que renovaram os famigerados Acordos Microsoft. Como de costume, sem consulta à concorrência. Como de costume, no valor de alguns milhões de Euros. Como de costume, por ajuste directo. Como de costume, sem publicação em Diário da República. Como de costume, negociado à sucapa num qualquer gabinete.
E não me peçam provas! Digam-me é quando foi a última vez que foi publicada uma consulta para sistemas operativos e offices.

Entretanto se alguém souber da publicação de algum destes contratos, agradeço imenso. Eu não consigo encontrar um único...

31 janeiro 2008

175.000 dólares para quem inovar em OpenOffice.org

Vai decorrer entre entre 30 de janeiro e 23 de junho de 2008 um Programa de Inovação da Comunidade de OpenOffice.org, e para a qual a Sun Microsystems contribui com prémios de 175.000 dólares.

Há 6 categorias de prémios:
    • Técnico
      Comunidade (marketing, imagem)

    • Ferramentas
    • OpenDocument Format (ODF

    • Documentação

    • Especial

Ver a press release

Disponível versão beta de Openoffice.org 2.4

Já está disponível um "developer snapshot" do OpenOffice.org 2.4, para quem quiser ir experimentando.

De novo no OOo 2.4:
  • Melhor suporte para as extensões
  • - online help
  • - online update
  • Suporte de PDF/A (ISO 19005-1), noema para arquivo digital
  • Suporte de HTTPS para WebDav
  • Selecção por blocos rectangulares de texto nos documentos
  • Implementação de Insert-Movie and Sound com QuickTime
  • "+" e "-" podem agora ser utilizados para iniciar uma fórmula na folha de cálculo
  • Desenho de relações de entidades também com MySQL
  • E muitas outras funcionalidades

Esta será a última versão antes do OpenOffice.org 3.0

25 janeiro 2008

Afinal em que ficamos?

Têm andado a dizer-nos o que não era de todo lógico, que o formato OOXML resolvia o problema de compatibilidade com os formatos anteriores. Ouvi o mesmo de técnicos da Microsoft em Portugal.

Súbitamente Brian Jones da Microsoft afirma que a Microsoft na sua bondade infinita ( ou será por pressão de muitos países...) resolveu lançar um projecto open-source para criar ferramentas de software e documentação sobre como transformar os formatos binários Microsoft Office em OOXML (DIS 29500).


"Prescriptive guidance on, or tools to enable, transformation from Microsoft Office "binary" file formats (i.e., .doc., .xls, and .ppt) (the "Binary Formats") to Office Open XML formatted files is not the intention or in scope of DIS 29500."

"Nonetheless, Ecma International discussed this subject with Microsoft Corporation, the author of the Binary Formats. To make it even easier for third party conversion of Binary Format-to-DIS 29500, Microsoft agreed to
  • Initiate a Binary Format-to-ISO/IEC JTC 1 DIS 29500 Translator Project on the open source software development web site SourceForge (http://sourceforge.net/ ) in collaboration with independent software vendors. The Translator Project will create software tools, plus guidance, showing how a document written using the Binary Formats can be translated to DIS 29500. The Translator will be available under the open source Berkeley Software Distribution (BSD) license, and anyone can use the mapping, submit bugs and feedback, or contribute to the Project. The Translator Project will start on February 15, 2008.
  • Make it even easier to get access to the Binary Formats documentation by posting it and making it available for a direct download on the Microsoft web site no later than February 15, 2008. The Binary Formats have been under a covenant not to sue and Microsoft will also make them available under its Open Specification Promise (see www.microsoft.com/interop/osp) by the time they are posted."
Tenho sobre isto dois comentários:

- Salvaguardando o facto de que poderão haver questões legais relativamente à OSP e portanto relativamente à livre utilização deste informação, é um momento histórico ver a Microsoft a publicar aqueles formatos que sempre fechou com unhas e dentes.

- Mas se afinal é necessário um programa, um tradutor, para a conversão de formatos binários do Microsoft Office 2003 para OOXML, quer dizer que não basta implementar o formato para ter a conversão feita ! É necessário, obviamente, um conversor.....

Alto lá, mas não é isso mesmo que se faz em relação ao ODF, nomeadamente com o conversor "Sun ODF Plugin for Microsoft Office"?

Então afinal porque precisamos de um novo standard?

Mais informações em Groklaw

23 janeiro 2008

Clientes para a Microsoft: Quando vão suportar ODF

Já ouvi em várias sessões públicas representantes da Microsoft declarar que suportam todos os standards, e que se guiam pelo que os os clientes lhe pedem.

Face ao número crescente de países a requerer ODF - Open Document Format (Noruega, Países Baixos, Rússia, Brasil, Bélgica, Japão... ) como norma de documentos, e sendo ODF uma norma ISO (ISO 26300) fica a pergunta:

Quando vai a Microsoft começar a suportar oficialmente ODF nos seus produtos
(Microsoft Office e Sharepoint, para começar) ?

29 dezembro 2007

Economist: tudo o que é relacionado com computadores vai-se abrir em 2008

A revista britânica Economist sempre foi a minha preferida, pelas suas análises inteligentes, pelo seu humor, por abordarem temas e assuntos ignoradas por outras. Com algumas discordâncias à mistura, como o apoio à invasão do Iraque. Mas chamando a atenção muitas vezes com grande antecedência para acontecimentos que depois se comprovam, como o rebentar da bolha dot.com e a actual turbulência nos mercados financeiros devido à queda de preços das casas nos Estados Unidos e Grã-Bretanha.

De forma que fico satisfeito de a ver a fazer previsões tecnológicas para 2008 que vão ao encontro do tema principal deste blog - Abre-te Software: "Surfing - and everything else computer related - will open".

Deixo só aqui, nestes dias de festa e gula, apenas os bocados mais saborosos:

"(Ubuntu Linux) é agora mais simples de instalar e configurar do que Windows. Foi posto muito trabalho em tornar os gráficos, e especialmente os tipos de letra, tão intuitivos e atraentes como os do Mac"

"Tal como outras edições de Linux, Ubuntu trabalha perfeitamente bem em máquinas menos potentes que não podereriam aspirar a funcionar com Windows XP, quanto mais com Vista Home Edition ou o OSX da Apple"

"Quando as empresas estão habituadas a comprar PCs com Vista Business Edition por 1000 dólares e a instalar-lhes uma cópia de 200 dólares do Microsoft Office, torna-se muito grande a atração de um computador com custo inferior a 500 dólares utilizando um sistema operativo gratuito como o Linux e uma aplicação de produtividade pessoal como o OpenOffice.

E isto sem contar com os 20.000 dólares ou mais necessários para o software Exchange e SharePoint da Microsoft. Mais uma vez, existem alternativas gratuitas a este software de servidores."

O Economist aborda também o tema da abertura do espectro feito vago pela TV Digital, paro o que também convido à leitura.

26 dezembro 2007

Crenças

A série de comentários que tenho visto no meu blog e no do Marcos Santos leva-me a a pensar que às vezes o debate é realmente de surdos. Torna-se às vezes um debate de crenças, em que os factos dos adversários que contrariam o outro são ignorados, ou considerados menos importantes. Porque a crença de que temos razão nos obscurece a mente.

Eu falo da Noruega, da Bélgica, da Holanda. O Marcos fala da Dinamarca, dos Estados Unidos. Cada um de nós pode citar exemplos a favor daquilo que acredita. E às tantas já não se estão a discutir factos, montanhas de factos. Estão-se a discutir crenças. E os argumentos são irrelevantes quando se discutem crenças, como todos sabemos.

É de esperar que um funcionário de uma empresa a defenda, ou pelo menos que não a ataque. Ou que dela saia, se se tornar realmente crítico da sua actuação.
Eu tenho a felicidade de trabalhar numa empresa com cuja ética e linhas de actuação concordo, o que me dá conforto, e que me faz querer continuar por lá. As minhas ideias não vêm do sítio onde trabalho, pelo contrário, trabalho num sítio onde as minhas ideias não só não são violentadas, mas são até valorizadas.
Posso pensar que o Marcos Santos se identifique com a sua empresa no sentido em que é a "maior empresa de software do mundo", o que o deve encher de orgulho. E que até faz algum software de qualidade (nem todo..). Tem de varrer para algum canto da consciência alguma falta de ética que é constantemente denunciada em relação à empresa dele. Pode dizer que são só algumas ovelhas negras, ou que "eram outros tempos", ou que todas as empresas ambicionam ser monopolistas, a Microsoft é apenas invejada porque o conseguiu. E continuar a olhar para o "bom software" que a Microsoft produz.

Pois é, eu não me consigo ver a trabalhar numa empresa que valoriza a eliminação sistemática dos concorrentes, que faz campanhas "Get the Facts" cheias de FUD, a denegrir o que eu defendo, a denegrir os produtos derivados de um espírito colaborativo de trabalho, em que há competição pelo mérito, e cooperação sempre que possível, e sempre, sempre, transparência no que se faz.

Vejo nestas discussões as crenças e os preconceitos sobreporem-se à razão. Vejo atacarem-se irrealistas cenários futuros (monopólios 2.0..) , e fecharem-se os olhos aos monopólios existentes, à tirania das decisões tomadas em contactos a alto nível com os deslumbrados com o homem mais rico do mundo.

As minhas crenças não são as de que quem é mais poderoso tem razão. As minhas crenças são de que a razão e a verdade triunfam, contra a inquisição, contra o nazismo, contra a tentativa de esconder as verdades científicas porque contrariam a religião ou os interesses económicos.

Mais terra a terra, as minhas crenças são na liberdade de escolha, e no mérito. São valores que permeiam a cultura do software livre. São valores que entram em conflito com os negócios feitos nos gabinetes, com as trocas de favores entre pessoas influentes.

As minhas crenças não me fazer pensar que todo o software livre é bom. Há bom, e há mau. Mas o mau melhora-se, ou dá origem a projectos alternativos.
O software livre não estagna, porque há sempre quem queira fazer melhor, e novos projectos tomam o lugar dos que chegarm a becos sem saída. Como na evolução. O Internet Explorer parou no tempo quando se tornou "o que toda a gente usava", e só recomeçou a melhorar quando surgiu o browser Opera e depois o Firefox com melhorias tão gritantes que as pessoas deixaram de usar "a norma". O Microsoft Office parou no tempo, e só deu uma grande volta quando o OpenOffice.org surgiu nos relatórios da Microssoft como uma ameaça aos seus lucros.

A minha crença é que o software proprietário conduz à estagnação assim que o monopólio é atingido. Que a súbita conversão da Microsoft às normas abertas desaparecerá assim que consiga afastar a ameça de formatos que não controla.

A minha crença é na evolução técnica, na troca e partilha de ideias, na discussão aberta, nos produtos e normas abertas.

Qual é a vossa crença?

E a Noruega também!

O governo da Noruega emitiu uma "press release" no passado dia 19 de Dezembro na qual a Ministra da Renovação da Administração, Heidi Grande Røys, declara que toda a informação nos sítios web da administração pública deverá estar nos formatos abertos HTML, PDF ou ODF a partir de 2009. "Chegou o fim do tempo em que apenas estavam disponíveis formatos Microsoft Word", declarou a ministra.

De acordo coma nota de imprensa a utilização de ODF (ISO/IEC 26300) para documentos editáveis que se descarreguem da Internet será mandatória para todas as entidades da administração pública a partir de 1 de Janeiuro de 2009.
Mais tarde todas as agências da administração pública deverão utilizar formatos abertos na troca de documentos entre si e com o público. O sector público deverá converter todos os documentos em formato proprietário para formatos abertos até 2014, declarou a Ministra.

"Este governo decidiu que o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação na administração pública será baseado em formatos abertos. No futuro não aceitaremos que os utilizadores de informação pública sejam aprisionados a formatos fechados por entidades públicas", declarou a ministra" Grande Røys.

Press release original (em noruguês) ...


Ok, e também em inglês..

14 dezembro 2007

ODF adoptado na Holanda ! Open-source recomendado!

O parlamento dos Países Baixos (vulgo Holanda) acaba de aprovar o plano de Open Source e Open Standards. A partir de 1 de Abril de 2008 todos os documentos trocados com a Administração Pública deverá estar no no formato ODF (Open Document Format).

Também foi aprovado que o software open-source é preferencial, e que em igualdade de circunstâncias deve ser escolhido em vez de software proprietário.

Notícia em holandês aqui

Tentativa de tradução (aceitam-se melhoramentos):

Parlamento aprova Plano de Acção sobre Normas Abertas

Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007 - A Câmara baixa do Parlamemto aprovou o plano para normas abertas e software open-source na administração pública. Há mesmo uma "btigada De Normas Abertas e uma "hotline" pública.

Debaixo de uma avalanche de comprimentos, novas promessas e algumas poucas críticas foi aprovado pela câmara baixa do Parlamento o plano de acção "Os Países Baixos em ligação aberta". Adoptando a política dos Ministérios do Interior e dos Assuntos Económicos, a Administração Pública Central irá requerer Normas Abertas a partir da primavera de 2008, e dará primazia ao software open-source. Estas normas serão alargadas à Administração Pública Local a partir do final de 2008.

Citações

O Secretário para e Imprensa da Câmara Baixa, Frank Heemskerk, referiu que esta é uma inicativa que se arrastava desde a Moção Vendrik, há 5 anos atrás.
Martijn van Dam, do partido PvdA, declarou: "Estou incrivelmente feliz. E a melhor recomendação para este plano foi a tempestade de críticas que a Microsoft tentou criar". Gerkens: "Exactamente. Termos um monopolista a queixar-se que este plano ameaça a concorrência e as forças do mercado é a suprema ironia".

A implementação de normas abertas é mandatória neste plano. Todas os organismos devem participar, em princípio. Possíveis excepções devem ser justificadas e descontinuadas quando possível. Este é o princípio de "Implemente ou Explique".

A utilização de software open-source no governo não é tão obrigatória. Em igualdade de circuntâncias a preferência deve ser dada ao software open-source. Em aplicações desenvolvidas para a administração pública deve imperar o princípio de que a administração pública deve ficar na posse da propriedade intelectual do software que adquirir. Segundo Heemskerk: "Esta regra já existe, mas é frequentemente esquecida. Agora são dadas instruções mais precisas"

Implementação

A implementação de normas abertas na Administração Pública só atraiu louvores no Parlamento. Mas os partidos CDA e VVD tinham algumas reservas sobre a componente open-source, particularmente sobre o alegado efeito negativo na indústria das Teconoligas de Informação e Comunicação.

Foram levantadas alguma questões relativamente à implementação do plano. Há que considerar os orçamentos de TIC, nomeadamento os da Administração Pública Local.

Brigada e hotline

O deputado Martijn van Dam do PvdA sugeriu a criação de uma "Brigada das Normas Abertas" e um "Hotline dos Normas Fechadas". Esta brigada seria semelhante à "Brigada Kafka" que combateu a burocracia em excesso. A "Hotline das Normas Fechadas" permitiria que cada cidadão se pudesse queixar sobre a utilização desnecessárias de normas fechadas.

Locomotiva

"Este era um bom plano e ficou ainda melhor agora" declarou a deputada Arda Gerken do SP. Femke Halsema, líder do partido "Os Verdes, declarou "Raramente tenho assistido a um consenso tão alargado"

"Os Países Baixos estão na vanguarda com esta iniciativa. Criou-se um grande interesse no estrangeiro. E está publicada em formato ODF" declarou Heemskerk à Webworld.

Uma empresa como as outras?

Conheço muita gente a trabalhar na Microsoft em Portugal, e na maioria dos casos não tenho de negativo a dizer sobre eles. Há bons profissionais a trabalhar lá.

Mas de vez em quando saltam-nos notícias que desmentem a afirmação comum que me fazem de que aquela é "uma empresa como as outras". As descrições do Rui Seabra das manobras documentadas para abafar a concorrência com expedientes pouco éticos, e a falta de ética demonstrada na tentativa de fazer aprovar uma proposta de norma cheia de incorrecções e lacunas deixam-nos de facto a pensar.

Se têm tanta confiança no seu software porquê tantas manobras? Porque não se tentam evidenciar apenas pelas qualidades? Será que não acreditam no que fazem?

19 novembro 2007

Casos de Insucesso: Sindicato da polícia alemã pede troca de software Microsoft por subsídio de Natal

Fartos dos continuados problemas com a nova aplicação informática para a polícia alemã, baseada em software Microsoft, e no que é provavelmente uma das primeiras interacções entre o software livre e o mundo sindical, o Sindicato da Polícia alemã pede que se substitua a aplicação Windows por software open source e que as poupanças revertam para o pagamento do seu subsídio de Natal.
O novo sistema custou 73 milhões de Euros, e está frequentemente em baixo.

Comunicado original (em alemão) aqui

17 novembro 2007

ODF Workshop em Berlim


Realizou-se em 29 e 30 de Outubro, em Berlim, a Primeira Wokshop Internacional de Utilizadores de Open Document Format. As apresentações ficaram hoje disponíveis. Aconselho vivamente uma olhadela. Temos as recomendações sobre a Adopção de Normas Abertas por parte da Comissão Europeia, os casos da Bélgica, da Andaluzia, do Brasil, da África do Sul, de Munique, de Freiburg, de Bristol, do Ministério da Justiça da Finlândia, e bastantes outros.

A implementação do Open Document Format está mesmo em crescendo..

05 novembro 2007

Encontro de Software Livre e Normas Abertas









Agora com inscrição e agenda on-line para os mais retardatários:
http://slap2007.softwarelivre.gov.pt

27 outubro 2007

Software Livre na Administração Pública - 7 e 8 de Novembro

Realiza-se a 7 de Novembro no LNEC,em Lisboa, o 2º Encontro de Software Livre na Administração Pública,organizado pelo Plano Tecnológico, UMIC- Agência para a Sociedade do Conhecimento, AMA - Agência para a Modernização Administrativa, Ministério da Cultura, Ministério da Educação e Ministério da Justiça.

A ODF Alliance colabora no segundo dia,no evento o Futuro dos Documentos Digitais".

O primeiro dia tem 4 paineis:

10:00-11:15 Software Livre no Ensino (Básico, Secundário,Superior)

11:30- 13:30 Software Livre na Modernização da Administração Pública

14:30-15:45 -e-acessibilidade e info-exclusão

16:30-17:30 Open Standards:a visão do mercado

Iremos ter às 15:45a apresentação do Portal de Boas Práticas de software livre na Administração Pública

O segundo,com já se falou, é dedicado às Normas Abertas de Documentos Digitais e ao Open Document Format

A Agenda completa dos dois dias está aqui

24 outubro 2007

Africa do Sul adopta ODF como standard na Administração Pública

Africa do Sul adopta ODF como Norma de Interoperabilidade na Administração Pública


A adopção está detalhado no seguinte documento:
MINIMUM INTEROPERABILITY STANDARDS (MIOS) for Information Systems in Government


A parte respeitante ao Open DocumentFormat está contido na parte do acesso à informação:
2.9 Standards and Specifications for Information Access
"2.9.2 As such, the essential minimal level of information required to be accessed and viewed by the citizen should either be conveyed or be
capable of being converted using personalization technologies, e.g. transcoders, through the use of the basic standards in Table 3:"

Component;
Working Office Document formats (word-processing, spreadsheet, presentation)

Standard:
- UTF-8/ASCII Formatted Text [IETF]
- Open Document Format (ODF) v1.0 (ISO26300) and later Oasis versions [OASIS/ISO]
- Comma-Separated Values (CSV) [IETF]

No documento há uma definição completa do que são Normas Abertas:

2.3 Open Standards
2.3.1 There are number of definitions of open standards which emphasise different aspects of openness, including of the resultingspecification, the openness of the drafting process, and the ownership of rights in the standard. The list below contains frequently cited indicators of the openness of a standard. For the purposes of the MIOS, a standard shall be considered open if it meets all of these criteria. There are standards which we are obliged to adopt for pragmatic reasons which donot necessarily fully conform to being open in all respects. In such cases, where an open standard does not yet exist, the degree of openness will betaken into account when selecting an appropriate standard:
· it should be maintained by a non-commercial organization
· participation in the ongoing development work is based on decisionmaking processes that are open to all interested parties.
· open access: all may access committee documents, drafts and completed standards free of cost or for a negligible fee.
· It must be possible for everyone to copy, distribute and use the standard free of cost.
· The intellectual rights required to implement the standard (e.g.essential patent claims) are irrevocably available, without any royalties attached.
· There are no reservations regarding reuse of the standard.
· There are multiple implementations of the standard

Evento "O Futuro dos Documentos Digitais"


Dia 8 de Novembro vai-se realizar o primeiro Evento da Open Document Format Alliance (www.odfalliance.org) em Portugal !

Vamos colocar os "Open Standards",ou melhor, as Normas Abertas, na agenda em Portugal !

Co-organizado com o Evento "Software Livre na Administração Pública", que se realiza no dia 7 de Novembro no mesmo local: Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa

O programa completo dos dois eventos está disponível aqui

Inscrevam-se (slap@sg.min-cultura.com) e divulguem